Entrevista

No compasso do futuro

Primeira mulher eleita para a presidência da Academia Brasileira de Música, Ilza Nogueira avalia ações em andamento e divulga projetos da instituição a médio prazo, incluindo os que destacam efemérides do fundador da casa

TEXTO Carlos Eduardo Amaral

01 de Julho de 2026

Foto Cássio Nogueira/Divulgação

Organizada e inicialmente liderada por Heitor Villa-Lobos (1887-1959), a Academia Brasileira de Música (ABM) teve, ao longo de seus 80 anos de história, dois presidentes nascidos na Região Nordeste: o compositor e pianista pernambucano Marlos Nobre (1939-2024), de 1986 a 1991, e o violonista maranhense Turíbio Santos, de 2010 a 2013.

O terceiro nordestino e a primeira mulher será a musicóloga, pianista e compositora Ilza Nogueira. Soteropolitana radicada em João Pessoa desde 1978, Ilza ingressou na ABM em 2003 como ocupante da cadeira n° 27, que tivera como titular o musicólogo padre Jaime Diniz (1924-1989).

Graduada em Piano pela UFBA, Ilza especializou-se em Composição em Colônia (Alemanha) e cursou mestrado e doutorado em Buffalo (Estados Unidos), na mesma área. Pela Yale University (também nos Estados Unidos), concluiu ainda um pós-doutorado em Teoria Musical.

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