Fez história no Oscar e caiu na folia
A consagração internacional do cinema pernambucano com o filme "O agente secreto" e a consolidação da trajetória ascendente do diretor Kleber Mendonça Filho
20 de Março de 2026
O cineasta Kleber Mendonça Filho e a esposa e produtora Emilie Lesclaux na cerimônia do Oscar, em Los Angeles
Foto Angela Weiss/AFP
De crítico que cobria a produção cinematográfica a cineasta de destaque da atualidade, Kleber Mendonça Filho tornou-se, desde O som ao redor (2012), um dos diretores mais prestigiados do cinema contemporâneo. A cada filme, aumentam os números das bilheterias e das premiações. O realizador vem recebendo aclamação do público, da crítica e dos festivais, como o de Cannes, de onde saiu com o Prêmio de Melhor Diretor, em maio de 2025.
Quando imaginávamos que seu terceiro longa-metragem de ficção, o fenômeno Bacurau, de 2019, seria o ápice de uma carreira bem-sucedida no cinema, O agente secreto conseguiu superar em número de espectadores, arrecadação, repercussão e indicações a prêmios, principalmente, com as nomeações a três das principais categorias do Oscar, Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e à inédita Melhor Elenco. Não foi desta vez que as estatuetas da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood vieram para Pernambuco. Mas a festa realizada para assistir à cerimônia, em clima de Carnaval, ficará marcada na memória dos fãs de cinema.
Se Pernambuco tem uma longa história com o cinema, desde o Ciclo do Recife (1923-1931), período de intensa produção cinematográfica, passando pelos filmes alternativos de Super 8, até a retomada do mercado local a partir de Baile perfumado, neste 2026, em que o filme de Lírio Ferreira e Paulo Caldas completa 30 anos, o cinema pernambucano ganha novo impulso para fortalecer-se, ultrapassar desafios, fronteiras e projetar-se ainda mais.

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