Bruno Vilela: a projeção do sonho e da memória
Artista visual Bruno Vilela viaja para conhecer novas pessoas e paisagens. De uma experiência profunda, ele cria a mitologia do seu trabalho
TEXTO Carol Botelho
01 de Julho de 2026
Foto Acervo do artista
O artista visual Bruno Vilela, 49 anos, aprendeu com a psicologia analítica do suíço Carl Gustav Jung a enxergar a luz sob a ótica da sombra. Não que ele seja gótico ou melancólico. A sombra vem dos cânones do Barroco do século XVII, como o italiano Caravaggio e o holandês Rembrandt, o mestre das sombras. Nas obras dos três, a sombra existe para destacar a luz. Sombra que representa o inconsciente, os instintos reprimidos, o nosso lado obscuro.
Bruno aprendeu a acessar o inconsciente na terapia, na ioga, na meditação que pratica diariamente como forma de aplacar a ansiedade. A versão infantil do artista também desenhava. Pintar veio mais tarde que o desenho; depois, a escrita e, mais recentemente, o cinema. Todos interligados; todos com a mesma intenção de contar uma história, a da arte de Bruno. Nessa trajetória de 20 anos de poesia visual, o artista adquiriu um repertório iconográfico composto por sonhos e pesadelos, memórias de infância, cultura pop, espiritualidade sincrética, orientalismo e mitologia, compondo algo tão misterioso quanto familiar.
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