Fundarpe abre edital para ocupação da Casa da Cultura, Mureo e Espaço Pasárgada
Destinada a ações que envolvam arte/cultura, iniciativa possibilita que artistas e produtores ocupem gratuitamente os equipamentos culturais
24 de Abril de 2026
Museu Regional de Olinda tem espaços internos com capacidade para 30 pessoas
Foto Divulgação
Para democratizar o acesso aos equipamentos culturais geridos pelo Governo de Pernambuco e fomentar a difusão do trabalho artístico realizado no Estado, a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) abre nesta sexta (24) a oportunidade para ocupação de três equipamentos públicos, de maneira gratuita e previamente agendada. São eles: a Casa da Cultura, o Espaço Pasárgada e o Museu Regional de Olinda (Mureo).
Os três equipamentos públicos que receberão as propostas são geridos pelo Governo do Estado por meio da Fundarpe. Interessados podem oferecer ações até as 23h do dia 24 de maio, quando será encerrado o chamamento público. A inscrição das propostas ocorre via formulário digital (clique aqui), e não por meio da plataforma Mapa Cultural.
Os projetos passam por avaliação da Superintendência de Equipamentos Culturais da Fundarpe e da administração dos espaços aos quais eles são propostos. O resultado será divulgado aos proponentes com ações aprovadas até 1º de junho. Serão avaliadas apenas as inscrições que cumprirem integralmente as diretrizes estabelecidas no edital. Informações sobre os horários disponíveis para ocupação, a dimensão dos espaços e a presença (ou não) de equipamentos digitais presentes para uso podem ser encontradas no anexo I. Os aprovados deverão preencher, ainda, um termo de ocupação a ser entregue à administração do espaço onde ocorrerá a(s) atividade(s).
“É um chamamento simplificado para ocupação gratuita desses espaços, com projetos de agentes culturais pernambucanos. E é possível contactar as gestoras desses equipamentos e marcar visita técnica para conhecer as áreas disponíveis. Esse edital de chamamento é uma maneira tanto de divulgar o trabalho dos agentes culturais do nosso Estado quanto de apresentar ainda mais o potencial para difusão desses 3 equipamentos públicos. O objetivo é fazer a junção de quem faz cultura com os espaços disponibilizados pelo Governo do Estado”, explica Maria Eduarda Belém, gerente de ações culturais da Superintendência de Equipamentos Culturais da Fundarpe.
O chamamento para ocupação abrange vários tipos de iniciativa: ações de formação, lançamento de obras, feiras criativas, ensaios artísticos (audiovisual, música, dança, artes cênicas), performances, rodadas de negócios voltadas à economia criativa e outras possibilidades. Entre as ações que não serão aceitas, estão eventos de caráter exclusivamente corporativo, promocional ou comercial, como convenções, lançamentos de produtos ou vendas diretas; cerimônias fechadas sem caráter cultural, a exemplo de formaturas, casamentos, aniversários ou confraternizações empresariais; e atividades com caráter tático, simulações de segurança, treinamentos operacionais, exercícios de contenção e afins. É possível solicitar a ocupação simultânea de 2 ou mais espaços para a realização de uma ação.
CASA DA CULTURA
Localizada na Rua Floriano Peixoto s/n, em uma área histórica do Recife, a Casa da Cultura Luiz Gonzaga foi aberta em 1855 como uma prisão e refundada em 1976 como centro cultural. É conhecida por seu perfil turístico, mas também recebe iniciativas em seus espaços. São eles:
• Palco Nelson Ferreira, um anfiteatro na área externa com capacidade para 200 pessoas
• Sala J. Soares, no segundo andar da Casa, que comporta de 20 a 30 pessoas
• Teatro Clenio Wanderley, onde cabem 60 pessoas
• Sala 304, com capacidade para 10 pessoas
“Realizar eventos culturais na Casa da Cultura é estratégico por sua localização no centro do Recife, com fácil acesso por corredores de ônibus e metrô. O equipamento oferece infraestrutura, e, por se tratar de um local histórico, as ações também proporcionam uma imersão na memória e na identidade cultural da cidade, pois o público tem a opção de visitar todo o espaço, observar a estética e arquitetura da Casa, conhecer as lojas de artesanato, restaurantes e lanchonetes. Tudo isso torna o espaço um importante ponto de difusão cultural e convivência”, diz Jaqueline Araújo, da administração da Casa da Cultura.
ESPAÇO PASÁRGADA
Construído em 1825 e tombado em 1983 pelo Governo do Estado por meio da Fundarpe, o prédio onde funciona hoje o Espaço Pasárgada foi a casa em que o poeta Manuel Bandeira (1886-1968) morou durante parte da infância. O Pasárgada foi fundado em 1986 como um espaço de preservação da obra do poeta e de fomento à literatura, configurando-se como um centro de vivência e produção literária. O espaço é situado na Rua da União, 263, no centro do Recife.
Os espaços disponíveis para ocupação cultural são:
• Sala Alumbramento e Capiberibe, em que cabem até 60 pessoas
• Sala Evocação do Recife, que comporta até 50 pessoas e tem ligação com um quintal
• Sala Andorinha, com capacidade de até 60 pessoas
“Temos salas que se adaptam bem a diferentes formatos: é possível realizar atividades formativas, rodas de conversa, exposições, apresentações mais intimistas. E há também o quintal, para ações ao ar livre. O que a gente propõe aqui é muito a ideia de encontro. É um espaço que funciona muito bem pra quem quer fazer algo com uma liberdade boa de formato”, pondera Juliana Albuquerque, da administração do Pasárgada.
MUSEU REGIONAL DE OLINDA (MUREO)
Solar em estilo colonial construído entre 1745 e 1749, o Museu Regional de Olinda, que já abrigou a residência episcopal, foi inaugurado em 1935 como forma de comemorar os 400 anos da chegada de Duarte Coelho à capitania de Pernambuco. O Mureo propicia aos visitantes uma visão de uma casa pernambucana dos primórdios do século 20. O prédio, localizado na Rua do Amparo, 128, em Olinda, conta com duas áreas que podem ser ocupadas:
• Sala Laura Nigro, com capacidade para 30 pessoas
• Jardim descoberto, também para 30 pessoas
“Ocupar um equipamento público é vantajoso tanto para os agentes culturais, que contam com um espaço gratuito em uma área de boa circulação de pessoas, quanto para o próprio Mureo, porque as ocupações renovam a programação cultural, atraem diferentes perfis de visitantes e promovem maior integração entre patrimônio histórico e arte atual. Dessa forma, o museu preserva sua relevância social, valoriza seu acervo e se consolida como um ambiente ativo de encontro, aprendizado e difusão cultural”, sintetiza Ana Maria Valença, da administração do Mureo.