Artes Cênicas

“Francisco — Um Instrumento de Paz” chega ao Teatro do Parque

Grande vencedora do Janeiro de Grandes Espetáculos, montagem, que será apresentada no sábado (12), conta com 22 artistas em cena, entre atores, cantores e músicos

09 de Setembro de 2026

Foto Renan Andrade/Divulgação

Maior premiado do Janeiro de Grandes Espetáculos deste ano, o musical Francisco — Um Instrumento de Paz volta ao palco para apresentação única, no sábado (12), às 16h, no Teatro do Parque. A sessão é duplamente especial, pois celebra um ano da estreia da peça e também marca os 800 anos da morte de Francisco de Assis, italiano tornado um dos santos mais populares da Igreja Católica, morto no ano de 1226, no dia 3 de outubro, data em que é reverenciado no calendário romano.

Com texto e direção geral de Roberto Costa, Francisco — Um Instrumento de Paz é um projeto que surgiu na adolescência do ator, diretor e produtor cultural, quando conviveu com um frade franciscano. A montagem narra a conversão de Giovanni di Pietro di Bernardone no homem que viria a ser conhecido no mundo como Francisco de Assis. Biografado como um jovem mundano, filho de burgueses da cidade de Assis, onde nasceu, Giovanni, que desde a infância era chamado de Francesco, se transforma radicalmente, passando a levar uma vida lastreada na humildade e dedicada à prática do que preconizam os evangelhos bíblicos, quando funda a Ordem dos Frades Menores - os chamados franciscanos - com votos de pobreza, obediência e castidade.

Ainda que se trate da trajetória do santo católico, Francisco — Um Instrumento de Paz apresenta no palco aquilo que Francisco de Assis tornou universal: o modelo de uma vida simples e, sobretudo, fraterna. “Ele é um santo muito respeitado por outras religiões, por todos, justamente por essa forma de viver”, conta o diretor. “A maioria das pessoas conhece Francisco de Assis como o santo protetor da natureza e dos animais, mas o mais bonito na história é a conversão de quem ele era para quem ele se tornou”, completa.

Onze atores, seis cantores e cinco músicos entram em cena para contar essa trajetória de vida. Entre eles, Paulo César Freire, que dá vida ao protagonista, e José Mário Austregésilo, que faz uma participação especial como o papa Inocêncio III. A dramaturgia do espetáculo tem início na infância de Francisco, passa pela guerra entre Assis e a Perugia, quando acaba preso, até a conversão nas ruínas de São Damião. Termina indo até o papa Inocêncio III solicitar autorização para criar a Ordem dos Frades Menores. “Ele pede para viver da forma que desejava, espelhado em Jesus Cristo. É que, naquela época, se não pedisse à Roma, seria considerado um herege”, contextualiza Roberto Costa, que tem vasta pesquisa sobre o personagem.

Considerado Melhor Espetáculo na categoria Teatro Adulto, no 32º Janeiro de Grandes Espetáculos, realizado neste ano, Francisco — Um Instrumento de Paz também rendeu a Roberto Costa prêmio pelo figurino que criou para o musical. Já a maestrina Hadassa Rossiter, do Conservatório Pernambucano de Música, recebeu troféu pela direção musical que leva a sua assinatura. São dela também os arranjos das canções interpretadas e executadas na peça, assim como a regência. São todas músicas do cancioneiro popular, que o público vai reconhecer e cantar junto - sobretudo, a “Oração de São Francisco”.

SERVIÇO
Francisco — Um Instrumento de Paz
Onde: Teatro do Parque: Rua do Hospício, 81, Boa Vista, Recife
Quando: Sábado (12), às 16h
Quanto: Plateia: R$ 150 (inteira) e R$ 75 (meia); Ingresso social: R$ 97,50 + 1 kg de alimento não perecível; Camarote: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia). À venda no Sympla e na bilheteria do teatro, uma hora antes do início da apresentação
*Apresentação acessível em Libras
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 75 minutos
Informações: (81) 98463.8388 (whatsapp) e @robertocostaproducoes

veja também

"Da Janela": Caixa Cultural Recife apresenta o espetáculo infantil

Ópera cômica italiana é encenada no Santa Isabel

A Casa dos Budas Ditosos, com Fernanda Torres, no Teatro Guararapes