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Entrevista

“Sou daquele sertão que está no filme; o sertão de hoje em dia, vivo”

O cineasta Aly Muritiba comenta ‘Deserto particular’, seu novo (e premiado) longa, e os bastidores do trabalho com cinema e ‘streaming’ no Brasil

TEXTO Márcio Bastos

22 de Março de 2022

Foto Azul Serra/Divulgação

[conteúdo exclusivo Continente Online]

Quando criança, Aly Muritiba passava a maior parte dos seus dias em frente à televisão, onde consumia vorazmente filmes e outros conteúdos audiovisuais. Ele morava em Mairi, na Bahia, cuja população atualmente é estimada em 18.535 pessoas, segundo o IBGE. O município não tinha (e ainda não tem) sala de exibição e seu contato com a sétima arte, além do aparelho televisor, se dava quando um cinema itinerante aportava no terreno ao lado de sua casa. Ao longo de várias sessões de western, kung fu e pornografia, ele se deleitava com os filmes, sem, no entanto, vislumbrar naquele universo uma profissão.

Hoje, é um dos diretores mais requisitados do audiovisual brasileiro. Em 2021, viveu um ano intenso, incluindo o lançamento da série documental O Caso Evandro, no Globoplay, baseada no podcast homônimo sobre o assassinato de uma criança no Paraná, no início da década de 1990. No cinema, apresentou dois longas-metragens premiados: Jesus kid – adaptação da obra de Lourenço Mutarelli, com Sérgio Marone e Paulo Miklos, vencedor de três troféus no Festival de Gramado, entre eles melhor direção e melhor roteiro – e Deserto particular, selecionado para representar o Brasil na disputa pelo Oscar de melhor filme internacional. O longa, aliás, acaba de ganhar o prêmio de melhor filme no Amsterda LBTQIA+ Film Festival. Deserto particular tem ainda quatro pré-indicações ao Prêmio Platino de Cinema Ibero-americano, evento no qual Muritiba pode ainda disputar nas categorias de série com O Caso Evandro, que tem duas pré-indicações. A lista final será divulgada em breve e os escolhidos irão para a cerimônia presencial em Madri.

Apesar de o filme não ter entrado na lista dos finalistas do Oscar, em parte também por conta de problemas estruturais nas campanhas dos longas brasileiros na premiação hollywoodiana, o processo instigou o diretor e roteirista a articular com outros artistas uma mudança junto à Academia Brasileira de Cinema e à Agência Nacional do Cinema (Ancine). Radicado em Curitiba, Aly já havia chegado perto de uma indicação à estatueta dourada em 2013, quando seu A fábrica ficou entre os 11 pré-selecionados na categoria melhor curta-metragem live-action. No entanto, o trabalho não chegou à última etapa do processo.

Sua filmografia conta ainda com obras como o documentário A gente (2013) – que retrata a realidade de agentes penitenciários, profissão que Aly exerceu por anos, mesmo quando já estava trabalhando com cinema –, Para minha amada morta (2015) e Ferrugem (2018). Além de seu engajamento no cinema, Aly Muritiba continua a produzir para plataformas de streaming, o que, segundo conta na entrevista à Continente a seguir, garante o seu sustento, o de seus pares e ainda os mantém em forma, fomentando uma cadeira produtiva que, há muito, precisava ser aquecida no Brasil. 

Atualmente ele dirige, em parceria com Fábio Mendonça, a série Cangaço novo para a Amazon Prime Video, filmada em Cabaceiras, no Cariri paraibano. O trabalho aprofunda as investigações do diretor sobre as imagens do sertão e os tipos humanos complexos, e conta no elenco com atores como Hermila Guedes, Allan Souza Lima, Marcélia Cartaxo, Pedro Wagner e Thainá Duarte.

CONTINENTE Primeiramente, como têm sido esses últimos meses para você? Para além de toda a conturbação da pandemia, você tem se mantido muito ocupado com vários projetos, na televisão e no cinema, e houve toda a movimentação com Deserto particular.
ALY MURITIBA Profissionalmente tem sido incrível, de colheita de tudo que foi plantado do final de 2019 ao começo de 2021. Tem sido muito trabalhoso porque estou filmando uma série, mas precisava lidar com o lançamento comercial de Deserto particular, a campanha do Oscar, Jesus kid em festivais de cinema, a repercussão de O Caso Evandro. Tem sido muito trabalhoso, mas bom, de um reconhecimento do que eu fiz durante muito tempo.

CONTINENTE Por falar no lançamento de Deserto particular, a boa recepção por parte do público e da crítica, e a campanha do Oscar, como foi esse processo?
ALY Deserto particular não passou na shortlist  (lista com pré-indicados) do Oscar – e o Brasil continuará não passando enquanto a gente não mudar o nosso processo. Para mim, a campanha foi muito didática. Foi uma honra representar o país, foi muito bom para o lançamento comercial aqui no Brasil, conseguimos um ótimo contrato para a distribuição do filme nos Estados Unidos e vendemos para um grande player, então, em breve, vai estar em uma plataforma de streaming bem legal. Mas o Brasil está errando há mais de 20 anos e não é que escolhe o filme errado – mas escolhe o filme no momento errado. Nós fomos anunciados como representantes brasileiros no dia 15 de outubro e a shortlist foi divulgada no dia 21 de dezembro – e a campanha tinha que parar no dia 10 de dezembro. Então, nós tivemos apenas dois meses para fazer contatos, conseguir dinheiro, porque o Brasil não investe na campanha, e viajar para os Estados Unidos para fazer a campanha. E isso significa exibir o filme nos EUA com debate, o que significa alugar sala de cinema. Não tínhamos dinheiro para isso, com o dólar caríssimo, e as salas de cinema estavam quase todas reservadas porque os outros países já tinham escolhido seus filmes em agosto, setembro. Os outros filmes saem pelo menos um mês na frente do representante brasileiro, porque a nossa academia escolhe tarde demais e geralmente com apoio nacional. Enquanto a gente estava discutindo como conseguiríamos mil dólares para complementar uma grana para fazer o anúncio na Variety, em cada esquina tinha um outdoor do filme do Paolo Sorrentino [A mão de Deus, representante da Itália]. Como a gente pode concorrer com isso? Como um filme brasileiro vai conseguir uma indicação ao Oscar nessas circunstâncias? Não se trata só de ter um filme bom. É preciso ter estratégia, tempo e dinheiro para a campanha porque os membros votantes da Academia que escolhem os filmes não estão interessados nos filmes internacionais, então precisa investir. Foi uma lição incrível. Uma frustração enorme, claro, porque a Ancine liberou para o filme R$ 150 mil, que é o que ela investe nos selecionados para representar no Oscar. Na cotação do dólar hoje [em janeiro], é menos de US$ 30 mil. Para contratar alguém para divulgar o filme nos EUA é US$ 15 mil por etapa. Então só sobra US$ 15 mil para você fazer anúncio, pagar passagem, a viagem, fazer debate seguido de coquetel. Fora que desses US$ 30 mil, sofre uma cobrança de impostos de 30% e, pasmem, o dinheiro só pode ser usado depois que o decreto é publicado no Diário Oficial da União – o que aconteceu em dezembro, quando a campanha estava acabando. A gente se endividou para fazer essa campanha. Então, está tudo errado.


Cena de Deserto particular. Foto: Divulgação

CONTINENTE Como você diz, isso é uma questão de décadas. A quais fatores você atribui essa defasagem do Brasil em relação à presença em premiações internacionais, mais especificamente no Oscar?
ALY Parece que a gente não se importa [com o Oscar], como se não precisasse da validação dos gringos. Peraí, se a gente tem a possibilidade de ter um filme indicado ao Oscar, isso é importante para a indústria cinematográfica. A gente não pode encarar isso como uma mera formalidade. Logo que saiu o resultado de que não estávamos na shortlist, eu estava muito chateado com o processo, fiz um tuíte grande que serviu como provocação. Agora, a gente está criando um grupo de trabalho, já que a Academia Brasileira de Cinema não está se mobilizando para isso, eu e outros profissionais que entendem como funciona uma campanha de Oscar e como outros países têm feito para serem bem-sucedidos, para fazer propostas para a Academia Brasileira de Cinema e a Ancine. A ideia é formular uma espécie de cartilha para que o próximo filme brasileiro escolhido já tenha amparo, contatos, esclarecimentos de como funciona a campanha. E que, de forma responsável, a escolha seja feita mais cedo, senão vai acontecer com filmes vindouros o que aconteceu com Deserto particular, Babenco Alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou (de Bárbara Paz), Que horas ela volta (de Anna Muylaert). Sabe o que me deixa mais frustrado? É que quem viu o filme dizia que o Brasil tinha muitas chances. A gente não está na shortlist desde O ano que meus pais saíram de férias, ou seja, faz 20 anos, porque não houve tempo nem dinheiro, porque bons filmes a gente tinha. Eu e esse grupo de trabalho estamos empenhados em mudar esse cenário.

CONTINENTE Independente do Oscar, Deserto particular teve uma trajetória muito forte e nas redes sociais é possível observar o impacto que ele deixa nos espectadores. Sinto que é um filme que, apesar de acessível, não é fácil, porque os personagens são muito silenciosos, como se te interessasse as elipses. Gostaria que você falasse um pouco sobre a concepção deste projeto.
ALY O cinema que eu faço é mais introspectivo. Tendo a trabalhar com histórias relativamente simples e com personagens que não são muito falantes, que são mais taciturnos, quietos. Faz parte da minha natureza como criador lidar com esses personagens, que são como os que habitam Deserto particular. A ideia era fazer um filme diferente do anterior [Ferrugem, 2018], que desse para o espectador boas sensações, emoções, que ele saísse do cinema com um sorriso no rosto, e perseguir isso contando essa história de encontro, apaixonamento, de amor, sem macular muito o modo como eu concebo e dirijo as minhas histórias. Continuei na chave mais introspectiva, mas agora contando uma história de outra natureza. Em Ferrugem (2018), eu falo de redes sociais, suicídio, de responsabilização pelos seus atos, enquanto em Deserto particular, eu estou falando sobre pessoas que querem viver uma vida mais leve do que aquelas que estão vivendo. Diria que houve a ventura, de certo modo, de antever o que as pessoas iriam ansiar. O roteiro foi escrito entre 2016 e 2019, que foi quando a gente filmou. Entre 2018 e 2019, o mundo estava muito ruidoso, barulhento, e estava todo mundo brigando, se matando, se odiando – e, diante disso, eu falei que queria fazer um filme de amor. As pessoas não estavam interessadas em amor naquele momento, mas, no final de 2021, as pessoas estavam fartas de ódio. Elas estavam querendo um acalanto, um abraço, o afeto, o amor. As pessoas estavam isoladas há muito tempo e aí o filme é um road movie, de viagem. Artista é meio antena parabólica, acho que essa história me fez antecipar esse sentimento.

CONTINENTE Nesse sentido, sobre essa sensibilidade de “parabólica”, acho que o filme trabalha várias camadas muito interessantes, para além da história de amor, como esse macho brasileiro, que é o personagem de Antonio Saboia, ensinado a responder com violência, sem se conectar com seus sentimentos, e também a nova juventude do sertão, conectada, que não é a do estereótipo consolidado pelo Sudeste. O filme parece capturar essas várias tensões da esfera política, das transformações ocorridas no Brasil nas últimas duas décadas. É como se trabalhasse uma outra geografia afetiva e propusesse uma possibilidade de redenção pelo amor.
ALY Completamente. O filme é bastante sutil e trata não apenas os seus personagens, mas também a paisagem que eles habitam e o espectador com muito respeito. E é por isso que a gente buscou a não estereotipização dos personagens e dos lugares. Eu sou daquele sertão que está no filme – e não é o que a teledramaturgia normalmente mostrava. É o sertão de hoje em dia, vivo. Eu assisto, em Curitiba, à mesma série que a minha sobrinha assiste em Juazeiro (BA). Ela me manda uma artista canadense no Spotify que eu não conhecia – e ela está lá no sertão, sabe?


Longa Deserto particular foi premiado recentemente no Amsterda LBTQIA+ Film Festival. Foto: Divulgação

CONTINENTE Pois é. Mas ainda é muito difícil quebrar essas imagens que o audiovisual proporcionou ao longo dos anos, que ainda estão muito enraizadas, não é? Para muita gente, ela ainda está engessada. Vocês também exibiram o filme nas cidades onde o filme foi gravado, correto? Como foi a recepção das pessoas vendo aquelas paisagens na tela?
ALY O filme foi gravado em Juazeiro, Petrolina e Sobradinho (BA). Juazeiro e Petrolina têm salas de exibição, então fizemos uma sessão em Juazeiro com parte da equipe – e foi incrível. Agora só falta mostrarmos em Sobradinho, que não tem cinema. 

CONTINENTE Você, inclusive, cresceu em uma cidade sem cinema. Como foi o seu primeiro contato com o cinema e como se desenvolveu a sua paixão pelo audiovisual, ao ponto de você enxergar como uma possibilidade de carreira?
ALY Mairi, a cidade de onde venho, não tinha cinema e não tem até hoje. Mas, eventualmente, na minha infância, passavam por lá aquelas salas de cinema itinerantes que são montadas embaixo de um circo, com arquibancada de madeira. Tinha uma família de turcos que passava por lá periodicamente e montava do lado da minha casa, porque tinha um terreno baldio onde se montavam parques, circos e cinemas, e eles puxavam água na minha casa para abastecer. Em troca, a gente recebia ingressos de graça. Então, na minha infância, eu ia muito ao cinema para ver sempre os mesmos filmes porque os turcos tinham sempre os mesmos filmes: western spaghetti, filmes de kung fu e pornô. Minha formação cinéfila na infância foi pornografia, filmes de luta e bang-bang [risos]. E, obviamente, Tela Quente, Sessão da Tarde e todos os programas que passavam filme… Eu era uma criança que via muito televisão. Diferente dos meus irmãos, que viviam no mato caçando passarinhos, fazendo um monte de doideira, eu era mais quieto, introspectivo, então adorava ficar em casa vendo televisão. Via tudo que passava. Mas nunca tinha me dado conta de que filme era algo que alguém fizesse. O cinema só apareceu como possibilidade de estudo e depois de trabalho, na minha vida, em 2007, quando entrei na faculdade de Cinema, já aos 27 anos de idade. Comecei a fazer os primeiros curtas, a achar legal, a ganhar prêmios em festivais, a viajar. Então pensei que, de repente, fazer disso profissão seria muito legal, mas foi muito tarde na minha vida. Diferente de boa parte dos meus colegas que sempre sonharam em fazer cinema, eu sempre sonhei em pagar as contas.

CONTINENTE E hoje o cinema te oferece a possibilidade de viver e criar?
ALY Para pagar minhas contas, eu tenho que trabalhar muito. E não é o cinema que paga, são as séries. Deserto particular só me tirou dinheiro. Tive que abrir mão do meu cachê de diretor para colocar no filme, porque estava faltando, e tive que tirar dinheiro do meu bolso para pagar direito autoral de música porque não tínhamos verba após a finalização. O dinheiro que ganho hoje vem das séries, dos streamings, graças aos deuses.

CONTINENTE Sobre a relação com os streamings, eles oferecem também outras possibilidades para os criadores de audiovisual, inclusive de atingir outros públicos. O que significa para os realizadores, em termos criativos e de mercado de trabalho, ter essa ampliação dos streamings no Brasil?
ALY Para os criadores, significa estarmos empregados. Antes do advento dos streamings no Brasil, eu era um agente penitenciário, mesmo fazendo filme. E também dava muita aula de roteiro, e, ainda assim, às vezes as contas não fechavam. Com a chegada dos streamings, eu e meus pares começamos a escrever e filmar com mais frequência e a ganhar melhor. A gente está praticando. Antigamente, você fazia um longa-metragem a cada três anos, se fosse um diretor bem-sucedido. Às vezes, o intervalo poderia ser de 10 anos. Qual é a profissão que o profissional vai exercer bem se só pratica a cada três ou 10 anos? Pega um jogador de futebol e coloca para chutar bola a cada três anos. Não vai dar certo. O streaming, além de pagar nossas contas, está nos mantendo em forma. Estamos praticando e praticando com vários brinquedinhos maneiros, porque normalmente a série tem mais grana do que filme, com menos tempo, porque filme você tem mais calma para filmar. Nas séries, você filma sete, oito páginas por dia, enquanto, em um em filme, normalmente são duas. Agora, quando volto dessas experiências para fazer um longa-metragem, é um deleite.

CONTINENTE E sobre Cangaço novo, o que você pode nos adiantar? Como anda a produção?
ALY É uma série gigantesca, então a gente está filmando desde o final de outubro e vamos ficar até abril. Tem um elenco incrível, formado, em sua grande maioria, por atores e atrizes nordestinos, porque é uma história que se passa aqui e conta a história de gente daqui, por isso a gente fez questão de ter esse elenco. Allan Souza Lima, por exemplo, faz um personagem que foi criança para o Sudeste e que retorna para o sertão, para tentar se reconectar com suas raízes. Deserto particular está tendo uma repercussão maravilhosa e, quando estrear no streaming, vai ser massa porque esse sertão será visto. Mas quando a gente lançar Cangaço novo, será incrível, porque a gente mostra mais esse sertão. 


Filmagens de Cangaço novo, série da Amazon. Foto: Divulgação

CONTINENTE Além de Cangaço novo, quais são seus planos para 2022?
ALY Assim que a ômicron der uma trégua, vamos estrear Jesus kid em circuito comercial.

CONTINENTE Vivemos um momento de crise na cultura, de desmonte de políticas culturais. Como tem sido enquanto artista, produzir e, para além do agora, construir perspectivas de futuro no audiovisual?
ALY Acho que nós já estamos ultrapassando a fase mais difícil. Acredito que em 2023 vai ser melhor. Esse período de sucateamento de toda e qualquer forma de produção cultural, esse ataque sistemático que a cultura está sofrendo termina em janeiro de 2023. Claro, nós precisamos resistir mais este ano – e ainda bem que os streamings estão nos ajudando neste sentido –, mas as coisas voltarão a ser mais fáceis.

CONTINENTE Então você acha que diante da estrutura prévia que nós tínhamos, a recuperação será rápida?
ALY Sim, porque só depende de vontade política. O audiovisual depende do Fundo Setorial do Audiovisual, que, no fim das contas, é nosso. Todo produto audiovisual que eu crio paga uma taxa, que é a Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional) e abastece esse fundo e o dinheiro volta para o setor. Não é dinheiro de ninguém – é da própria cadeia produtiva. Esse fundo tem muita grana, que está lá. Só falta vontade política. É preciso que o novo presidente foque na Ancine e recrie o Ministério da Cultura para que o fundo volte a funcionar.

MÁRCIO BASTOS, jornalista e mestrando em Comunicação na Universidade Federal de Pernambuco.

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