Audiovisual

Animação produzida em Caruaru estreia em festival de cinema internacional

Coproduzido pela pernambucana SAGUI Studio e Refúgio Onírico, Amadeo e o Hipotético Mundo Novo terá estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Xangai, na China

09 de Junho de 2026

Foto Divulgação

O cinema pernambucano volta a marcar presença em um dos principais eventos do circuito internacional. O longa-metragem de animação Amadeo e o Hipotético Mundo Novo, produzido em Pernambuco, terá sua estreia mundial na 28ª edição do Festival Internacional de Cinema de Xangai, na China, no dia 15 de junho. A primeira exibição pública contará com a presença da diretora Brenda Lígia e do diretor de animação Everton Amorim. 

Considerado um dos mais importantes festivais de cinema da Ásia, o Festival Internacional de Cinema de Xangai acontece entre os dias 12 e 21 de junho e reúne produções de diferentes países. A seleção de Amadeo e o Hipotético Mundo Novo amplia a presença recente do audiovisual pernambucano em festivais internacionais, reforçando a projeção das produções do estado no cenário mundial.

A seleção marca também um momento simbólico para a produção audiovisual do interior do estado. Com coprodução da SAGUI Studio e Refúgio Onírico, sediadas em Caruaru, o filme leva ao circuito internacional o trabalho de artistas e produtores do Agreste que tiveram participação decisiva na construção visual e técnica da obra.

Fundada em 2023 por Maddu Cavalcante, Gabriel Vieira e Everton Amorim, a SAGUI é hoje o único estúdio especializado em animação para cinema em atividade no agreste pernambucano. Com atuação em animação 2D e 3D, a produtora desenvolve projetos autorais inspirados pela cultura popular brasileira e pelas vivências nordestinas, consolidando-se como uma das principais referências do setor fora dos grandes centros do país.

Parceira permanente da SAGUI, a Refúgio Onírico foi criada pelo cineasta e artista visual Everton Amorim, natural de Taquaritinga do Norte e um dos nomes responsáveis por impulsionar a produção de animação no Agreste pernambucano. Juntas, a Refúgio Onírico e a SAGUI Studio assinam áreas centrais de Amadeo e o Hipotético Mundo Novo, da criação visual dos personagens e cenários à direção de animação, produção executiva e supervisão artística.

A trama apresenta uma releitura fantástica do Brasil do século XIX. O protagonista Amadeo é um jovem africano que, em uma versão alternativa da história, inventa a fotografia antes dos europeus. No Brasil de 1830, ele utiliza sua criação para ajudar pessoas escravizadas a conquistar a liberdade.

Além da direção, Brenda Lígia também integra o elenco de vozes do longa. A cineasta dá vida à personagem Zuza, integrante de uma trupe de artistas itinerantes conhecida como Teatro dos Maquiados, que acolhe Amadeo ao chegar ao Brasil. O elenco reúne ainda nomes como Sérgio Menezes, Paolla Oliveira, Antonio Fagundes, Mateus Solano, Naruna Costa, Edmilson Filho, Tiago Abravanel, Adriana Lessa e Igor Cotrim.

A produção conta também com participações de Dexter 8 Anjo, que interpreta o personagem Jão, e do jovem Raul Miguel Pinheiro, filho de Brenda Lígia, responsável por dar voz ao protagonista durante a infância. O filme traz ainda uma das últimas atuações da consagrada atriz Léa Garcia, referência histórica do cinema e da televisão brasileira.

Misturando aventura, romance, humor e crítica histórica, Amadeo e o Hipotético Mundo Novo chega ao Festival de Xangai como um exemplo da expansão internacional da animação brasileira. Para Pernambuco, a seleção simboliza também o crescimento de uma cadeia produtiva fora dos grandes centros do país, com profissionais e estúdios do Agreste ocupando espaço em uma produção que agora alcança o circuito internacional.

Com distribuição da Downtown Filmes, o longa é uma produção da Felistoque Cinema realizada em coprodução com Refúgio Onírico, SAGUI Studio, Sol de Barros, Assum, Felistoque Filmes, Flying Frames, Guarnicê Produções e Dream Box. O projeto conta ainda com patrocínio do BNDES e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, com realização viabilizada pela Lei Paulo Gustavo e pelo Ministério da Cultura.

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