Audiovisual

Documentário sobre Andy Warhol estreia nos cinemas

Andy Warhol - Um Sonho Americano revela o lado obscuro e íntimo do artista mais pop de todos os tempos

17 de Junho de 2025

Maior representante da pop art é tema de documentário que mergulha em sua persona controversa

Maior representante da pop art é tema de documentário que mergulha em sua persona controversa

Foto Autoral Filmes/Divulgação

Um dos artistas mais amados (e odiados) do século XX, centro de diversas polêmicas, e ícone cultural, Andy Warhol é apresentado sob uma nova perspectiva no documentário Andy Warhol - Um Sonho Americano, do eslovaco L'ubomír Ján Slivka. O longa chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (19), trazendo a persona misteriosa por trás do autor de obras marcantes da pop art, como a série Marilyn e as Latas de Sopa Campbell.

Por meio de entrevistas e materiais raros de arquivo, o público é conduzido em uma jornada desde a herança eslovaca de Warhol até seus anos inovadores na cidade de Nova York. Com imagens inéditas e revelações, o longa oferece uma perspectiva inédita sobre a natureza introspectiva de Warhol e o impacto duradouro que ele teve na arte e na cultura.

Os criadores do documentário encontraram um território inexplorado de profundas relações familiares dentro da família Warhol, de origem eslovaca, como o diretor do longa. A história dele é contada por pessoas cujas declarações nunca haviam sido registradas, e o filme apresenta novos materiais sobre temas que até hoje ninguém havia investigado.

Parte do filme foi rodada no país de origem dos pais de Warhol, a atual Eslováquia, onde o Catolicismo Bizantino era fortemente enraizado. A religião e a fé se entrelaçaram intensamente com a vida e a arte dele, como deixam claro as obras e entrevistas com historiadores e membros da família.

O documentário vai, também, até o local de nascimento dele em Pittsburgh, à universidade onde estudo, o Carnegie Tech (hoje Universidade Carnegie Mellon), e à sua primeira casa em Nova York. O filme apresenta imagens do local onde ele foi vítima de uma tentativa de assassinato, em 1968, e do hospital onde faleceu repentinamente anos depois, da catedral de sua despedida final e de seu túmulo em Pittsburgh.

O filme conta com entrevistas com especialistas, como o historiador Steven Watson, autor do livro Factory Made: Warhol and the Sixties; Rudolf Prekop, fotógrafo, autor de um livro sobre Warhol, e fundador de um museu sobre o artista na cidade de Medzilaborce, ao lado de Michal Bycko, que também está no filme; Magdaléna Juříková, historiadora de arte e diretora da Galeria da Cidade de Praga; e familiares e amigos, como Donald G. Warhola e James Warhola, sobrinhos do artista.

O documentário só existe graças ao apoio da família de Andy Warhol, que forneceu materiais e outros artefatos, do Museu Andy Warhol em Pittsburgh, do museu Andy Warhol em Medzilaborce, na Eslováquia, da Galeria Nacional Eslovaca, da Galeria da cidade de Praga e da Fundação Andy Warhol.

veja também

Mostra Agnès Varda segue na programação do Cinema do Museu

5ª Semana do Audiovisual Negro anuncia programação

Curta Onde eu começo? ganha prêmio de melhor documentário no Beverly Hills Film Festival