Especial

Teatro preto, periférico e popular

Companhias teatrais, profissionais, encenações, cursos e festivais oriundos do interior do estado vêm movimentando o cenário teatral de Pernambuco

TEXTO Márcio Bastos e Isabelle Barros

25 de Março de 2026

"O Irôko, a Pedra e o Sol", do grupo O Poste Soluções Luminosas

Foto Domar/Divulgação

O Poste Soluções Luminosas traz como sua maior força justamente a criação de um sentido de comunidade, ou melhor, de “aquilombamento”. O grupo, composto por Samuel Santos, Naná Sodré e Agrinez Melo, completou 20 anos de existência em 2024 e se tornou uma referência no teatro local por colocar a ancestralidade negra no centro de sua trajetória. Entre os espetáculos do repertório de O Poste, seja com os fundadores do grupo, seja com atores convidados, estão Cordel do amor sem fim, Anjo negro, A receita, Ombela e O Irôko, a pedra e o Sol.

De acordo com seus fundadores, resistir fazendo teatro é festa, é expressão artística, mas também é cura e reparação. “É preciso ter uma poética preta na cidade do Recife. Pernambuco se utilizou bastante da mão-de-obra escravizada e alguns de nossos teatros também foram construídos por mãos negras. Nossos espetáculos e formações são contracoloniais. Evocamos nossas raízes ancestrais, afroindígenas, como a capoeira, o frevo, o maracatu, o cavalo marinho e trazemos para os palcos. Trabalhamos com o conceito de coletividade, para que ele se fortaleça”, define Samuel Santos, ator com mais de trinta anos de carreira, diretor e dramaturgo.

Com o tempo, o coletivo se tornou uma referência em Pernambuco e um ponto de encontro para a comunidade teatral do Recife. Muitos artistas negros já trabalharam com o grupo ou se apresentaram no Espaço O Poste, sala de espetáculos com capacidade para 60 pessoas, localizada na Rua do Riachuelo, no centro do Recife. O Poste foi um dos contemplados pelo Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas – Espaços Artísticos, o que ajudou na manutenção do espaço ao longo de 2024 e possibilitou a criação de uma agenda cultural com apresentações musicais, de dança e contação de histórias para crianças.

Para atender a necessidade de continuar a pesquisa dessas poéticas pretas, o grupo investe na formação. O grupo utiliza o sistema de treinamento do ator criado pelos integrantes d’O Poste a partir das matrizes negras e indígenas. Com a trajetória e os projetos consolidados, os integrantes criaram o Núcleo O Postinho. Sete jovens negros da Região Metropolitana do Recife fazem parte desse desdobramento do grupo, que estreou em maio, com o espetáculo Àwon Irúgbin: em memória de Cecília Chá, cujo nome, na língua iorubá, significa “sementes”.

A Trupe Circuluz, criada em 2011 por artistas maranhenses e pernambucanos também passou a pesquisar a ancestralidade afro-indígena, mas pelo prisma do circo-teatro, da cultura popular e do teatro de rua. Vale lembrar que Pernambuco tem uma fértil tradição de teatro de rua desde os tempos coloniais, passando por manifestações de arte popular como o mamulengo e chegando até grupos teatrais que surgiram após os anos 2000, como o Grupo de Teatro de Rua Loucos e Oprimidos da Maciel e Grupo Cafuringa.

Trupe Circuluz, criada em 2011 por artistas maranhenses e pernambucanos. Foto: Divulgação

De acordo com Raquel Franco, artista maranhense e uma das fundadoras da trupe, os quatro espetáculos do repertório - Circuluz Brincante, Circo Trupiada, Catirina entre dois amores e igbá itan– tratam a rua como um território particular, onde a arte é possível. “O teatro fechado tem sua importância, mas a maioria das pessoas não acessa esse tipo de espaço, pelos mais variados motivos. Nossa opção por estar na rua é política e estética. Nascemos em uma comunidade, na Cidade Tabajara, em Olinda, e vamos nos espalhando por outras comunidades, tanto em Pernambuco quanto em outros estados. Nos apresentamos muito na periferia e já nos apresentamos em bairros de classe média ou de maior poder aquisitivo, mas não é algo tão frequente para nós”.

Os espetáculos de rua precisam desenvolver uma poética específica, que leve em conta um público flutuante, uma relação com a plateia diversa em comparação a um teatro fechado e a possibilidade de imprevistos. “Queremos pensar nosso corpo brincante a partir de nossas referências. Os indígenas, os africanos também têm práticas cômicas. Algo transversal para nós é a condição do ser brincante e os desafios que nós enfrentamos. Nossos espetáculos são, independentemente do tema, sobre nossas escolhas, nossos amores, sobre amar a vida, sobreviver, trabalhar. Sempre nos perguntamos: o que devemos fazer para não deixar o brinquedo morrer?”, diz Raquel.

A atriz lamenta a falta de reconhecimento e de visibilidade, tanto para os artistas de rua quanto para o público que elas atingem. “Eu gostaria de ver essas comunidades como espaços potentes de circulação de arte e cultura no Brasil. Precisamos que as políticas públicas alcancem esses locais, em todos os sentidos. É muita vulnerabilidade, muita luta, mas nós nos deparamos com um transbordar de afeto, de acolhida, de querer mais, especialmente com as crianças. É muito aprendizado tanto para a gente, como artista, quanto para a comunidade. Temos um retorno extraordinário dos lugares para onde vamos. Essas pessoas se veem valorizadas”.

FORMAR NÃO APENAS ARTISTAS, MAS TAMBÉM PLATEIAS
A Universidade Federal de Pernambuco, com o curso de licenciatura em Artes Cênicas no Campus Recife, e o Serviço Social do Comércio (Sesc), com o Curso de Interpretação para Teatro (CIT), estão entre os locais que concentram a formação profissional institucional dos artistas da cena em Pernambuco. No entanto, O Poste e vários outros coletivos que atuam em Pernambuco perceberam a necessidade de oferecer uma formação própria. Um dos pioneiros nesse processo no Recife foi a Companhia Fiandeiros de Teatro. O grupo surgiu no Recife, em 2003, e seis anos depois, fundou a Escola de Teatro Fiandeiros, que realiza cursos para crianças, adolescentes e adultos. O processo formativo pode durar até dois anos para quem passa por todo o processo oferecido pela companhia, do nível iniciante ao profissionalizante e tem atraído alunos de estados vizinhos.

Turma do curso de iniciação teatral 2022 da Escola Fiandeiros de Teatro.
Fotos: João Fernando Bonfim/Divulgação 

Embora os primeiros espetáculos fossem para o teatro adulto, o grupo é mais conhecido por sua poética voltada para a infância e a juventude, tema das montagens mais recentes: Outra vez, era uma vez; Vento forte para água e sabão (2016), com dramaturgia de Giordano Castro, do Magiluth, e Amanda Torres; Histórias por um fio (2017) e Cantigas de Fiar (2019). Para Daniela Travassos, atriz, produtora e uma das fundadoras da Fiandeiros, a formação teatral dos alunos vai além do aperfeiçoamento das habilidades na cena. “Tentamos colocar nos alunos a importância de também ser plateia, especialmente para ser um bom ator. Ainda que, no fim das contas, o aluno não siga uma carreira artística de longa duração, que ao menos possa ver o teatro com respeito e dignidade, acompanhando as montagens que a comunidade artística de Pernambuco está fazendo”.

A reflexão da artista ultrapassa a discussão sobre a formação e se estende por outro tema bastante discutido no segmento: os editais de fomento e as políticas de incentivo à cultura, responsáveis por boa parte dos recursos dos grupos locais. “Ao mesmo tempo que esses mecanismos estimulam a produção teatral, eles freiam um pouco a exibição dos espetáculos, porque os grupos não têm onde apresentar seus projetos quando eles são concluídos. Os palcos da cidade são muito procurados e, pela demanda para seu uso, acabam deixando muita gente de fora. Os coletivos que têm um espaço próprio são uma saída para escoar essa produção”.

O INTERIOR EM CENA
A pesquisa de formas particulares de estar em cena é objeto de grupos localizados no interior do estado. Um exemplo é a Cia. Biruta de Teatro, de Petrolina, fundada em 2008. Achar uma poética mais bem-definida foi um processo gradual. “Os primeiros quatro anos do coletivo foram marcados pela vontade de profissionalizá-lo e de inseri-lo dentro de um mercado teatral. Pensávamos as montagens, reservávamos pautas nos teatros, buscávamos atrair o público e ter uma boa bilheteria”, explica Cristiane Crispim, integrante do coletivo desde sua fundação, junto com o ator, diretor, dramaturgo e produtor cultural Antônio Veronaldo.

Isso explica a escolha por um repertório mais canônico em seus primeiros anos, com obras famosas da literatura e do teatro. A primeira montagem da Cia. Biruta foi Maria Minhoca, clássico do teatro brasileiro para a infância assinado por Maria Clara Machado. O segundo espetáculo foi O Mágico de Oz, que ajudou o grupo a se tornar ainda mais conhecido em Petrolina. “Queríamos mostrar que a gente podia e sabia fazer. Tínhamos 12 atores, 16 figurinos, cinco painéis que serviam de cenário. Quando fizemos uma audição para o espetáculo, percebemos que quase todo mundo que aparecia era da periferia e veio do mesmo lugar que a gente”, lembra Cristiane.

Cia Biruta realiza peças e formação, esta com a contribuição de convidados
Foto: André Amorim/Divulgação

A partir dessa percepção, a Cia. Biruta foi reformulada. “Ainda montamos mais um clássico, Pinóquio, e alugamos um ponto comercial no bairro periférico onde morávamos para fazer nossos ensaios. Passamos a repensar nossa relação com a comunidade. Refletimos não apenas sobre o teatro que fazíamos, mas também sobre o teatro que queríamos fazer. Investigamos o corpo periférico, do sertão do São Francisco, que é ribeirinho, que é catingueiro, afro-indígena, sertanejo. A maior característica da cultura popular é ser local, de fazer parte de uma vivência comunitária”.

Em 2015, a Cia. Biruta estreou o primeiro espetáculo autoral, Chico e Flor contra os monstros da Ilha do Fogo. “Quando abrimos a bilheteria, o resultado foi bem inferior ao do Mágico de Oz. Percebemos que, inicialmente, queríamos nos inserir em um contexto teatral, mas, na verdade, tivemos de criar algo que tivesse significado para nós. Fomos cada vez mais nos entendendo como um grupo teatral periférico com compromisso com sua comunidade”, diz Cristiane.

Ao todo, a Cia. Biruta já encenou dez espetáculos, sendo os mais recentes Notícias do Dilúvio, que retoma relatos da Guerra de Canudos pela visão das mulheres que testemunharam o conflito, e Histórias lacrimogêneas de cordel ou a Hora da estrela, ambos de 2023. Outra característica do grupo é a articulação com outros artistas e coletivos, incluindo a Rede Interiorana de Produtores e Artistas de Pernambuco (RIPA), com representantes de todo o interior do estado. “É muito importante a gente se geolocalizar politicamente, artisticamente e dialogar com os grupos teatrais da região”, reflete Cristiane.

Outra cidade que abriga uma fértil atividade teatral no interior de Pernambuco é Arcoverde, a 250 quilômetros do Recife. A Tropa do Balacobaco é fruto de um movimento cultural no município, que ocorre desde a década de 1970 e foi fortalecido pela ocupação da estação ferroviária, conhecida como Estação da Cultura, por artistas locais, no início dos anos 2000. O ator, diretor, dramaturgo e produtor cultural Romualdo Freitas fundou o grupo, em 2007, ao juntar artistas de dois núcleos de produção teatral da cidade. “Muitas figuras importantes contribuíram para que o teatro continuasse vivo aqui na cidade. Durante todo esse tempo, o município nunca ficou sem um grupo de teatro ativo. A cidade tem cursos de teatro, espaços de formação e, na minha opinião, o oxigênio necessário para essa renovação dos artistas em Arcoverde vem daí”, analisa o ator, diretor e dramaturgo Ney Mendes, integrante da Tropa.

O grupo abordou dois grandes temas ao longo de sua história. Um deles foi a cultura popular nordestina, por meio de personagens populares, como Mateus e Catirina, e dos mamulengos. Mais recentemente, eles passaram a adotar as lendas e histórias do Brasil como principal pesquisa, de onde saiu a inspiração para o espetáculo Mundo – Em busca do coração da Terra (2021), dirigido por Ney Mendes. “Todas as nossas pesquisas têm nos levado para o teatro, para a infância. O teatro como lazer tem uma função inquestionável, mas queríamos contribuir com mais. Meus sobrinhos, por exemplo, já não ouviam mais falar do Homem do Saco, do Papa-Figo, das histórias que, com o advento da internet, ficaram mais esquecidas”.

A colaboração é outra peça-chave para que A Tropa do Balacobaco consiga manter suas atividades. O grupo também faz parte da Rede Interiorana de Produtores e Artistas de Pernambuco (RIPA) e, em Arcoverde, tem uma boa relação com o grupo Teatro de Retalhos, que também vem da Estação da Cultura. “O interior resiste por conta do fazer dos grupos. Isso vai dando força a todos nós. É muito difícil, sim, e todo mundo sabe quais são as dificuldades em fazer arte, mas é muito prazeroso vez que tem gente nova chegando. Metade do elenco da Tropa do Balacobaco é muito jovem e começou a fazer teatro há pouco tempo. Isso dá esperança, porque a gente faz teatro há vários anos e, às vezes, cansa. Muitas vezes tive de tirar dinheiro do bolso para trabalhar, mas essa nova geração tem força para lutar. Eu venho de uma oficina de teatro, como esses jovens, e eu acredito muito no futuro, de verdade”, aposta Ney Mendes.

FORMAÇÃO, PRODUÇÃO, DIFUSÃO: O TEATRO RESPIRA
O Teatro Experimental de Arte (TEA) e o Festival de Teatro do Agreste (Feteag), sob a coordenação de Fábio Pascoal, representam, a um só tempo, a produção artística do interior, a formação de artistas teatrais e a difusão de espetáculos no Estado. Esse modelo longevo, bem-sucedido e pioneiro no estado começou em 1962, quando um grupo de jovens de Caruaru fundou o TEA, inspirados por um festival universitário de teatro que acontecia na cidade. A ideia principal era dar aulas de iniciação teatral para estudantes da rede pública de ensino. Hoje, o grupo é reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco e continua atraindo um público jovem, de perfil universitário, que acompanha as peças de iniciação teatral realizadas por lá.

“Eu sempre defendo a posição de que, antes de ser um grupo, o TEA é uma escola. Não temos um elenco fixo de atores. Temos, sim, um elenco de professores, mas não temos repertório. Nossos espetáculos são as culminâncias dos cursos que realizamos. Nossa razão de ser é formar mais profissionais para a cena, como também formar o público que vai assisti-los, a fim de tornar o teatro popular na nossa cidade e trazer benefícios para o município. Sempre fomos abertos a novas experiências e defendemos um intercâmbio com outros grupos, artistas e com a Universidade Federal de Pernambuco. A renovação é um problema muito sério que o teatro atravessa, então estamos muito interessados em criar diálogos além da cena”, define Pascoal, filho de dois dos fundadores do TEA, Argemiro Pascoal e Arary Marrocos.

A sede do TEA é o Teatro Lício Neves, que passou por um processo de requalificação recente, tornando-o uma casa de espetáculos multifuncional, com várias configurações de palco possíveis. A mudança vai facilitar não apenas as aulas do grupo, mas também a circulação de espetáculos que vão a Caruaru para o Feteag. “Atualmente, quem frequenta o TEA e o Feteag não é um grupo interessado exclusivamente no teatro, mas em arte de um modo geral. Essa é uma conquista importante e, hoje, conseguimos entrar em ‘bolhas’ às quais não tínhamos acesso antes”.

Fábio Pascoal, idealizador e curador do Feteag. Foto: Divulgação

O Feteag, com direção geral de Fábio Pascoal, teve seus espetáculos vistos por mais de 200 mil pessoas ao longo de suas quatro décadas. Nos anos 1980 e 1990, o foco do festival foi a produção amadora, mas, nos anos 2000, isso mudou. “Antes, não havia uma perspectiva de profissionalização. As pessoas faziam teatro por hobby, por desejo, mas o ponto de virada foi a criação da Mostra Profissional, que acabou tomando praticamente todo o festival”, relembra Fábio. Ao longo de sua existência, o Feteag deu espaço a peças locais e trouxe, ainda, espetáculos de todo o Brasil e do exterior a partir de um trabalho de curadoria que dialoga com a produção contemporânea. A partir de 2016, a programação extrapolou os limites de Caruaru e parte dela passou a acontecer também no Recife.

Ao continuar o trabalho de mais de seis décadas de sua família, Pascoal acompanhou várias fases do teatro pernambucano e vê o futuro com otimismo. “Eu sempre fui muito otimista. Se não fosse, não teria construído um teatro. O teatro pernambucano está produzindo muita coisa, diferentemente de anos atrás. Além disso, essa produção está espalhada por todo o estado. O Funcultura foi importante para que houvesse essa descentralização. Temos o desejo de um Estado parceiro, que fomente políticas públicas, que aprove o mecenato. Nós, os produtores culturais, os artistas, podemos executar essas ações artísticas de forma ainda mais ágil. Fazer teatro também é uma questão política e precisamos ter aliados nessa labuta”.

TEATRO PERNAMBUCANO – ONDE VER

Teatro de Santa Isabel
Praça da República, s/n, Santo Antônio
(81) 3355-3323

Teatro do Parque
Rua do Hospício, 81, Boa Vista
(81) 3242-3437

Teatro Hermilo Borba Filho
Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife
(81) 3355-3320

Teatro Apolo
Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife
(81) 3355-3320

Teatro Barreto Júnior
Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina
(81) 3355-6398

Teatro Luiz Mendonça - Parque Dona Lindu
Avenida Boa Viagem, s/n, Boa Viagem
(81) 3355-9821

Teatro Marco Camarotti – Sesc Santo Amaro
Rua 13 de Maio, 455, Santo Amaro
3216-1728

Teatro Capiba – Sesc Casa Amarela
Avenida Norte Miguel Arraes de Alencar, 4490, Mangabeira
(81) 3267-4400

Espaço Fiandeiros
Rua da Saudade, 240, Boa Vista
(81) 4141-2431

Espaço O Poste
Rua do Riachuelo, 641, Boa Vista – Recife
https://oposteoposte.blogspot.com/

Espaço Cênicas
Rua Vigário Tenório, 199, 2º andar, Bairro do Recife
https://cenicascia.wixsite.com/home

Teatro Joaquim Cardozo – UFPE
Rua Benfica, 157, Madalena, Recife
(81) 2126-7388

Teatro Milton Bacarelli – UFPE
Centro de Artes e Comunicação – Avenida da Arquitetura, s/n, Várzea
www.ufpe.br

Teatro Fernando Santa Cruz
Avenida Dr. Joaquim Nabuco, s/n, Varadouro - Olinda
(81) 3439-2911

Teatro Lício Neves
Rua Carlos Laet, 356, Indianópolis – Caruaru

Estação da Cultura
Avenida Zeferino Galvão, 119, Santa Luzia – Arcoverde

Teatro Dona Amélia
Rua Pacífico da Luz, 618, Centro - Petrolina

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