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Curtas

Aurora Instrumental

Festival busca trazer expressões da diversidade, tradição e renovação da música instrumental pernambucana

TEXTO Erika Muniz

02 de Maio de 2018

Gilú Amaral, um dos organizadores do festival, mostra trabalho solo no dia 16 deste mês

Gilú Amaral, um dos organizadores do festival, mostra trabalho solo no dia 16 deste mês

FOTO Costa Neto/Divulgação

[conteúdo na íntegra (degustação) | ed. 209 | maio 2018]

A Rua da Aurora
é paisagem recorrente no imaginário recifense. A partir de abril, ela empresta sua beleza à primeira edição do Aurora instrumental, que leva 20 espetáculos musicais, divididos em duas temporadas, para o Teatro Arraial. A primeira temporada acontece neste primeiro semestre, de 18 de abril a 20 de junho, com 10 apresentações, sempre às quartas-feiras, a partir das 19h30, com ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Contemplado pelo Funcultura, o festival busca trazer expressões da diversidade, tradição e renovação da música instrumental em Pernambuco, propondo o encontro do público com músicos e grupos de alta qualidade técnica e artística. “O Aurora instrumental nasce de uma vontade minha e do meu parceiro Félix Aureliano de montar um festival de música instrumental, que tem grande tradição no nosso estado”, afirma o diretor artístico e musical Gilú Amaral, que é compositor e percussionista da Orquestra Contemporânea de Olinda. Ele mostrará seu primeiro trabalho solo com referências regionais e étnicas no dia 16 de maio.

Entre os destaques da programação, está a apresentação, no dia 30 de maio, do musicista pernambucano Hugo Linns, que tem um trabalho consolidado de pesquisa em viola. “Vou fazer uma apresentação juntando músicas dos meus três álbuns Fita branca (2010), Vermelhas nuvens (2013) e A solidão do sol em cinzas do ar (2015), além de algumas músicas do meu próximo álbum de frevo com arranjos autorais.” Linns cuida da direção musical e toca violas dinâmicas e, nesse show, estará acompanhado de Eduardo Buarque (viola de 10 cordas), Rogê Victor (baixo acústico) e Silva Barros (bateria).

Sobre a existência de um evento de música instrumental no Recife, ele o vê com bons olhos: “Acho essencial para os músicos se apresentarem num evento como este. Estamos muito carentes de espaços para música instrumental em Pernambuco, tudo é praticamente voltado para a música com voz, precisamos de mais lugares com uma infraestrutura bacana de som, pois a música instrumental pede esse apuro”.

Outros pontos fortes dessa primeira temporada são o solo de Vinícius Sarmento, nome forte do violão popular no estado, no dia 16, e o retorno, após pausa de três anos, da banda Rivotrill. Zé da Flauta é o destaque do mês de junho, com show, no dia 13, de seu último disco, Psicoativo (2016). 

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