Artes Cênicas

Ris(c)o reúne dança e música ao vivo

Espetáculo gratuito do coletivo Rasura será apresentado de forma itinerante nas ruas do Recife, de Olinda e Camaragibe, começando a partir do sábado (25/10)

22 de Outubro de 2025

Mayara Ferreira Yanca Lima e Gabi Carvalho, do coletivo Rasura

Mayara Ferreira Yanca Lima e Gabi Carvalho, do coletivo Rasura

Foto Felipe Karnakis/Divulgação

Entre o riso e a dualidade da palavra risco - do traço que marca e da iminência do perigo -, surge um espetáculo que ocupa as ruas do Recife, de Olinda e Camaragibe. Ris(c)o, do coletivo Rasura, terá cinco apresentações gratuitas e abertas ao público com dança e música ao vivo para surpreender transeuntes com movimentos desenvolvidos a partir do imaginário das cidades. A primeira acontece no sábado (25/10), às 16h, na Rua da Moeda, no Recife Antigo.

Os movimentos e sons de Ris(c)o são inspirados em manifestações culturais que têm a rua como principal local de realização, como frevo, maracatu, caboclinho, bregafunk, claves de matrizes africanas, a música instrumental e experimental pernambucana. O espetáculo propõe ser uma escrita no tempo, resgatando a história de cada lugar a partir de saberes corporais construídos e inspirados em possibilidades, brincadeiras e gestos refletidos nos símbolos instigados pelas presenças, encontros e possibilidades das encruzilhadas. Pensando o dualismo dos movimentos do orixá Exu e das Mestras, a montagem explora possibilidades, brincadeiras e gestos refletidos nos símbolos instigados por essas figuras.

O trio partiu da concepção de um corpo mais atento, ágil, contraído, tensionado, inspirado nas provocações do próprio nome do trabalho para a construção dos movimentos. “O que significa correr risco, por exemplo? O risco de cair, a necessidade de equilibrar-se, espiar, observar, fugir, avançar, correr, saltar. Além disso, a palavra também soa como Riso, e sempre foi um mote de Rasura a ideia de ‘Organizar a raiva e defender a alegria’. Então também pensamos no riso, na gargalhada, na tiração de onda, nas brincadeiras tão presentes nas ruas e nas movimentações populares”, exemplifica Mayara Ferreira.

A música executada ao vivo sobre uma base previamente gravada amplifica a dimensão da trilha sonora na experiência da plateia e intensifica o convite para quem passa pelo local. “Optamos pelos instrumentos de pele e efeitos executados por Kalua do Rolete, muito presente nas celebrações de matriz afro-indígenas, e o trompete com Hallan Martins que representa muito esse encontro com as orquestras de frevo de rua, maracatu rural, afrobeat e jazz”, explica Gabi Carvalho.

A trilha sonora é original, composta e produzida por Filipe de Lima, que assina a direção musical com Gabi Carvalho. O processo de construção partiu da investigação de sons que remetem ao ambiente urbano, tendo como referências o frevo, o maracatu, o caboclinho, o bregafunk, claves de matrizes africanas e a música instrumental e experimental pernambucana.

Este é o segundo espetáculo do grupo criado em 2021 pelas artistas Mayara Ferreira, Yanca Lima e Gabi Carvalho, mulheres negras e jovens que se propõem a investigar manifestações culturais pernambucanas que reúnem saberes de tradições afro-diaspóricas e indígenas. No processo de criação, contaram com formações e preparação corporal dos artistas Duda Serafim, Ju Zacarias e Marcos Teófilo.

Ris(c)o já tem apresentações confirmadas na Praça da Várzea (1º de novembro) e Largo da Bomba do Hemetério (29 de novembro). As datas de Olinda e Camaragibe ainda serão anunciadas e podem ser checadas no perfil do Instagram @rasura.rasura. A Circulação Recife tem apoio da Prefeitura do Recife, por meio do Edital Multilinguagens - Recife Criativo da Política Nacional Aldir Blanc Recife 2024, e a Circulação Pernambuco é incentivada pelo Governo do Estado, via Edital Fomento de Iniciativas Artísticas-Culturais da Política Nacional Aldir Blanc Pernambuco 2024.

SERVIÇO
Espetáculo do Risc(o)
25 de outubro: Rua da Moeda (Recife Antigo), às 16h
1º de novembro: Praça da Várzea, às 16h
⁠29 de novembro: Largo da Bomba do Hemetério, às 16h

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