Reportagem

Priscila Senna amplia território do brega

Cantora pernambucana torna-se a primeira artista do gênero musical a subir ao palco do Rock in Rio

01 de Julho de 2026

Foto Divulgação

Priscila Senna talvez nem consiga respirar. Não porque o seu amor quer lhe deixar, como canta no sucesso “Não me faça chorar”. Mas por se tornar a primeira cantora de brega nordestina a subir ao palco do Rock in Rio, no dia 12 de setembro. Será um novo capítulo em sua carreira, ao reposicionar o brega feminino — um gênero historicamente associado às periferias urbanas — dentro do mapa dos grandes festivais brasileiros. Ela já anunciou que vai levar um espetáculo concebido especialmente para o evento, com novo repertório e grupo de dançarinos.

A presença de A Musa, seu epíteto artístico, no Palco Favela do Rock in Rio (dedicado à cultura das comunidades periféricas, com foco no funk, rap, trap e pagode), é menos um gesto de inclusão e mais um reconhecimento até de certo modo tardio da artista, que também está confirmada nos dois fins de semana do Rock the Mountain, em Itaipava (RJ), no fim de outubro e início de novembro.

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