O melhor do Brasil é Câmara Cascudo
Aberto à visitação pública, Ludovicus funciona na antiga residência de Luís da Câmara Cascudo e dispõe de acervo bibliográfico e museológico
TEXTO Mario Helio
01 de Julho de 2026
Foto Instituto Câmara Cascudo/Divulgação
Se “as pessoas não morrem, ficam encantadas”, como disse João Guimarães Rosa, vale a pena lembrar que, no dia 30 de julho deste 2026, completam-se 40 anos do encantamento do escritor Luís da Câmara Cascudo. A eternidade de sua presença, a partir da visão metafórica e poética, está impregnada em cada recanto do Rio Grande do Norte, e em cada célula da cultura popular do Brasil. Mas, suplantando as metáforas, a família de Cascudo cuida para que continue vivo na sua própria casa, onde morou, e já há tempos funciona o Ludovicus, isto é, o Instituto Câmara Cascudo.
A origem do peculiar sobrenome foi explicada pelo próprio escritor, conforme o que está posto no site do seu Instituto:
“Cascudo não denomina, realmente, minha família paterna, constituída dos Justino de Oliveira, Gondim, Ferreira de Melo e Marques Leal. Meu avô, Antonio Justino de Oliveira (...) era, nos últimos anos, chamado o velho Cascudo, pela devoção ao Partido Conservador, também com essa alcunha. Dois filhos, Francisco e Manuel, tiveram a ideia de juntar o Cascudo ao nome, vocábulo que jamais meu avô pronunciou. O nome Cascudo, no caso, não é o inseto, o coleóptero, mas vem do peixe de loca, Acari”.
CONTEÚDO NA ÍNTEGRA
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