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Edição #124

Abril 11

Nesta edição

O papel das Cartas

E-mail, teleconferências, redes sociais... A tecnologia vem alterando profundamente as formas de comunicação entre os seres humanos. As antigas cartas, escritas a punho ou em máquinas de escrever, lacradas e enviadas via correio, parecem já esquecidas e obsoletas, para a amargura dos saudosistas. Sem se propor a questionar essas mudanças, a edição deste mês da Continente, em texto de Gianni Paula de Melo, dedica algumas de suas páginas à prática de enviar correspondências.

Apesar de terem sido escritas para um só destinatário, ao longo do tempo, essas mensagens têm se prestado a outras funções. Ao ter acesso às cartas trocadas entre um artista e seu irmão (Van Gogh e Theo), ou entre um escritor e sua amada (Kafka e Felice), é possível conhecer um pouco da intimidade do gênio, como se a correspondência fosse um relato autobiográfi co. Esse é o caso de uma carta inédita, publicada com exclusividade por nós, do escritor Osman Lins para sua fi lha Ângela, uma das tantas que escreveu para as três fi lhas, quando vivia em São Paulo. As qualidades desses textos levam à indagação: seria este um gênero literário?

Um assunto que deverá ser discutido ao longo de 2011 são os 20 anos do fi nal da Guerra Fria. A Continente busca anteciparse ao debate. A repórter Danielle Romani fez um vasto apanhado do refl exo dessa ação política no campo cultural, em especial nos EUA, o berço da contracultura. Na matéria histórica, ela se refere aos filhos do baby boom, aos filmes estrelados por James Dean e Marlon Brando, à influência dos beatniks Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William Burroughs, aos hippies. Para realizar esse trabalho, ela contou com a colaboração de historiadores especialistas no período.

Ainda nesta edição, o jornalista Marcelo Robalinho e a fotógrafa Isabella Valle desvendam o Edifício Pirapama, um dos valiosos exemplares do acervo arquitetônico moderno do Recife, projetado pelos arquitetos Delfi m Amorim e Lúcio Estelita, em 1956, e inaugurado no início dos anos 1960. Além dos aspectos construtivos peculiares ao imóvel, a reportagem atém-se ao elemento humano, riquíssimo e relevante, quando se trata de um dos mais complexos endereços do hoje decadente centro da cidade.

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