Laís Domingues participa de exposição no Sesc Tijuca
A mostra “Tecendo histórias – arte têxtil latino-americana”, de 14 de março a 14 de junho de 2026, reúne 11 artistas e dois coletivos, Brasil, Argentina, Guatemala e Peru
23 de Abril de 2026
Trabalho em arte têxtil da pernambucana Laís Domingues, em exposição no Sesc Tijuca
Foto Thaís Monteiro/Divulgação
A pernambucana Laís Domingues é uma das artistas presentes na mostra Tecendo histórias – arte têxtil latino-americana, em cartaz no Sesc Tijuca, Rio de Janeiro, de 14 de março a 14 de junho de 2026. A exposição, promovida pelo Instituto Artistas Latinas, reúne 11 artistas e dois coletivos de Brasil, Argentina, Guatemala e Peru, com curadoria de Francela Carrera, em colaboração com Ana Carla Soler e Carolina Rodrigues.
O projeto valoriza técnicas ancestrais de bordado, tecelagem e costura, atualizadas em diálogo com questões estéticas e políticas contemporâneas. Segundo a curadora, a arte têxtil, antes considerada menor, hoje ganha força como linguagem crítica e engajada.
A pernambucana Laís Domingues integra o núcleo “Retratos: presença e matéria”, ao lado de Karine de Souza e Mónica Millán, explorando identidade e memória por meio do bordado e de técnicas naturais de impressão. Artista visual, têxtil e documentarista, Laís articula arte, educação e pesquisa, valorizando a cultura popular e os saberes tradicionais. Entre seus projetos estão Bordando o Feminino, a web-série Quem conta um conto, aumenta um ponto e o filme Semente de Caruá.

Com expografia de Gisele de Paula, a exposição se organiza em cinco núcleos temáticos, que vão da mobilização social à espiritualidade, reafirmando o papel da arte têxtil como linguagem contemporânea e política. Para o diretor artístico do Instituto, Paulo Farias, trata-se de uma “articulação de vozes, saberes e lutas”.
A mostra evidencia a diversidade da arte têxtil latino-americana. Além de Laís Domingues, foram selecionados os artistas Ana Tereza Barboza (Peru); com cartografias íntimas e reflexões sobre ancestralidade; Angelica Serech (Guatemala) mostra narrativas de território e pertencimento; Cláu Epiphanio (SP) e Nádia Taquary (BA) criaram bordados que abordam ancestralidade afro-brasileira e sagrado feminino; Claudia Lara (PR) e Mayara (RJ) exploram geografia sensível e memória em suas obras; iahra (RJ) e Rafa Bqueer (PA) apresentam trabalhos que atravessam performance, moda e identidade; Karine de Souza (RJ) desenvolve a autorrepresentação e a memória; por fim Mónica Millán (Argentina) realiza bordados figurativos e experimentações com materiais naturais.
Participam, ainda, o Coletivo Mulheres Atingidas por Barragens (Brasil), que utilizam a arte como denúncia e mobilização social, e as Serigrafistas Queer (Argentina), com engajamento coletivo e crítica política.


