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Um mito que se construiu numa sucessão de acasos

Chico Science completaria 50 anos este mês, e sua trajetória mostra a forma despretensiosa como surgiu um dos maiores ídolos da música pernambucana

TEXTO Bruno Nogueira

01 de Março de 2016

Chico Science

Chico Science

Foto Fred Jordão

Desde sua origem, o homem aprendeu a criar mitos para ajudar a trazer algum conforto sobre aquilo que não compreende totalmente. Na iminência dos 50 anos de idade, que completaria no dia 13 deste março, Chico Science se distancia cada vez mais do Francisco de Assis França que existiu por trás de sua icônica imagem. Seu sorriso, com os grandes óculos de grau e chapéu, povoa os muros da cidade em grafites, telas e estátuas. Seu nome está em escolas, ruas, túneis e na boca de todos que arriscam subir em um palco no estado de Pernambuco. Chico se tornou a representação humana de um mito que repetimos quase como um mantra: “a força da música pernambucana”, mesmo quando não conseguimos explicar em detalhes o que isso significa.

Conversar com os contemporâneos de Chico Science é atestar essa relação confusa entre tempo e espaço em que os mitos são criados. Histórias de um jovem da periferia que queria montar uma banda e, numa combinação precisa entre sorte e talento, conseguiu ir além de todos os de sua geração. Os fatos se desencontram nessas conversas, enquanto as datas, os eventos e pessoas envolvidas se misturam. O manguebeat, hoje, é parte história e parte lenda do Recife e, como lenda, é reverenciado e contestado; reproduzido e estudado.

Em busca dos rastros dessas lendas, chega-se até a quarta etapa de Rio Doce – bairro mais populoso de Olinda, onde Chico França apontava para Jorge Du Peixe e dizia: “Tô ligado nele, o cabeludo que dança break lá na associação”. A “amizade de maloqueiragem”, como Du Peixe gosta de reforçar, tinha trilha sonora certa, marcada por uma constante troca de vinis. “A gente sempre foi muito ligado em música negra no começo dos anos 1980, ele morava em outra rua, mas a gente se encontrava na noite, dançando break na associação dos moradores”, lembra o atual vocalista da banda Nação Zumbi.


Chico frequentava a associação de moradores de Rio Doce, onde morava e conheceu Jorge Du Peixe. Foto: Acervo de família/Reprodução Arquivo Memorial Chico Science

O fã inquieto de música não se contenta em apenas ouvir seus ídolos. Chico estava tão envolvido em conversar sobre música e compartilhar suas descobertas, que chegou até a levar seus vinis de James Brown para a Rádio Universitária. Em 1987, ele esbarrou na rádio com outro fã inquieto. Com apenas 15 de idade, o designer H.d. Mabuse passou a fazer locução de programas na rádio, de tanto que começou a frequentar os corredores da Universitária, curioso pelo processo todo de radiodifusão e das músicas que tocavam ali. Fã de quadrinhos, ficção científica e música, ele ia sempre que podia ao aeoroporto comprar revistas importadas com novidades que ainda demorariam a chegar no Brasil pelo processo tradicional.

“Eu tinha lido o que era um overdub e vi que era a mesma lógica daqueles sound systems com karaokê”, lembra Mabuse. “A gente montou uma banda chamada Bom Tom Rádio, eu tocava baixo, Chico cantava e Du Peixe tocava uma bateria eletrônica. Aquilo virou um laboratório para um monte de gente”, lembra ele, que hoje é consultor em design no C.E.S.A.R. “Fábio Trummer, Spider… quem aparecia lá em casa, a gente gravava algo e depois tocava uma música por cima”, conta. Nesse mesmo ano, um amigo de escola de Chico, Lúcio Maia, montava a Escrache Social. “Banda dessas de escola, mas que proporcionou essa minha aproximação com Chico”, lembra Lúcio.

Desse encontro desorganizado entre amigos até o primeiro contrato assinado com gravadora, foram quatro anos. Uma conta de tempo difícil de chegar na trajetória de qualquer artista, se levarmos em consideração que não existia um foco de atenção para Pernambuco. “O que acontecia aqui não saía do Nordeste. E o que saía, como Alceu Valença, não voltava”, lembra o produtor musical Paulo André Pires, que, no fim desse período de quatro anos, se tornaria o primeiro produtor da banda que ainda não tinha sido formada, Chico Science & Nação Zumbi. Naquele ano, Paulo André fazia bico como entregador de pizza enquanto morava nos Estados Unidos, na região conhecida como Bay Area, onde nascia a cena do thrash metal norte-americano, com bandas como Slayer e Metallica.


Gravação da trilha sonora do filme Baile Perfumado, com integrantes da Nação Zumbi e Mundo Livre S/A. Foto: Fred Jordão

CONEXÕES
Num tempo sem rede mundial de computadores – aliás, sem computadores –, Mabuse era, no grupo, o mais próximo que existia da ideia de rede. Ele não apenas apresentou aos amigos um universo de referências de ficção científica, quadrinhos e cultura pop, mas também conectou Chico ao “núcleo de Candeias”, encabeçado por Fred Zero Quatro, DJ Dolores e Renato L – que, na mesma época, daria a ele o apelido de “Science”. E, com o Bom Tom Rádio, faria a primeira gravação de A cidade, música que Chico levaria de banda em banda, para a Orla Orbe, que se tornaria Loustal, que se tornaria Lamento Negro, que se tornaria Chico Science & Nação Zumbi. Naquele mesmo período, o grupo de dança de Chão de Estrelas Daruê Malungo recebia os ensaios do bloco Lamento Negro. “Eu assisti ao primeiro ensaio e era um grupo de samba reggae com um rapper à frente, com um vigor impressionante”, lembra Helder Aragão, o DJ Dolores.

Desse encontro entre jovens curiosos nos corredores de uma rádio, bandas de escola e referências musicais que cruzavam o rock inglês com o rap, samba e rock, em três anos, cristalizou-se uma noção de “música de Pernambuco”. Essa noção permeia escolhas que vão além da estética e ganha dimensão política, pautando curadorias de eventos públicos e privados, e não cabe numa delimitação puramente geográfica. Não é música necessariamente feita por pernambucanos, nem que se desenvolve nos limites de Pernambuco. Afinal, quando o Carnaval e os festivais públicos da cidade evocam uma valorização da música que é local também criam barreiras que excluem a conexão com o território. De um certo modo, tudo se equaliza de volta à imagem do sorriso de Chico em nosso imaginário coletivo.

“Chico era um gênio”, afirma Mabuse repetidas vezes. “Ele compunha quase sempre como se estivesse sampleando, mesmo sem acesso a essa tecnologia na época”, conta o DJ Renato L. “Ele era um cara muito esperto e a vontade de fazer acontecer era muito grande”, pontua Jorge Du Peixe. Até o final dos anos 1980, os diferentes grupos de amigos se tornaram um só, rumo a uma vida adulta que aceleraria ainda mais esse processo da formação de uma cena e um movimento que teria impacto por décadas na cultura do estado. No passo em que Chico Science começava a organizar festas de hip-hop junto com Jorge Du Peixe, em Olinda e no Recife, começava também o compartilhamento dos apartamentos espalhados pela cidade.

“Chico foi morar na Rua da Aurora, em 1990”, lembra Renato L, mesma época em que DJ Dolores passou a dividir apartamento com um amigo nas Graças. “Era muito difícil ter um amigo na faixa de idade dos 20 anos e já morando só, então os apartamentos eram um ponto de encontro. Todo mundo passava muito lá na casa dele, eu mesmo ia umas duas vezes por semana”, lembra Renato, que Chico nomearia mais tarde de Ministro da Informação do Movimento Manguebeat. “Várias amizades se consolidaram nessa época e várias coleções de discos se cruzaram”, comenta. DJ Dolores traz uma dimensão ainda maior para esses encontros, ao contar que “o conceito de manguebeat e a visão que tínhamos a respeito da música era claramente uma criação coletiva”.


Antes do manguebeat, os amigos Chico, Mabuse e Du Peixe.
Foto: Acervo H.D. Mabuse/Cortesia


Se estivesse vivo, o fardo da responsabilidade que Chico Science carregaria hoje, pela dimensão que a cultura de Pernambuco tomou na pauta nacional, seria enorme. Mas, nos pormenores das conversas entre amigos e colegas, seu papel não foi outro além de ser um catalisador de uma criação coletiva. “Tinha uma sinergia reprimida na cidade e foi um mérito do manguebeat construir um conceito que até o hardcore fosse tratado como um participante legítimo do que acontece na cidade. A gente pode até quantificar o quanto mudou na moda, nas artes plásticas, no cinema, além da música”, enumera Renato L.

É esse conceito agregador do manguebeat que dá uma certa elasticidade para a ideia de música pernambucana. Talvez ainda seja arriscado enquadrar um sentido de gênero musical – no qual cabe a música de artistas tão distintos quanto a Orquestra da Bomba do Hemetério, a Mundo Livre S/A, Devotos e Eddie, entre tantos outros –, mas é uma das consequências de um impacto radical que a vida cultural do Recife passaria pelos próximos dias e se intensificaria pelos sete anos que se seguiriam nessa história. Quando esses encontros de amigos e compartilhamento, que ia dos vinis até as próprias roupas, ganhavam uma materialidade e dimensão além de um circuito restrito.

DA LAMA AO CAOS
Em 1990, tudo fica mais rápido e, consequentemente, mais confuso. Parte da história se assimila com mais facilidade, se encarada num misto entre lenda urbana e uma busca pela precisão dos fatos. Em um determinado momento do começo da década, Chico Science era visto em uma sala do Centro de Artes e Comunicação da UFPE, literalmente urrando em meio ao público presente, assistindo a Benoit B. Mandelbrot, o fundador da geometria fractal, dar um depoimento gravado em vídeo. Eram vários palavrões, mas todos carregavam elogios ao matemático.

O público olhava assustado para aquele que, certamente, não deveria estar inscrito para o congresso da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SPBC) que acontecia ali. E, considerando que essa é uma história que começa em um boteco em frente à delegacia de Rio Doce, talvez nem o próprio Chico soubesse explicar aqueles acontecimentos. No entanto, o que é importante destacar é que, enquanto Chico ouvia Benoit, do lado de fora, Mabuse comprava uma edição da revista Ciência Hoje, atraído pela reportagem de capa sobre a Teoria do Caos. “Chico leu a matéria e, em menos de uma semana, o Da lama ao caos estava escrito. Está tudo ali”, conta o amigo.

Em 1990, haviam se mudado para a Rua da Aurora o trio Chico Science, Fred Zero Quatro e Mabuse. A Mundo Livre S/A já tinha sete anos de estrada e, quando a Orla Orbe virou a banda Loustal – com Lúcio Maia e Dengue –, Chico e Fred às vezes acabavam dormindo um na casa do outro, ao assistirem aos ensaios. Fred era um dos responsáveis pelo programa Décadas, na Rádio Universitária, que primeiro começou a receber as visitas de Mabuse – que acabou virando o locutor – e, depois, as de Chico.


Chico e Lúcio Maia compondo em casa.
Foto: Acervo de família/Reprodução arquivo Memorial Chico Science

Cerca de um ano antes, Fred e Renato L haviam tido contato pela primeira vez com Chico durante um show da Orla Orbe e da banda KZF, em uma festa de hip-hop organizada na extinta Boate Misty (atual Metrópolis). “A gente nem curtiu tanto o show da Orla, achamos Chico muito em cima do rap de LL Cool J, que não curtíamos”, lembra Renato. Era uma fase de libertação para Fred. “Tinha pedido demissão da Rádio Transamérica, então estava no ócio criativo com ajuda do seguro-desemprego”, lembra Zero Quatro, que aproveitou a grana e alugou uma sala para montar um estúdio com uma mesa de som de 16 canais, junto com Chico.

O DD3 – nome do estúdio – tinha uma meta bem estrategicamente traçada: gravar uma compilação com as bandas próximas, que se chamaria Caranguejos com cérebro. A ideia surgiu após a festa Viagem ao centro do mangue, que acontecia de forma itinerante entre o Recife e Olinda. Em sua terceira edição, já com um público formado, a Mundo Livre S/A e a Loustal conseguiram colocar suas músicas para tocar em uma faixa de horário dedicada a fitas demos na Rádio Cidade. Fred e Renato, que eram jornalistas, sabiam que precisariam de um release – um texto de divulgação e apresentação do disco – para conseguir espaço nos jornais.

MANIFESTO
Apesar de terem sidos influenciados por uma geração da ficção científica representada por escritores mais tradicionais como Isaac Asimov e William Gibson, a série de eventos que se seguiu foi digna de colocar Chico Science e seus amigos em um conto do sempre imprevisível Douglas Adams. Tudo na ordem do acaso, sem premeditação ou estratégia. A recém-chegada MTV vem ao Recife gravar parte de um programa sobre comportamento de adolescentes; um dos integrantes da equipe recebe, de um amigo que acabou de fazer no bar, o release da coletânea ainda não lançada; esse material circula pela redação da emissora e chama a atenção. Antes mesmo do compartilhamento sem fim nos sites de redes sociais, o texto viraliza e ganha um título: Manifesto Manguebeat.

Os dias que se seguiram são os que fogem de boatos, lendas e mitos e entraram para o registro da história. A MTV decidiu voltar apenas para gravar um programa junto aos integrantes das bandas com apoio da TV Viva, que montou um set de filmagem em frente ao Centro de Cultura Luiz Freire, no sítio histórico de Olinda. O Jornal do Commercio fez uma reportagem de capa em seu caderno de cultura, assinada, na época, pelo repórter Marcelo Pereira. “Começou a rolar uma agonia. Passaram dois meses e a própria imprensa começou a questionar se o programa iria mesmo ao ar”, lembra Fred Zero Quatro.

O acaso, entretanto, tinha planos maiores. A MTV decidiu soltar o Drops MTV com Chico Science & Nação Zumbi, durante o dia em que teve seu maior índice de audiência naquele ano, o intervalo do show do Nirvana no Hollywood Rock, em 1993. Anos mais tarde, o produtor Miranda diria que, naquela hora, produtores de gravadoras e jornalistas começaram a ligar uns para os outros em busca de quem trabalhava com aquelas bandas. Até que a revista Bizz ligasse para seu correspondente no Recife, o jornalista José Teles, que ajudaria no retorno da informação ao Sudeste sobre quem eram aquelas figuras vestidas de chapéu de palha na televisão.


Foi o DJ Renato L quem deu o apelido "Science" ao artista. Foto: Divulgação

“Lembro que a gente foi buscar Chico de carro para dar a entrevista e ele desceu todo paramentado e fantasiado. Todo mundo apontou para ele e começou a rir”, lembra Renato L. O “Ministro da Informação” ainda fez a piada: “Você vai se vestir assim no dia mais importante da sua vida?”, enquanto Fred Zero Quatro ainda retrucou: “Não vai jantar lá em casa vestido assim!”. Era o visual icônico de Science, o mesmo que hoje preenche muros e o imaginário de pessoas que nunca chegaram a vê-lo no palco, mas que compartilham de um orgulho pela cultura local, quando veem seu nome ser anunciado.

VESTE-SE O MITO
Nascia o mito Chico Science. Nos anos que se seguiram, gravadoras travavam uma batalha de bastidores, de que a banda nunca tomou conhecimento, acerca de quem assinaria o primeiro contrato. “No primeiro Abril Pro Rock, eu lembro que a Nação Zumbi chegou para passar o som e eles não tinham grana para voltar para casa e depois voltar para tocar, então trouxeram uma quentinha e ficaram por ali mesmo, comendo e esperando a hora do show”, conta o produtor do festival Paulo André. Foi o APR que trouxe a imprensa tão interessada em encontrar a Nação Zumbi – terceira atração da noite – e os empresários da Sony Music com uma “carta de intenções” na bagagem.


Os mangueboys (Chico, Otto e Fred Zero Quatro em destaque) estimularam a autoestima dos pernambucanos, com suas performances, letras e adereços. Foto: Fred Jordão

Mas tudo ainda é bagunça, jogada ao acaso, com uma grande dose de improbabilidade. Empolgadas com a atenção que chamaram do Sudeste, as bandas organizaram algumas festas para levantar dinheiro e conseguiram passagens só de ida para São Paulo. Um amigo, membro de uma associação de albergues, descolou a hospedagem no Pico do Jaraguá, destino que fica a duas horas do centro de São Paulo em um percurso feito por metrô, trem e ônibus. Organizando a viagem com os amigos, Renato L conseguiu hospedar-se na capital junto com Chico Science e Fred Zero Quatro na casa do amigo de faculdade, o jornalista Xico Sá.

“Assim que chegamos a São Paulo, lembro que Chico chegou para mim e falou que o dinheiro tinha acabado”, conta Renato. Todas as economias finais foram confiadas a Otto e Bacteria, da Mundo Livre S/A, para compra de mantimentos, “mas os dois voltaram só com biscoitos de chocolate e latas de leite condensado”. Foram três shows que garantiram duas conquistas fundamentais: a passagem de ônibus de volta para casa e o contrato firmado entre Chico Science & Nação Zumbi com a Sony.


Já com a idumentária de mangueboy, Chico arregimentava milhares de fãs.
Foto: Fred Jordão

“A gente entrou no estúdio para gravar o Da lama ao caos com 70% do disco pronto”, lembra Jorge Du Peixe, que foi chamado para integrar a banda pouco antes da viagem para São Paulo. “A gente não tinha recurso para mexer com samplers, então um amigo do Rio, Chico Neves, fez alguns para nós.” E, com isso, a fusão entre a Loustal e o Lamento Negro, sampleada, ganhava o formato de 14 faixas, com um encarte produzido por DJ Dolores e Hilton Lacerda, a contragosto da gravadora. A “música de Pernambuco” ganhava timbres, acordes e reverbs junto àquela indumentária do “malungo” que a cidade conheceu pela televisão. O mito ganhava sua real dimensão.

Chico Science completaria 50 anos neste mês de março. É, até agora, o único artista de sua geração que, vislumbramos, terá seu nascimento comemorado daqui a 50 e, possivelmente, outros 50 anos. Quando se transformou na encarnação humana de uma ideia tão fortemente compartilhada – a da potência da música de todo o estado –, ele conquistou, também, o prestígio da imortalidade promovida pela cultura coletiva. Em 1994, o disco Da lama ao caos foi lançado e tudo que se seguiu já não pertence mais à memória de quem vivenciou aqueles acontecimentos, mas integra histórias da cidade que dão força à figura que imprime nome a ruas e preenche com sorrisos os muros e os cantos da urbe. Quando cantou que a cidade não para, mas só cresce, sem perceber, Chico acabou criando uma metáfora para si mesmo. 

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