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Edição #125

Maio 11

Nesta edição

Casas do Interior

Entre permanências e mudanças, em que lugar preferimos estar? Certamente, não há resposta unívoca para tal questão, não apenas porque ela será dada por pessoas diferentes, mas também porque uma mesma pessoa encontra respostas diferentes para ela, de acordo com a situação.

No plano editorial, reagimos de formas variadas – e mesmo antagônicas – a esses diferentes estados do “ser”, buscando contemplar os elementos que continuam conosco, trazendo um sentido de permanência, e aqueles que se movem, transformam-se, desestabilizando nossas convicções.

Sobre permanências, nesta edição, podemos identificar imediatamente assuntos como as fachadas coloridas das casas do interior nordestino, que impregnam a memória dos viajantes com suas platibandas estilizadas, projetos de mestres de obras caprichosos. Também, o prestígio até aqui inabalável do bolo de noiva, uma iguaria bonita, gostosa, cara e cercada de superstições. E elas, as efemérides, que não nos deixam esquecer os marcos: os 40 anos do Quinteto Violado, os 70 anos de Bob Dylan, os 80 anos da primeira exibição do filme Limite, de Mário Peixoto.

Sobre mudanças, este número 125 da Continente observa aquilo que vem sendo chamado de novíssimo cinema brasileiro, termo que pretende dar conta de uma produção heterogênea, do ponto de vista geográfico, temático e estilístico, mas que se aproxima, quando se refere à experimentação de formas narrativas, tempos e espaços fílmicos e quanto ao fato de ser fomentada por jovens realizadores. Inquietação transposta para o campo das artes cênicas, temos nestas páginas, também, uma matéria sobre o Coletivo Angu de Teatro, que se permite questionar o texto dramático, a encenação e os postulados das montagens tradicionais.

E se, numa viagem de metrô com estação marcada para descida, nos permitíssemos uma mudança de rota, e seguíssemos até o fim da linha? O que há no fim da linha, afinal? Foi essa pergunta que instigou a reportagem incomum que publicamos sobre Berlim. Esta, felizmente, nos coloca diante dos impasses das mudanças e permanências. E, num instante, nos damos conta: não há margens nítidas entre um estado e outro.

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