Domingo no Parque abre sessão extra no Recife
Com pernambucana Rebeca Jamir no papel principal, musical ganha nova apresentação no sábado (8), às 16h, no Teatro Luiz Mendonça
31 de Julho de 2026
Foto Divulgação
Após a grande procura do público, o musical negro Domingo no Parque ganhou uma sessão extra no Recife. Além das apresentações já anunciadas para os dias 8 e 9 de agosto, o espetáculo terá uma nova sessão no sábado (8), às 16h, no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu. Livremente inspirado em uma das mais importantes canções da carreira de Gilberto Gil, o musical tem texto e direção de Alexandre Reinecke, direção musical de Bem Gil e aprovação do próprio Gilberto Gil.
Outro destaque da temporada recifense é a presença da atriz Rebeca Jamir, natural do Recife, no papel de Juliana, protagonista da trama. A artista retorna à cidade natal para interpretar uma personagem ligada a uma obra que atravessa sua própria história afetiva.
Apresentada pela primeira vez no III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, em 1967, Domingo no Parque tornou-se um marco da Tropicália ao reunir elementos da música brasileira — como o violão e o berimbau — à guitarra elétrica, em um histórico arranjo de Rogério Duprat, com participação da banda Os Mutantes. A composição conquistou o segundo lugar no festival e permanece como uma das obras mais importantes da história da música popular brasileira.
Mais do que adaptar uma canção, o espetáculo amplia seus significados ao destacar a profunda influência das culturas negras na formação da sociedade brasileira, evidenciada nos costumes, nas danças, na religiosidade, na música, nas vestimentas, na alimentação e na capoeira.
PROTAGONISTA
Para Rebeca Jamir, a ligação com Domingo no Parque começou muito antes de subir ao palco. "Meu gosto musical nasceu dentro de casa. Minha mãe sempre cantou para mim músicas como Meu Guri e Domingo no Parque. Desde criança, eu imaginava essa história acontecendo como um filme, como uma peça de teatro. É uma alegria muito grande poder realizar esse sonho agora, vivendo a personagem Juliana."
A atriz destaca ainda que o espetáculo dialoga diretamente com questões urgentes da sociedade brasileira. "A gente aborda temas como o feminicídio e mostra como a arte pode provocar debates tão necessários para a nossa sociedade. Ao mesmo tempo, o espetáculo oferece um desfile das raízes da cultura negra brasileira e celebra a vida e a obra do nosso mestre Gilberto Gil, de quem também sou fã."
MONTAGEM
A montagem concretiza um projeto que Alexandre Reinecke acalenta há três décadas. "Sempre fui um apaixonado pela capoeira. Comecei a praticar com 14 anos. Pouco tempo depois comecei a fazer teatro e, assim que ouvi a música, pensei em um musical de capoeira. Em 1995 escrevi o primeiro esboço, mas tinha que ter o aval de Gil. O irmão de um amigo, Rodolpho Stroeter, estava produzindo um disco dele e fez a ponte. Em um belo dia, Gil me ligou e disse que havia gostado muito da história e que eu poderia seguir. Foi o que fiz. No começo eu mesmo queria fazer o João, nem era diretor nessa época. Desde então venho batalhando para produzir. Tanta coisa mudou. Virei diretor e encenei 59 peças — esta é a 60ª. O país mudou e este é o momento."
HISTÓRIA
A trama se passa em Salvador, no início da década de 1970, tendo como pano de fundo a repressão da Ditadura Civil-Militar. No bairro da Ribeira, João, José e um grupo de amigos se reúne diariamente para jogar capoeira, em momentos de convivência e amizade.
Tudo muda quando José leva João para assistir a um show de Juliana. A cantora passa a frequentar a roda de capoeira e reencontra João, com quem viveu um intenso romance no passado, encerrado quando ele engravidou a jovem Juci. Durante o período em que estiveram afastados, Juliana perseguiu o sonho de viver da música, tornou-se presença constante nos bares de Salvador e passou a integrar os movimentos de resistência à ditadura, tornando-se alvo da vigilância militar.
Como na canção de Gilberto Gil, a narrativa conduz o público a uma tragédia urbana, encerrada por uma grande roda de capoeira ao som de Domingo no Parque, reunindo drama, romance, humor e suspense.
TRILHA
A montagem reúne 20 músicas que conduzem a narrativa. Três delas foram compostas especialmente para o espetáculo, com letras de Alexandre Reinecke e melodias de Bem Gil. Dez são de Gilberto Gil e as demais pertencem ao repertório de grandes nomes da música brasileira, como Carlos Lyra, Dominguinhos e Anastácia, Dorival Caymmi, Jorge Ben Jor, Chico Buarque, Tom Jobim e Jackson do Pandeiro.
Selecionada pelo edital Petrobras Cultural, a montagem conta com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
FICHA TÉCNICA
Texto e direção: Alexandre Reinecke
Direção musical: Bem Gil
Direção de arte e figurinos: Billy Castilho
Cenografia: Marco Lima
Iluminação: Cesar Pivetti
Diretora de produção: Morena Carvalho
Coordenação de produção: Edinho Rodrigues
Realização: Reinecke Produções e Brancalyone Produções
ELENCO
- Rebeca Jamir (Juliana)
- Jean Amorim (João)
- Wesley Guimarães (José)
- Ananza Macedo (Mãe Preta)
- Badu Morais (Juci)
- Anastácia Lia
- Denise Fersan
- Fernando Rubro
- Jack Mandinga
- Mestre Tyson
- Renée Natan
- Sangela Nunes
- Will Anderson
SINOPSE
Toda tarde, João, José e um grupo de amigos se reúne para jogar capoeira no bairro da Ribeira. A amizade entre João e José é colocada à prova quando José leva o amigo para assistir a um show de Juliana, cantora que passa a frequentar a roda de capoeira. Juliana viveu um intenso romance com João, interrompido quando ele engravidou a jovem Juci. Enquanto buscava realizar o sonho de viver da música, também passou a integrar os movimentos de resistência à ditadura, tornando-se alvo da vigilância militar.
SERVIÇO
Domingo no Parque, com texto e direção de Alexandre Reinecke
Onde: Teatro Luiz Mendonça, Parque Dona Lindu - Av. Boa Viagem, s/nº – Boa Viagem – Recife (PE)
Quando: Sábado, 8 de agosto – 16h (sessão extra) e 20h, domingo, 9 de agosto – 18h
Quanto: Inteira, R$ 180 / Meia-entrada, R$ 90 / Ingresso social, R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)
Venda online
https://teatroluizmendonca.byinti.com
Venda presencial
Totem da bilheteria do Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu.
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 120 minutos