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Palco Giratório apresenta mais de 40 espetáculos

Décima edição do projeto vai acontecer a partir da quarta-feira (20/5) até junho nas cidades do Recife, Jaboatão dos Guararapes e São Lourenço

19 de Maio de 2026

"Notícias do Dilúvio – Um canto a Canudos" vai ser apresentada na sexta-feira (22), às 14h, no Cine-Teatro Samuel Campelo

Foto André Amorim/Divulgação

Nesta quarta-feira (20/5), começa a 10ª edição do Palco Giratório no Grande Recife. O maior projeto de artes cênicas em circulação no Brasil é realizado pelo Sesc e vai ocupar mais de dez teatros e espaços públicos com apresentações locais e nacionais. Serão 19 dias de programação e mais de 70 atividades gratuitas ou a preços populares.

Até 7 de junho, 26 peças pernambucanas e mais 15 nacionais vão se apresentar no Recife, Jaboatão dos Guararapes e São Lourenço da Mata, em espaços como os teatros Capiba, Samuel Campelo, Hermilo Borba Filho, do Parque, Barreto Júnior, Apolo e Santa Isabel. A iniciativa do Sesc também vai circular pelo Paço do Frevo, Clube Bela Vista, e Centro de Artes e Comunicação (CAC – UFPE) e em espaços públicos, como o Parque Urbano da Macaxeira, na Zona Norte do Recife.

A noite de abertura será marcada pelo espetáculo Capiba, pelas ruas eu vou, musical em circulação há mais de 20 anos, produzido pelo Aria Social, homenageando o compositor pernambucano. No palco, mais de 40 bailarinos cantores encenam a trajetória de Capiba. A solenidade será no Teatro do Parque, a partir das 19h do dia 20 de maio.

Os dias 21 e 22 serão dedicados a uma maratona de inovação cultural. Por meio de um Ideathon, em parceria com o Senac, o momento vai incentivar a transformação de ideias em protótipos. A trilha de desenvolvimento de desafios e busca por soluções reais será no Centro de Educação Profissional em Inovação e Tecnologia (CEP IT).

A sexta-feira (22) terá programação a partir das 9h30, no Teatro Capiba, com Helô em Busca do Baobá Sagrado, do grupo DoceAgri. Com classificação livre, a peça fala sobre pertencimento, ancestralidade e o legado sobre protagonismo negro e convite à construção de uma sociedade mais justa. Ingresso custa a partir de R$ 15.

Às 14h, no Cine-Teatro Samuel Campelo, Notícias do Dilúvio – Um canto a Canudos fala sobre resistência feminina e a importância das mulheres na luta popular, tendo como pano de fundo pesquisa coletiva do grupo sobre a navegância do povo que formou Canudos até hoje. A classificação é 10 anos e os ingressos são gratuitos.

Logo em seguida, às 16h, o Palco Giratório leva para o Instituto Marcos Hacker de Melo o espetáculo O dia em que a morte sambou, do Grupo Habib e Valéria. O personagem Seu Biu lida com o preconceito, etarismo em uma forma animada de ver a vida, mesmo quando recebe a Morte em seu lar. A entrada custa a partir de R$ 20. 

No sábado (23), a agenda começa às 16h, no Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda, com A cantora careca, dramaturgia de Eugene Ionesco. O momento é do Ato Teatro e vai misturar leituras dramáticas e vinho. Com duas sessões, às 17h e 20h, no Teatro Hermilo o Grupo Sobrevento (SP), realiza o circuito especial desta edição do Palco Giratório com a peça Para Mariela. Nela, fala-se sobre processo de imigração, com base em história de crianças bolivianas. Ingresso a partir de R$ 15.

Por fim, às 19h, o palco do Teatro Capiba vai receber Sobre os ombros de Bárbara, com classificação mínima de 14 anos, que fala sobre vozes femininas silenciadas desde a Revolução Pernambucana. Ingresso a partir de R$ 15.

No domingo (24/5), cinco atividades vão marcar o encerramento do primeiro final de semana do Palco Giratório. Às 9h, o Sesc Casa Amarela vai receber a oficina de dança contemporânea Improvisação e criação em dança: encontro do mar de dentro com o mar de fora, no valor a partir de R$ 15. Às 11h, no Cinema São Luis, o público pode assistir gratuitamente à animação Salu e o Cavalo Marinho, que conta a história do artista da cultura popular.

À tarde, às 16h, o espetáculo infantil Franquinh@ - uma história em pedacinhos, do Coletivo Gompa, faz releitura da história de Frankenstein no Teatro Santa Isabel. O secular teatro também recebe, às 19h, Frankestein. No Teatro Capiba, às 17h30, a cultura popular entra em cena com Corpos de Tambor, do Coletivo Croa, mistura elementos culturais da Amazonia com expressões urbanas. Entrada para cada um desses também custa a partir de R$ 15.

A programação continua até o dia 7 de junho na Região Metropolitana do Recife com mais espetáculos, oficinas, sessões de cinema e outras atividades artísticas e de formação, incluindo o Trela – Seminário de Artes Cênicas para as Infâncias.

PALCO GIRATÓRIO
Lançado em 1998 pelo Sesc, o projeto já contou com a participação de 380 grupos artísticos de todas as regiões brasileiras. Desde então, já registrou mais de 10 mil apresentações a um público estimado em 5 milhões de espectadores.  Neste ano, 28ª edição do Palco Giratório circulará de abril a dezembro com 381 apresentações e 164 ações formativas, que somam 337 horas de oficinas, realizadas por 16 grupos artísticos de 12 estados em sua circulação nacional. Espetáculos de teatro, dança e circo compõem a programação dessa edição, que alcançará 113 cidades de 23 estados.

SERVIÇO
10º Festival Palco Giratório no Recife e RMR
Quando: 20 de maio a 07 de junho de 2026
Quanto: a partir de R$15; vendas antecipadas pelo site e, no dia do evento, na bilheteria de cada teatro (sujeito à disponibilidade)
Informações: https://palcogiratorio.sescpe.com.br e @palcogiratoriope

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