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TV: O Nordeste como protagonista

Sucesso da novela 'Cordel encantado', da TV Globo, provoca discussão sobre como a complexidade sociocultural da região é retratada pela teledramaturgia brasileira

TEXTO Alexandre Figueirôa

01 de Junho de 2011

'Cordel encantado' foi a primeira produção da Globo a usar câmeras digitais 24 quadros

'Cordel encantado' foi a primeira produção da Globo a usar câmeras digitais 24 quadros

Foto Divulgação

O Nordeste está de volta ao repertório audiovisual da televisão brasileira na mais recente telenovela da Rede Globo, Cordel encantado. Em exibição no início da noite, a produção vem alcançando bons índices de audiência para o horário, e apresenta uma trama que põe juntos realeza europeia e uma paisagem interiorana nordestina. Príncipes e princesas mesclam-se com cangaceiros e mocinhas sonhadoras na fictícia cidade de Brogodó, tecendo um enredo fabular que se utiliza de elementos típicos do folclore brasileiro. É a primeira produção do núcleo de teledramaturgia da Globo a ser gravada com câmeras digitais em 24 quadros, o que lhe confere textura e qualidade de imagem bem próxima à do cinema. Mais uma vez temos uma produção que se esmera em criar um clima pitoresco, falado num indefectível “nordestinês”, acompanhado por uma trilha musical que embaralha repente com acordes de canções populares, resultando no incontornável “samba do crioulo doido” em que se transformam essas obras da teledramaturgia que têm o Nordeste como inspiração.

De qualquer forma, não podemos negar que, para as emissoras de televisão, principalmente a TV Globo, produções ambientadas nessa região parecem ser garantia de um bom retorno de audiência. Se compararmos com outras regiões do país, com exceção das inúmeras telenovelas cujo palco das ações são as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, o Nordeste – da Bahia ao Maranhão – já contabiliza, só na Globo, quase duas dezenas de histórias nele ambientadas. E basta uma rápida folheada no Guia Ilustrado da TV Globo, dedicado às novelas e minisséries, para vermos que a Bahia, de longe, é o estado preferido para essas aventuras regionalistas.

A primeira produção da Globo com trama ambientada na região estreou em 1969 – Verão vermelho, de Dias Gomes –, passava-se em Salvador e destacava as festas de rua, rodas de capoeira e terreiros de candomblé. Outras novelas ambientadas na Bahia seguiram o mesmo caminho e foram grandes sucessos de público. Foi o caso de O bem-amado (1973), a primeira telenovela em cores da televisão brasileira, e de várias outras adaptações de romances de Jorge Amado, a exemplo de Gabriela (1975) e Tieta (1990).


Da obra de Jorge Amado, a novela Gabriela tinha
Sônia Braga como protagonista, e foi sucesso de público.
Foto: Divulgação

O Nordeste, por sua diversidade de manifestações populares, também foi um espaço perfeito para a criação de lugares fictícios e até experimentos na linguagem da teledramaturgia, como aconteceu na curiosaSaramandaia, escrita por Dias Gomes e cuja narrativa inaugurou o gênero realismo fantástico na televisão, fórmula repetida em outras produções, como Roque Santeiro, de Dias Gomes e Aguinaldo Silva (1986), e A indomada, de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares (1997).

Fora da “Hollywood Tropical”, vamos encontrar poucas produções com o Nordeste como pano de fundo. Entre elas, assinalamos O coronel e o lobisomem (1982), uma realização da TV Cultura, baseada no romance homônimo de José Cândido Carvalho, e Mandacaru, produzida pela extinta TV Manchete, entre 1997 e 1998, e reexibida pela Bandeirantes, em 2006. Essa foi mais uma trama no sertão da Bahia, ambientada nos anos 1930, com enredo desenvolvido a partir da morte de Lampião e Maria Bonita.

Mais remotamente e em registro local, não podemos esquecer A moça do sobrado grande (1967), telenovela produzida e exibida pela TV Jornal do Commercio, do Recife, e que também foi exibida no ano seguinte pela TV Bandeirantes, de São Paulo. Escrita por Semiramis Alves Teixeira, teve a direção de Jorge José. No elenco, Carmen Peixoto, José Pimentel e Jonas Melo. Baseada em fatos pitorescos da história pernambucana, deve-se a essa telenovela um grande feito, pois foi a primeira, na televisão brasileira, a usar cenas externas.

Em 1982, a minissérie Lampião e Maria Bonita centrou-se nos seis últimos meses de vida do cangaceiro. Foto: Acervo Pessoal Paula Dip

MINISSÉRIES
Como formato televisivo, as minisséries são uma variante da telenovela e também têm a TV Globo como sua principal realizadora. Embora seja uma narrativa construída com o mesmo tipo de estrutura, que se sucede linearmente ao longo de todos os capítulos, sua duração é menor, podendo ter apenas quatro ou cinco capítulos. A minissérie, no entanto, trabalha propostas textuais mais inovadoras e tramas sofisticadas e o seu ritmo de produção é menos intenso que o de uma novela, apresentando, por conta desses fatores, um trabalho mais burilado, tanto de texto quanto de imagem. Adaptações literárias e enredos baseados em personalidades históricas ou artísticas são recorrentes no formato, o qual tem se mostrado um espaço de experimentação, por conta da maior liberdade de criação dos autores e diretores.

A primeira minissérie produzida pela TV Globo, em 1982, já teve o Nordeste como cenário. Foi Lampião e Maria Bonita, de autoria de Aguinaldo Silva e Doc Comparato, e se baseava nos últimos seis meses de vida do cangaceiro. A minissérie enfocou dois aspectos antagônicos do protagonista: o líder sanguinário combatido pelas autoridades, e o herói, como era visto por parte da população do sertão nordestino. As gravações foram feitas em diversas cidades nordestinas e nos estúdios da TV Globo, no Rio.

A mesma dupla de autores seria responsável por Padre Cícero, minissérie de 1984 centrada na biografia de uma das figuras mais emblemáticas da região, pondo em cena personagens reais e fictícios. Ela foi gravada durante três meses num povoado do interior da Bahia e contou também com cenas rodadas em Alagoas e Pernambuco. No mesmo ano, foi realizada Rabo de saia, ambientada no Nordeste, nos anos 1920, história sobre um comerciante que mantém três famílias em cidades fictícias diferentes. Foi inspirada em Pensão Riso da Noite: Rua das Mágoas, do caruaruense José Condé.


A primeira novela ambientada no NE foi Verão Vermelho, de Dias Gomes, 1969.
Foto: Acervo pessoal Paula Dip

Em 1985, tivemos Tenda dos milagres, de autoria de Aguinaldo Silva, baseada em romance homônimo de Jorge Amado, o autor brasileiro mais adaptado para a televisão. Em 1988, foi a vez de Dias Gomes adaptar peça de sua autoria, O pagador de promessas, montada pela primeira vez em 1960, pelo TBC, e também levada para o cinema por Anselmo Duarte, em 1962, filme que conquistou a Palma de Ouro doFestival de Cannes. Gomes utiliza-se de um humilde devoto para discutir questões políticas e religiosas. A minissérie foi concebida inicialmente para ter 12 capítulos, mas acabou com oito, por causa dos cortes da Censura Federal.

A minissérie Riacho doce, rodada em Fernando de Noronha, em 1990, numa adaptação da obra do escritor paraibano José Lins do Rego, retomou o interesse por temas nordestinos na televisão. Jorge Amado voltou a ter um romance adaptado como minissérie em 1992, com Teresa Batista. No mesmo ano, Memorial de Maria Moura, de Rachel de Queiroz, romance sobre a saga de uma mulher contra a submissão na sociedade patriarcal do século 19, também virou minissérie. Embora se passe no sertão nordestino na trama original, na adaptação televisiva, essa produção foi situada em Goiás, por decisão de Carlos Manga, diretor artístico da obra.

Em 1998, mais um Jorge Amado adaptado para a televisão, desta feita por Dias Gomes: Dona Flor e seus dois maridos. No ano seguinte, tivemos a microssérie O auto da Compadecida, uma produção do Núcleo Guel Arraes, baseada na peça mais famosa de Ariano Suassuna. Ela foi filmada em película, em Cabaceiras, no sertão da Paraíba, e nos estúdios do Projac e da Cinédia, no Rio de Janeiro, e ganhou uma versão cinematográfica de grande sucesso de público. Segundo um dos maiores estudiosos de televisão no Brasil, o professor Arlindo Machado, O auto foi um dos mais eloquentes exemplos do que se pode fazer em teledramaturgia, pela perfeita síntese do popular e do erudito, inovação de linguagem e acessibilidade a um público mais amplo. A invenção do Brasil, outra microssérie do Núcleo Guel Arraes – também depois transformada em filme – foi realizada em 2000, sendo um dos primeiros programas da TV Globo a usar tecnologia HDTV. Ela conta a trajetória de Caramuru, degredado que viveu no litoral da Bahia no século 16, combinando ficção e documentário.


A minissérie Caramuru, que se passava no litoral da Bahia, no século 16, combinava ficção e documentário. Foto: Reprodução

Temos ainda A Pedra do Reino, de Luiz Fernando Carvalho, a partir do romance de Ariano Suassuna. A minissérie, de 2007, foi uma homenagem aos 80 anos do escritor, numa coprodução da Globo e da independente Academia de Filmes. Abriu o projeto Quadrante, cuja meta era mostrar a diversidade cultural brasileira, a partir da adaptação de obras literárias nacionais, filmadas em regiões onde se passa a trama e com aproveitamento de elenco e mão de obra local. Ela foi filmada em 16 mm em Taperoá, na Paraíba, e finalizada em alta definição. A minissérie foi um misto de romance de cavalaria e novela picaresca, mostrando que a cultura sertaneja tem raízes ibéricas, com elementos da Idade Média, da commedia dell’arte e da cultura árabe. A minissérie teve desfechos inexistentes no livro, contudo criados pelo próprio Suassuna.

O Nordeste aparece também, de alguma forma, na minissérie Hoje é dia de Maria, de Luiz Fernando Carvalho, na qual contos populares, compilados pelo escritor potiguar Câmara Cascudo, foram incorporados à narrativa. Nela, Carvalho investiu no resgate de sons e do visual do folclore brasileiro, ressaltando uma representação marcada pela hibridação étnica, místico-religiosa e estética.Amazônia, de 2007, também remete a elementos da cultura nordestina, a partir dos personagens, migrantes do Nordeste que foram para o Acre viver nos seringais.

Devemos assinalar, por fim, as minisséries: Santo por acaso e Cruzamentos urbanos, produções do Polo de Teledramaturgia do Nordeste, surgido em 2007, na TV Jornal, do Recife, emissora afiliada ao SBT. A primeira, dirigida por Léo Falcão, mostra um rapaz puro que vive num sertão em que a maior autoridade ainda é a eclesiástica. A trama discute a questão dos milagres e santos e a notoriedade que a televisão confere às pessoas. Já Cruzamentos urbanos, dirigida por Pablo Polo, busca mostrar um nordeste com problemas urbanos, como drogas e conflitos sociais, recorrendo à paisagem e ambientação que procuram evitar os clichês regionalistas. Ambas as produções não chegaram, porém, a esboçar um projeto estético mais consistente, capaz de implementar uma diferenciação das obras realizadas pela Globo. A ideia do polo não foi adiante, limitando-se a essas duas realizações, o que certamente impediu a constituição de uma narrativa mais consistente e rica de um olhar sobre a região.


A adaptação de O Romance da Pedra do Reino conseguiu fazer uma síntese
do popular e do erudito. Foto: Reprodução

MITOS RECORRENTES
Apesar de algumas mudanças trazidas por produções audiovisuais mais recentes, durante décadas, no imaginário nacional, o nordeste brasileiro teve como representações recorrentes duas imagens inconfundíveis. A primeira, a de região seca, pobre e palco de conflitos sociais agudos; e a segunda, a de detentora de um litoral exuberante e paradisíaco. Coube à literatura, inicialmente, e ao cinema, mais tarde, formularem as significações mais expressivas da descrição dessa paisagem e fixarem uma percepção cristalizada da imagem nordestina. Tal percepção consolidou-se e definiu a face mais visível, ou mais facilmente manipulável, de nossa identidade cultural: um nordeste mítico e idealizado, no qual persistem representações espetaculares e sensacionalistas da natureza local.

Dessa forma, foram os caprichos do clima e a penúria econômica e social, observados e descritos em romances e filmes desde a primeira metade do século 20, que tornaram essa imagem o paradigma da situação miserável a que boa parte da população do país estava submetida. Ela se consolidou, principalmente, quando os intelectuais brasileiros se engajaram no ideal de uso da arte como instrumento de transformação social. O fenômeno cíclico da estiagem e a estrutura agrária arcaica geradora de uma série de fenômenos socioculturais fizeram da região uma fonte inesgotável de mitos e lendas cultivados por seus habitantes, uma população marcada pela religiosidade fervorosa e forte tendência às práticas messiânicas.

Esse universo tornou-se, então, motivo de inspiração para os artistas preocupados em retratar em suas obras aspectos da cultura popular, sobretudo os que realçavam resistência e oposição à cultura das elites e aos detentores do poder político e econômico. Foi desse modo que escritores brasileiros desbravaram os sertões e encheram páginas e páginas de relatos sobre a luta do homem sertanejo pela sobrevivência, enfrentando a seca, a injustiça, os coronéis, os pistoleiros, os cangaceiros e os que, na esperança por dias melhores, partiram para outras regiões em busca de água, comida e trabalho.


Hoje é dia de Maria tomou como base os contos populares compilados pelo escritor potiguar Câmara Cascudo. Foto: Reprodução

Na ornamentação desse mundo particular, os autores registraram as histórias
dos beatos – que proliferaram pelo sertão afora, sendo responsáveis pelos inúmeros episódios fantásticos marcados na alma nordestina até nossos dias – e revelaram a herança folclórica ibérica que o território acabou preservando. Esses elementos formam a base de iniciativas artísticas concebidas na região. Caso do Movimento Regionalista, deflagrado em 1926 – tendo como principal expoente o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre –, com a finalidade de desenvolver um sentimento de unidade regional nordestina. E também do Movimento Armorial, capitaneado pelo paraibano Ariano Suassuna, a partir dos anos 1970, que teve como meta criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular.

Essa estética de inspiração política foi também seguida pelo cinema e, mais recentemente, pela televisão. Nos anos 1950, o cinema brasileiro deu continuidade ao que a literatura descortinou, e os filmes sobre ocangaço foram os melhores exemplos desse olhar estereotipado sobre o Nordeste. Na década seguinte, com o Cinema Novo – quando o cinema brasileiro partiu para um projeto que visava dotar o cinema nacional de uma identidade cultural própria–, foi também o Nordeste um dos celeiros de inspiração temática e estética. Os cineastas se apropriaram da iconografia da região, seus personagens, símbolos e mitos, buscando, contudo, eximir seus filmes de uma visão da realidade contaminada por aspectos que pudessem ser interpretados como uma exploração do exótico. Isso os levou a evitar planos em que a beleza da paisagem se sobrepusesse ao narrado; e a não utilizar encenações de manifestações folclóricas que evidenciassem a interferência do diretor, limitando-se a captá-las em sua desenvoltura natural.

VISÃO LOCAL
A partir dos anos 1990, e na primeira década do século 21, vamos perceber no cinema uma mudança desse ponto de vista, nos filmes rodados por cineastas no Nordeste. No âmbito da produção de longas-metragens, por exemplo, já podemos apontar a quebra de certos paradigmas. A região continua carente e com desigualdades sociais alarmantes, e isso é mostrado pelos filmes, todavia o audiovisual produzido pelos nordestinos vem incorporando ou recriando em suas obras experiências renovadas de registrar o lugar. Filmes, como Baile perfumado, de Lírio Ferreira e Paulo Caldas;Sertão das memórias, de José Araújo; O céu de Suely, de Karim Aïnouz; Cinema, aspirinas e urubus, de Marcelo Gomes; Amarelo manga, de Cláudio Assis; Viajo porque preciso volto porque te amo, de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz, flagram o Nordeste desvinculado de uma identidade cultural congelada e apontam para a construção de características múltiplas e abertas, que reinterpretam as imagens e personagens locais.


Filmes recentes, como O céu de Suely, apontam uma mudança na forma de enxergar o Nordeste. Foto: Divulgação

Já a teledramaturgia brasileira, ao ter o Nordeste como foco, parece-nos menos ousada que o cinema e permanece ainda presa ao velho mito do nordeste pitoresco, circunscrevendo as suas tramas, inúmeras vezes, aos clichês consagrados, colocando em segundo plano aspectos que evidenciem contradições e conflitos sociais mais profundos. Para isso, basta vermos as telenovelas e minisséries com histórias ambientadas no Nordeste que foram feitas, a partir dos anos 1980, pelas emissoras de televisão, sobretudo a TV Globo. Muitas delas foram baseadas em obras literárias tradicionais de autores regionais. Se, por um lado, atualizam os dramas sociais denunciados por esses autores, por outro, descontextualizam os elementos políticos enunciados.

Não queremos aqui impor um discurso pessimista sobre a ficção televisiva, e mesmo compartilhamos com o pesquisador paraibano Cláudio Paiva, que sugere que vejamos as novelas e minisséries no contexto multicultural da contemporaneidade, como expressões de uma arte globalizada, resultados de estratégias comerciais adequadas à assimilação do espectador. Sabemos, ainda, o quanto autores como Dias Gomes, Aguinaldo Silva e Guel Arraes estão empenhados em mostrar as cenas públicas e privadas da vida social nordestina, como enfatiza Paiva, ao afirmar que o conjunto dessas produções “consiste numa projeção histórica e numa construção sentimental que informa, subverte, amplia, recria os cenários da vida real nordestina”. Para Paiva, esses autores conhecem as paixões, os dramas, os sonhos e as tragédias dos nordestinos e os retratam de maneira reveladora.

Todavia, mesmo quando ousam em narrativa, algumas novelas e minisséries não ultrapassam o limite de uma matriz em que prevalecem as aparências de uma exploração da paisagem pelo seu efeito pitoresco, e de personagens cujo atrativo principal é uma conduta muitas vezes sensual, humorística e caricata. Assim, deixam pouco espaço para que as relacionemos a uma postura social e política mais crítica, embora a própria Globo defenda que a sua criação na teledramaturgia se dê através do diálogo com a sociedade, acompanhando as mudanças sociais. 

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