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Edição #226

Outubro 19

Nesta edição

Este presente, a vida

Na reportagem sobre A vida invisível, assunto de capa desta edição da Continente, a repórter especial Luciana Veras nos oferece alguns pontos da travessia desse filme, caminhos que antecederam o que seria a sua culminância: a exibição para o público. Em geral, nós, o público, somente vemos e avaliamos uma obra de arte acabada. Mas muitas águas correm nesse rio antes de ele desaguar no mar. Sabendo disso, e se colocando como parte desse processo, a jornalista traz para os leitores esse bastidor rico que é a produção de uma obra artística.

No caso de A vida invisível de Eurídice Gusmão, como veremos, antes de ser filme, ele foi/é livro, escrito por uma autora brasileira, Martha Batalha, que tivera a coragem de jogar fora quatro tentativas anteriores, até encontrar sua voz nesse romance, que escreveu nos Estados Unidos, onde está radicada. A reportagem também nos conta como a narrativa de Martha foi parar nas mãos de Karim Aïnouz, levando-o, por sua vez, a ver naquela história a de tantas outras mulheres de seu convívio e afetividade. “Minha mãe morreu em 2015 e esse filme é muito sobre a geração dela. Na hora em que ela foi embora, pensei: preciso contar um pouco sobre sua vida, sobre como foi ser mulher nas décadas de 1950, 1960, como foi criar um filho sozinha”, afirmou o diretor cearense.

O tecido que constrói um filme – elenco, direção de arte, fotografia, produção… – também é aludido nessa reportagem, que traz a dimensão humana e profissional dessa arte, que depende de tantos agentes, que é o cinema. Entusiasmada com o processo e seus resultados, Luciana Veras comenta, nessa reportagem que também é análise, sobre a qualidade de A vida invisível, um filme que tem como tema as vidas e as escolhas de duas irmãs.

É diante de histórias de escolhas – e suas consequências – que também nos colocamos, ao ler a entrevista com a cantora Dona Onete, o perfil do instrumentista e compositor Letieres Leite e o obituário do fotógrafo Robert Frank. Cada um ao seu modo, elas e eles não se deixaram abater pelas situações adversas que encontraram para realizar suas obras, contribuindo para que nossa compreensão de mundo se alargue e nossa sensibilidade seja alimentada através de suas expressões.

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