Segunda Pele, de Dea Ferraz, anuncia data de estreia
Longa pernambucano integra a mostra competitiva Novos Olhares, do Festival Internacional de Curitiba, e conta com produção executiva de Carol Vergolino e Hudson Wlamir
14 de Maio de 2026
Foto Divulgação
O longa-metragem pernambucano Segunda Pele, de Dea Ferraz, foi selecionado para o Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba, onde terá sua estreia oficial dentro da mostra competitiva Novos Olhares, dedicada a obras de linguagem inventiva e caráter experimental. Com produção executiva de Carol Vergolino e Hudson Wlamir, o filme terá sua exibição no dia 9 de junho, na Cinemateca de Curitiba, numa sessão seguida de debate com a realizadora. Há 15 anos, o Olhar de Cinema vem se firmando como um dos festivais mais importantes no calendário nacional, demarcando um espaço de visibilidade e fortalecimento do cinema autoral brasileiro.
Produzido pela Alumia Filmes, Coletivo Lugar Comum e Parea Filmes, com apoio de editais do Funcultura, Segunda Pele propõe uma travessia sensorial e poética que parte do corpo marcado, vigiado e normatizado ao corpo livre, em mutação e simbiose. A obra afirma-se como gesto de fabulação entre presente e futuro, ao mesmo tempo em que é um manifesto feminista pela libertação dos corpos e pela reinvenção dos modos de existir.
De acordo com Dea Ferraz, a ideia urgiu por meio de um processo de construção coletiva. "Segunda Pele é um presente que recebi do Coletivo Lugar Comum, esse grupo de artistas maravilhosas, que tanto me inspiram, e que um dia me convidaram para fazer o filme do espetáculo homônimo. Lembro que, já na primeira reunião, perguntei se tínhamos que transpor o espetáculo para o cinema ou se podíamos partir do mote para algo novo. Claro que a resposta foi unânime: podemos fazer o que quisermos. Depois de dois anos de imersões e encontros, nasce o filme", explica.
O elenco reúne as artistas do Coletivo Lugar Comum: Liana Gesteira, Maria Agrelli, Maria Clara Camarotti, Renata Muniz, Sílvia Góes e Sophia William. Em cena, elas compartilham seus corpos, medos e desejos, partindo do pessoal para construir um pensamento em rede. A câmera de Dea Ferraz não observa à distância. Ela se move e dança junto, criando uma intimidade que transforma o olhar em presença.
"É de forma poética e livre, que o filme se apresenta como um mergulho nos corpos que carregamos. Segunda Pele é feito com e por mulheres, demarcando um cinema que quebra paradigmas hegemônicos e acredita na força da imagem como construção de imaginário simbólico. Um convite ao sentir, mais do que ao pensar, Segunda Pele é um filme que borra os limites do cinema narrativo tradicional, acionando outras formas expandidas de relação com a imagem", destaca Dea.