Reportagem

Futuros desejáveis e possíveis em 2050

Futuro será sempre com S, futuroS diversos, coexistindo. Trago então um deles: aquele que venho construindo nestas décadas como futurista

TEXTO Lala Deheinzelin

01 de Abril de 2026

VERSÃO 1:

A arte, por meio de experiências imersivas, ativando todos os sentidos, retomou seu papel de catalisadora de mudança, contribuindo para que ampliássemos nossa PERCEPÇÃO. Agora somos todos futuristas, capazes de perceber e se adaptar às forças que moldam o futuro. A evolução dos níveis de consciência foi permitindo maior e melhor organização como ecossistemas: vivemos, trabalhamos e decidimos de forma coletiva, ativados por celebrações, cocriações e beleza. Isso foi possível quando adotamos a Lei da Sustentabilidade dos Sistemas de Bernard Lietaer e percebemos que o que parecia oposto era complemento: o humano/distribuído (a Praça) e o tecnológico/centralizado (a Torre).

A mudança geopolítica e econômica para um mundo multipolar acelerou o acréscimo de mais uma modalidade à economia: a Contributiva, que foi a grande solução para a crise econômica, ambiental, social e de saúde mental. Plataformas baseadas em blockchain, tokens e DAOs permitem transacionar recursos além do monetário disponíveis, mas até então invisíveis e inacessíveis. Hoje, os muitos que não se inserem na economia produtiva contribuem com tempo, conhecimento, infraestrutura ociosa e excedentes de todo tipo, que são computados e se transformam em créditos e reputação. Com eles é possível acessar bens e serviços para necessidades cotidianas, investimento e até mesmo viabilização de grandes projetos coletivos.

As funções coletivas da IA se ampliaram: ela auxilia neste processo de match entre necessidades de pessoas, organizações e projetos coletivos e os recursos não monetários disponíveis. Serve também como grande órgão de percepção do coletivo, lendo e relatando os fluxos de tudo o que precisamos saber para melhor tomada de decisão e gestão. Permitiu que deixássemos de nos comportar como células que desconhecem que fazem parte de um organismo (câncer?). Passamos a operar como uma espécie de sistema nervoso de Gaia: percebendo, informando e regulando o necessário, como acontece em um corpo vivo.

Essa combinação de desenvolvimento humano/social e tecnologias para o “Coo” (cooperação, convergência, coordenação, cocriação) permitiu a tão necessária mudança de modelo político: saímos de democracia representativa partidária, com sua descontinuidade e despreparo, e temos modelo de gestão com equipes de alto nível técnico, operando por projetos sistêmicos, transdisciplinares e de longo prazo. A gamificação da gestão, combinada ao supracitado sistema de transação de recursos disponíveis, conseguiu atrair centenas de milhares de jovens perdidos nos mundos virtuais. Ampliou também a participação da sociedade civil, que alcança macrorresultados por meio de microações orquestradas por meio de IA e viabilizadas por estes imensos recursos disponíveis e finalmente em circulação.

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Venda avulsa na Livraria da Cepe e nas bancas.

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