Edição #273

Setembro 23

Nesta edição

Luta e resistência

A Nação Encanto do Pina foi a campeã do Carnaval do Recife de 2023 no desfile especial da sua categoria. O que seria um momento de comemoração transformou-se em luta. O grupo foi atacado nas redes sociais devido ao seu comando estar nas mãos de uma mulher, Mestra Joana. O fato foi mais um dos ataques vividos por ela desde que passou a liderar sua Nação.

“A própria Mestra Joana passou a compreender essa realidade de apagamento ao assumir, em 2008, a Nação Encanto do Pina. Momento em que houve uma saída em massa por parte de homens e de algumas mulheres do grupo. Mesmo com o título de Mestra, respeitando a hierarquização e ritual obrigatórios do Ylê Axé Oxum Deym”, nos conta a colaboradora Nanda Maia, neste perfil que, mais do que mostrar a trajetória de Joana D’Arc da Silva Cavalcante, fala sobre os seus desafios cotidianos como única mestra de maracatu de baque virado.

A persistência e a luta de Fábio Pascoal para manter o Festival de Teatro do Agreste que chega,em 2023, à sua 32ª edição, também foi intensa. A ideia do festival surgiu em 1981, com a intenção de movimentar a cena local e motivar a criação de outros grupos de artes cênicas no agreste do Estado. Hoje, o festival se consolida como um importante evento da cena teatral, trazendo nomes nacionais e internacionais para os palcos locais, sem esquecer de abrir espaço para as produções feitas por aqui. O repórter Yuri Euzébio mergulhou nessa história na reportagem desta edição.

No dia 11 de setembro de 1973, o general Augusto Pinochet tomava o poder no Chile e instalava uma das mais sanguinárias ditaduras da América Latina. À época, Evandro Teixeira era repórter fotográfico do Jornal do Brasil e acompanhou tudo de perto, registrando, através de suas lentes, o que acontecia no país vizinho. Parte desse material imagético compõe a exposição Chile 1973, em cartaz no CCBB do Rio de Janeiro. Evandro conversou com o também fotógrafo Gilvan Barreto, numa entrevista em que ele nos conta, por exemplo, o impacto que foi registrar o enterro do poeta Pablo Neruda e do papel combatente do jornalismo no período.

Em 2023, o professor e escritor Rubem Franca comemoraria 100 anos. Para celebrar essa efeméride, convidamos o fotógrafo Leopoldo Conrado Nunes a caminhar pela capital pernambucana tendo como referência o livro Monumentos do Recife, obra publicada por Franca, em 1977. O texto deste ensaio visual é de Mário Hélio.

Uma ótima leitura!

Nossa capa: Leopoldo Conrado Nunes

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