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Reportagem

Vagalumes, quilombos e máquinas de guerra

Como experiências periféricas tensionam o fazer artístico hegemônico e reinventam a própria noção de arte

TEXTO Chico Ludermir

01 de Outubro de 2021

O 'grafitti' de Mila Ama, Shell Osmo (acima) e Heron Azul coloriu o cenário de filmagens do álbum visual 'Sobrevivências periféricas'

O 'grafitti' de Mila Ama, Shell Osmo (acima) e Heron Azul coloriu o cenário de filmagens do álbum visual 'Sobrevivências periféricas'

Ilustração Shell Osmo

[conteúdo na íntegra na Continente impressa e digital | ed.250 | outubro de 2021]

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Pré-pandemia

No Pátio de São Pedro, coração do Recife, uma mulher negra recitava um poema de amor lésbico. Fazia ecoar naquele lugar, um dos símbolos de resistência da cidade, uma narrativa contada a partir de uma perspectiva singular. De um corpo a quem é endereçado um conjunto de violências de gênero, de raça e de sexualidade – se assim quisermos pontuar. De um sujeito a quem historicamente foi negada a possibilidade de se expressar publicamente. De uma existência que, ao longo dos últimos séculos de opressão, não cessa na reinvenção de formas de se organizar, de sobreviver e de continuar gritando. “O amor é um pixo no muro com tinta preta”, encerrou Patrícia Naia, naquela apresentação do Slam das Minas, sendo ovacionada por uma plateia composta majoritariamente por corpos, como o dela, periféricos em muitos aspectos.

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