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Documentando começa nova temporada na Zona da Mata

Projeto oferece cinco oficinas itinerantes nas cidades de Goiana, Condado, Tracunhaém, Nazaré da Mata e Vitória de Santo Antão, ao longo dos meses de setembro e outubro, além de cinco oficinas online

01 de Setembro de 2026

Cineasta Marlom Meirelles

Cineasta Marlom Meirelles

Foto Divulgação

Criado em 2009 pelo cineasta Marlom Meirelles com a proposta de fortalecer a cadeia produtiva do audiovisual de Pernambuco, o projeto Documentando inicia sua 9ª edição promovendo oficinas itinerantes pela Zona da Mata Norte pernambucana, de 1º de setembro até 2 de outubro de 2026. O projeto passará pelas cidades de Goiana, Condado, Tracunhaém, Nazaré da Mata e Vitória de Santo Antão

Serão cinco oficinas presenciais de documentário e cinco turmas online. Cada oficina contará com 20 estudantes. Nas oficinas, os estudantes entram em contato com suas vivências para pensar narrativas que contemplem questões sociais, de gênero, raça, territorialidade, identidade, entre outras. Ao final de cada oficina é produzido um documentário com temática livre e escolhido por meio de exercícios coletivos. As inscrições das oficinas presenciais foram realizadas nas escolas que irão receber o projeto. Na etapa online as inscrições serão pelo site, a partir de 1º de outubro. A identidade visual desta edição é do artista Francisco Graciano.

A ideia do Documentando – Expedição Zona da Mata é contribuir para a interiorização da produção audiovisual independente em uma região pulsante de cultura do estado de Pernambuco, formando novos produtores e ampliando as possibilidades de alcance de suas obras. Os participantes das oficinas conhecem todo o processo de produção e realização de um documentário e os elementos fundamentais para a construção de um roteiro, produção, captação e edição de um filme. É o papel social do cinema enquanto ferramenta de transformação social.

As oficinas do projeto têm como função mostrar que o cinema pode ser uma ferramenta de protagonismo e transformação social. Dessa maneira, muitas das obras trazem as problemáticas sociais, culturais, de gênero, territorialidade de cada aluno, reforçando a pluralidade de cada local e a importância de dar voz e espaço para tais realidades.

Os participantes das oficinas não precisam possuir conhecimentos prévios na área, já que durante o curso, todos serão iniciados nas técnicas básicas de captação e edição de imagens em vídeo, além de receber informações necessárias sobre a linguagem cinematográfica e as etapas e funções numa produção. Cada oficina tem 20h/aula, com encontros presenciais e atividades virtuais, a exemplo de videoaulas e palestras, onde profissionais comentam sobre suas experiências, as oportunidades de inserção no mercado e distribuição dos filmes.

São mais de 100 documentários produzidos ao longo destes 17 anos, muitos deles premiados e exibidos em festivais de cinema nacionais, que podem ser assistidos gratuitamente pelo público no site do projeto. Videoaulas e palestras virtuais gratuitas também podem ser conferidas na plataforma.

Ao longo das 8 edições anteriores, foram mais de 3 mil estudantes contemplados em mais de 100 oficinas oferecidas, mais de 50 cidades brasileiras percorridas e oito estados diferentes, além de uma oficina nos Estados Unidos. Neste ano, a culminância do projeto será uma atividade de exibição dos documentários produzidos ao final das ações. A culminância é uma parceria com o Cineclube Angu.

“A nova temporada do Documentando na Zona da Mata de Pernambuco representa um passo muito importante no processo de interiorização do audiovisual. Levar o cinema para além dos grandes centros é também democratizar o acesso às ferramentas de criação, possibilitando que jovens de diferentes territórios possam contar suas próprias histórias e se reconhecer como produtores de cultura. Mais do que ensinar a fazer filmes, queremos contribuir para a alfabetização do olhar: estimular esses jovens a perceberem o cotidiano, o território, as pessoas e suas próprias experiências de uma outra maneira. O cinema pode transformar a forma como enxergamos o mundo e, ao mesmo tempo, nos dar ferramentas para transformar aquilo que vemos em narrativa. Introduzir a juventude da Zona da Mata no segmento audiovisual é abrir novas possibilidades profissionais, culturais e criativas”, explica Marlom Meirelles, professor do projeto Documentando.

Marlom Meirelles é cineasta, diretor das séries Questão de Gênero e Sertão Virgolino, está na finalização de seu primeiro longa-metragem A Boa Vista não me ilude mais. Ao longo de sua trajetória, desenvolveu e coordenou outros projetos de formação, a exemplo do Cabeça de Cinema, que promoveu 12 cursos de iniciação audiovisual para estudantes da rede pública de ensino da Região Metropolitana do Recife, numa ação que integrou o projeto CineCabeça. Também idealizou e produziu o curso História do Cinema Pernambucano, resultado de uma densa pesquisa sobre os ciclos de cinema do Estado.

OFICINAS DO PRIMEIRO SEMESTRE
Entre abril e maio de 2026, o Documentando circulou pelas cidades de Surubim, João Alfredo, Brejo da Madre de Deus, Cachoeirinha e Bezerros. Ao todo, 300 estudantes foram beneficiados por essas oficinas. Foram realizados cinco documentários com temáticas diferentes que vão de discussões sobre gênero na cultura popular a arqueologia cinematográfica.

TEMPORADAS ANTERIORES
Com 17 anos de história, sete edições realizadas, uma em execução, além de temporadas especiais e participação em festivais e projetos audiovisuais, entre os benefícios gerados pelo projeto, está o estímulo crescente da produção audiovisual em Pernambuco e a interiorização dessa produção, algo com reflexo direto no aumento de novos realizadores em festivais e mostras audiovisuais em todo o Estado.

Além, claro, da função social que o projeto desempenha, ao transformar a produção documental em uma ferramenta de promoção de visibilidade, reconhecimento e cidadania, sobretudo para os grupos em situações mais vulneráveis.

O projeto Documentando é uma realização da Eixo Audiovisual e Pernambuco Filmes, parceria do Cineclube Angu, e tem incentivo da Lei Paulo Gustavo (LPG-PE), viabilizado pela Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), do Governo de Pernambuco.

PROGRAMAÇÃO
Goiana
De 1 a 4 de setembro, das 9h às 12h, na Escola de Referência em Ensino Médio Augusto Gondim (Nova Goiana - Loteamento Coração de Jesus)

Condado
De 1 a 4 de setembro, das 13h às 17h, na Escola Julio Correia de Oliveira (Rua José Gaião, 232, Centro)

Nazaré da Mata
De 14 a 18 de setembro, das 14h às 17h, na Escola de Referência em Ensino Médio Don Vieira (R. Dr. Florentino dos Santos, Bairro do Juá)

Vitória de Santo Antão
De 28 de setembro a 2 de outubro, das 14h às 17h, na EREM Senador João Cleofas de Oliveira (Bairro do Livramento)

SERVIÇO
Projeto Documentando - Expedição Zona da Mata
De 1 de setembro a 2 de outubro 2026
Nas cidades de Goiana, Condado, Tracunhaém, Nazaré da Mata e Vitória de Santo Antão e em módulo online
Site: www.oficinasdocumentando.com.br

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