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Edição #253

Janeiro 22

Nesta edição

A juventude exigente

Ah, a juventude... É com ela que abrimos a nossa primeira edição deste 2022. Em maio de 2021, abordamos a velhice e as questões que a cercam, trazendo para a pauta o chamado etarismo ou a velhofobia. Pensar sobre a vida de quem já passou dos 65 anos, num planeta cuja população avança na idade cada vez mais, é uma pauta perene que demanda de nós ideias e ações propositivas. Naquele maio, nascia também nosso interesse por entender a juventude.

Ser jovem no século XXI tem sido uma experiência distinta daquela da segunda metade do século XX, dos anos pós-guerra e das revoluções culturais dos anos 1960 e 1970, por exemplo. Na nossa reportagem de capa, a repórter especial Luciana Veras mostra que essa categoria social é muitíssimo diversa entre si. A idade é compartilhada, as experiências...

Ao longo da leitura, somos apresentados a Laís, Maria, Pedro, Matheus e outros jovens que nos ajudam a compreender a complexidade desse período da vida, numa sociedade altamente conectada, competitiva, exigente e precarizada em vários aspectos, sobretudo no Brasil de hoje. São seres em transição etária, cheios de expectativas em relação ao futuro, num presente de incertezas: não é fácil também ser jovem, observamos.

E, por falar em sociedade competitiva, exigente e hiperconectada, nesta edição, o psicanalista e professor Carlos Ferraz nos oferece uma contundente análise social no ensaio Quem tem medo de desistir?. No texto, ele parte da desistência da ginasta Simone Biles, nas Olimpíadas de Tokyo 2021, para discutir o simbolismo desse movimento, não só para o mundo dos esportes, mas para todos nós, no nosso cotidiano de multitarefas, quando somos incitados a ter foco, força e propósito na vida.

A sociedade nos diz que quanto mais alto chegarmos, quanto mais excelência, mais fantásticos e vencedores seremos. Nossas expectativas (e cobranças) são imensas. “O culto do extraordinário e o pavor de ser uma pessoa comum é a edição contemporânea do lema do herói e do vencedor. Repassado diuturnamente, de forma explícita e implícita, pelas agências transmissoras da ética meritocrática, esse código se tornou dominante nos contextos escolares, profissionais e esportivos”, escreve Ferraz.

Que possamos iniciar 2022 atentos aos desdobramentos da pandemia, com leveza e nos permitindo desistir, dar um passo atrás, e seguir por um caminho que nos conforte.

Nossa capa: Ilustração Eduardo Azerêdo

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