Artes Visuais

Arte têxtil continua em alta na SP-Arte

Considerada a maior feira de arte e design da América Latina, que acontece entre 8 e 12 de abril em São Paulo, evento apresenta obras em tecido

26 de Março de 2026

Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, onde acontece a SP-Arte

Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, onde acontece a SP-Arte

Foto Divulgação/SP-Arte

A arte têxtil continua mostrando sua força e permanência no cenário contemporâneo. De 8 a 12 de abril, a maior feira de arte de design do país, a SP-Arte apresenta o que há de novo no mercado de arte contemporânea e design. Como de hábito, a feira acontece no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. E contara com a presença de trabalhos com arte têxtil como os de Joana Vasconcelos, Margaret Whyte, Genaro de Carvalho e Ilê Sartuzi. 

Ha 30 anos no mercado, a artista portuguesa Joana Vasconcelos é reconhecida por descontextualizar objetos do cotidiano e atualizar o conceito de artes e ofícios para o século XXI. Representada pela Galeria Baró, de São Paulo, ela exibe a obra Blackstar (2016). Trata-se de um crochê artesanal em lã, poliéster sobre tela e madeira compensada. As espécies de almofadinhas artesanais incrustadas de miçangas pretas literalmente ultrapassam o espaço da tela, dando a sensação de que pularão no espectador. 

A uruguaia Margaret Whyte, da Galeria Sur, traz a obra Elevador II (2006). Feito com tecido, bordado e linha, o trabalho evoca a memória dos materiais que utiliza, como vestidos, toalhas de mesa e colchas em tons vivos. A ideia é sempre questionar ideais de beleza, valorizando a estética sem depender de conceitos momentâneos de belo. Em Elevador II nota-se a montagem e sobreposição de tecidos cortados, rasgados e posteriormente costurados. 

Em tapeçaria bordada, o trabalho Criação Abstrata (1966), do artista baiano Genaro de Carvalho, será exibida na galeria Passado Composto Século XX. Destaca-se pelo uso de formas geométricas, cores vivas, relevos e fios soltos. O trabalho antecipou em décadas o que seria uma tendência: fazer do têxtil arte abstrata. 

Ilê Sartuzi, artista paulista radicado em Londres, não tem no suporte têxtil seu foco. Mas nesta 22ª edição da SP-Arte, ele mostra a obra Composição 3 no estande da Galeria Luisa Strina. 

SERVIÇO
22ª SP-Arte
Onde: Pavilhão da Bienal (Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, portão 3, Parque Ibirapuera, São Paulo)
Quando: De 8 a 12 de abril
Horários: 8 abril: convidados / 9–10 abril: das 12h às 20h / 11 abril: das 11h às 20h / 12 abril: das 12h às 19h

Ingressos
R$ 120 inteira
R$ 60 meia-entrada
Ingressos: bilheteria.sp-arte.com

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