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Ensaio

As várias faces da cultura do cancelamento

Psicanalista analisa as questões desse comportamento social polarizado que gera a "anulação" de alguém na internet

TEXTO CARLOS FERRAZ
ILUSTRAÇÕES KARINA FREITAS

01 de Abril de 2021

Ilustração Karina Freitas

[conteúdo na íntegra na edição impressa e digital | ed. 244 | abril de 2021]

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A cultura do cancelamento é um modo radical de resolução de conflitos. Indivíduos e grupos, nas plataformas digitais e nas redes sociais, mostram-se suscetíveis e inclinados a expor, condenar, excluir e punir, de forma copiosa e sem conferir espaço para defesa ou esclarecimento, perfis de pessoas, marcas ou empresas que tenham cometido ofensa ou inadequação contra valores estimados. A superexposição do agressor força o unfollow de seu perfil e boicotes em seus negócios, minando sua credibilidade perante consumidores, colaboradores e patrocinadores. Um remédio amargo que visa, se possível, silenciar ou legar ao esquecimento, senão, provocar um prejuízo moral e financeiro significativo. O caráter sumário e implacável da medida é um sintoma do declínio de princípios civilizatórios no manejo de desavenças, lastreados no diálogo e na disponibilidade para o entendimento mútuo. Nada, no entanto, que confira ou condene a sua legitimidade. É preciso avaliar a razoabilidade de cada caso.

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