Morre Netinho aos 60 anos
Cantor baiano faleceu em Salvador, nesta terça-feira (13), em decorrência de um linfoma não Hodgkin do tipo B
13 de Outubro de 2026
Foto Divulgação
O cantor Netinho morreu, aos 60 anos, na manhã desta terça-feira (13), em Salvador (BA). O artista enfrentava, há alguns anos, um linfoma não Hodgkin do tipo B (câncer no sistema linfático) que evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos. De acordo com a vontade do artista, o velório e a cremação serão realizados apenas para familiares e amigos próximos.
Netinho foi internado em fevereiro de 2025 no Hospital Aliança Star, em Salvador, com fortes dores nas costas e dificuldade para andar. Em março, o site do artista informou que ele tinha um câncer no sistema linfático, "denominado linfoma", e que seguiria em acompanhamento onco-hematológico. O cantor passou por quimioterapia.
Em maio de 2026, informou que o linfoma havia voltado. No fim daquele mês, afirmou que se tratava de um linfoma "muito raro". Em setembro de 2026, apontou que a doença era um linfoma não Hodgkin e, no comunicado da sua morte, especificou que era do tipo B.
O cantor Netinho (Ernesto de Souza Andrade Júnior) nasceu em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, em 12 de julho de 1966. O artista iniciou sua carreira de projeção nacional em 1988 como vocalista da Banda Beijo, um dos expoentes da axé music, que originou-se do Bloco Beijo em Salvador. Naquele ano, o grupo lançou o hit “Beijo na boca”. E em 1990, apresentou-se em um trio elétrico em Turim, na Itália, durante a Copa do Mundo de 1990, sendo a primeira vez que um trio elétrico atravessou o continente para apoiar a Seleção Brasileira. Netinho saiu do grupo em 1992 e iniciou sua carreira solo em 1993.
Ao longo de sua carreira solo, lançou 11 discos, sendo Netinho ao Vivo! (1996) o de maior sucesso. Uma das faixas era o hit "Milla" - a música soma mais de 37 milhões de reproduções no Spotify. Foram mais de 3 milhões de cópias no mundo todo, rendendo o Disco de Diamante. Um Beijo pra Você (1993), álbum de estreia da sua carreira solo, vendeu mais de 1 milhão de cópias. Nada Vai Nos Separar (1994) ultrapassou a marca de 500 mil cópias vendidas (Disco Duplo de Platina). Ao todo, foram cerca de 15 milhões de unidades vendidas em sua carreira.