O coração é brega
Antes um estilo musical com predominância masculina, hoje o brega é repleto de divas que atraem multidões aos seus shows e perfis nas plataformas digitais
TEXTO José Teles
01 de Julho de 2026
Foto Zé Carlos Barretta/Folhapress
Em 2023, na segunda noite do Carnaval do Recife, houve um começo de vaias a Gilberto Gil, no Marco Zero, e não por motivos ideológicos. Mas por impaciência do público. Boa parte dele estava ali para assistir ao show de Raphaela Santos, “A Favorita”, um dos maiores nomes do brega em Pernambuco. Quando ela, finalmente, foi ao palco, fez-se um coro de milhares de vozes no principal polo da folia na capital. Coro repetido em todas as canções. O brega penetrava, assim, no último reduto ao qual, até então, não tinha acesso: a seletiva programação carnavalesca do Marco Zero.
Primeira cantora brega anunciada para participar do Rock in Rio, na edição de 2026, Priscila Senna, também conhecida como A Musa, teve o privilégio de abrir a noite inaugural do Carnaval recifense, deste ano, no palco do Marco Zero. Capital do Frevo ou do Brega? Do segundo, se para o desempate contar com a aceitação popular. O Recife ganhou, em 2018, um Dia Municipal da Música Brega. Pode até não ter sido intencional, mas este dia cai em fevereiro (14), o mês do Carnaval, portanto do frevo.
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