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Edição #157

Janeiro 14

Nesta edição

Hollywood

Por mais que os cinemas italiano, francês, alemão e espanhol exerçam grande fascínio sobre os espectadores, o norte-americano ainda é o que, sem dúvida, tem mais potência como máquina de produzir sucessos. Por isso é de se esperar que o maior número de títulos em listas dos “melhores fi lmes de todos os tempos” pertença aos Estados Unidos, assim como a maior quantidade de renomados diretores, roteiristas e atores.

Mas esse poderio não surgiu agora. Vem da primeira metade do século 20, época em que o mundo aprendeu a idolatrar a cultura americana, sua língua, música, moda, seu comportamento, estilo, tudo “vendido” a partir do cinema e sua difusão mundial através das telonas. Foi nesse ambiente que se passou a venerar artistas – seus rostos, corpos, vozes, gestos, atitudes –, algo que ia além do que o rádio proporcionara até então.

A sedução exercida pelo cinema norteamericano atraiu, claro, profi ssionais de diversas partes do mundo. Para Hollywood, a meca do cinema industrial, migraram cineastas como os ingleses Alfred Hitchcock e Charles Chaplin, atores como o alemão Conrad Veidt, o mexicano Anthony Quinn, a sueca Liv Ullmann...

Hoje, o Brasil é um dos países que exportam talentos para aquela indústria cinematográfi ca, relação que começou com o ator Raul Roulien, nos anos 1930, e a cantora e atriz Carmen Miranda, nos anos 1940. O trânsito dos nossos profi ssionais em Hollywood aumentou nas últimas décadas, possivelmente impulsionado pela ótima safra do cinema nacional, na qual se insere Cidade de Deus, presente em várias listas dos best movies of all times.

Uma das novas apostas do nosso país a pisar em Los Angeles é de Pernambuco, a atriz e modelo Rebecca da Costa, que acaba de atuar com John Cusack e Robert De Niro no suspense The e bag man, previsto para estrear neste semestre. Rebecca tem agora a sorte de estar numa Hollywood com bem menos preconceito, estereótipos e clichês, no que se refere à atuação de seus elencos, sobretudo os atores estrangeiros. Não foi por outro motivo – que a manutenção de estereótipos – que Carmen Miranda tentou tirar, em vão, turbante e balangandãs. Agora, os intérpretes egressos da América Latina, como Rodrigo Santoro, já sentem os bem-vindos sinais de mudança.

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