Entrevista

Um mistério na história da bossa

Violonista pernambucano Normando Santos é um dos pioneiros do gênero musical brasileiro que conquistou o mundo

TEXTO José Teles

01 de Julho de 2026

Foto Acervo do artista

No livro Chega de saudade, best-seller de Ruy Castro sobre a bossa nova, encontra-se sete vezes o nome Normando, citado como cantor e professor de violão. Mas não se esclarece quem seja, ou que fim levou. O nome figura também na capa do álbum com o registro do lendário concerto da bossa nova no Carnegie Hall, em 1962, no qual a BN foi apresentada aos americanos pelos fundadores do novo estilo de samba. Normando aparece em muitas fotos dos primórdios da bossa nova, como um ubíquo ponto de interrogação. Quem seria este mistério da bossa nova?

Seu nome completo: Normando Marques dos Santos, recifense, da classe de 1932. Descobriu seus dotes musicais na adolescência, e passou a frequentar programas de calouros da Rádio Clube de Pernambuco. Depois teve uma rápida passagem pela Radio Jornal do Commercio. A família, sobretudo a mãe, não viu com bons olhos o filho artista, exigindo que se dedicasse apenas aos estudos. Ele acedeu, porém, com uma exigência. Que fosse estudar no Rio de Janeiro.

CONTEÚDO NA ÍNTEGRA
NA EDIÇÃO IMPRESSA

Venda avulsa na Livraria da Cepe e nas bancas.

veja também

“Nunca fiz parte de nenhum movimento”

“Espero ter muito tempo para escrever mais”

"O Brasil não conhece Guimarães Rosa"