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16ª Bienal de Curitiba celebra 30 anos habitando a fronteira

Com o tema Limiares, a Bienal ocupa a capital paranaense com obras de mais de 300 artistas de 38 países


09 de Junho de 2026

Museu Oscar Niemeyer (MON) é a principal sede da bienal curitibana

Museu Oscar Niemeyer (MON) é a principal sede da bienal curitibana

Foto Carlos Renato Fernandes/ Divulgação

Os cinco continentes estão representados na 16ª edição da Bienal Internacional de Curitiba, com abertura marcada para este domingo (14 de junho), no Museu Oscar Niemeyer (MON). Este será o principal espaço expositivo do evento que segue aberto à visitação até 15 de novembro de 2026. 

Em comemoração aos 30 anos de história, o evento ocupará outros espaços pela cidade, como Museu Paranaense (MUPA), Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR), Museu Alfredo Andersen, Museu da Fotografia, Museu da Gravura – Memorial de Curitiba, Museu de Arte Indígena, Museu Municipal de Arte (MuMA), e outros locais culturais da capital paranaense. Mais de 300 artistas, pesquisadores, cientistas e estudantes de 38 países integram projetos que articulam pintura, instalação, performance, inteligência artificial, videoarte, fotografia, arte sonora e experiências em realidade aumentada. 

Com curadoria assinada por Adriana Almada e Tereza de Arruda, a bienal traz o tema Limiares para refletir as transformações contemporâneas e os limites cada vez mais líquidos entre opostos como humanidade e tecnologia; natural e artificial; físico e digital. 

“Mais do que um conceito, é uma atitude curatorial: habitar a fronteira, permanecer no entre, criar a partir da incerteza, gerando novos caminhos”, afirmam as curadoras Adriana Almada e Tereza de Arruda.

O grande destaque desta edição será a exposição “Poéticas da Memória e da Matéria”, com curadoria de Tereza de Arruda e protagonizada por Chiharu Shiota, um dos nomes mais relevantes da arte contemporânea mundial. Reconhecida por suas instalações imersivas construídas a partir de fios, objetos cotidianos e arquiteturas emocionais, a artista ocupará o MON com quatro obras inéditas e site-specific concebidas especialmente para Curitiba. A instalação principal utilizará cerca de 300 quilômetros de fios - distância equivalente ao trajeto entre Curitiba e Florianópolis - tornando-se a maior instalação site-specific da artista já realizada na América do Sul. 

A bienal realizou uma chamada pública internacional para integrar cartas, desenhos e relatos pessoais enviados pelo público à obra de Shiota, ação que já mobilizou centenas de participantes. Em diálogo com a poética da artista japonesa radicada em Berlim, p MON reunirá obras de artistas brasileiros como Iêda Jardim, André Azevedo, Evandro Soares, James Kudo, Luiz Mauro e Marina Camargo.

Destaca-se também o artista espanhol Max Esteban, cuja produção artística se debruça na crítica da condição humana frente à tecnologia por meio da fotografia e da videoarte. Outro artista contemporâneo que se revelará ao público no MON é o chinês Xia Hang, reconhecido por suas esculturas mecânicas interativas feitas de aço inoxidável polido, que misturam a estética cyberpunk com o conceito lúdico de "brinquedos para adultos". 

A conexão com a produção asiática contemporânea se estabelece com as curadoras chinesas Xiao Ge e Windy Lv, que trazem à Bienal um olhar marcado pelo rigor histórico e conceitual. No MON, propõem reflexões sobre meio ambiente, temporalidade e as transformações da experiência contemporânea a partir do diálogo entre arte, tecnologia e cultura visual do leste asiático.

Com passagem pela Bienal del Fin del Mundo (Argentina) e reconhecido por descobrir e impulsionar novos talentos das gerações emergentes, o italiano Massimo Scaringella assina a curadoria do eixo “Rifrações” ao lado de Antonella Pisislli. A mostra de videoarte reúne artistas mulheres da Guiana Francesa, África e Albânia.

Já o norte-americano Royce W. Smith, atual reitor do College of the Arts da California State University, Long Beach, assina o eixo “Camuflagens”, investigação coletiva sobre percepção, tecnologia, ocultamento e construção da realidade contemporânea.

SOBRE A BIENAL

Plataforma de referência para a produção e o pensamento contemporâneo. Realizada desde 1993, ocupa museus, galerias e espaços públicos com uma programação que reúne exposições, performances, instalações e ações educativas. Com forte vocação para o diálogo internacional, a Bienal conecta artistas de diferentes países e promove encontros entre produção local e global. Ao longo de sua trajetória, já recebeu nomes como Marina Abramović, Julio Le Parc, Louise Bourgeois e Cildo Meireles. Além do circuito expositivo, destaca-se pelo impacto cultural e educativo, com programas de formação e ampliação de acesso à arte. Em sua última edição presencial, reuniu mais de um milhão de visitantes, consolidando Curitiba como um polo relevante no circuito internacional da arte contemporânea. 

SERVIÇO:

16ª Bienal Internacional de Curitiba – Limiares

Abertura: 14 de junho de 2026
Visitação: até 15 de novembro de 2026

Grande núcleo expositivo:
Museu Oscar Niemeyer (MON)
Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico – Curitiba/PR

Ingressos MON:
R$ 36 (inteira)
R$ 18 (meia-entrada)
Entrada gratuita às quartas-feiras e nos últimos domingo do mês

EXPOSIÇÕES

Limiares                                                                                          

Curadoria: Adriana Almada e Tereza de Arruda                                                                                  

Co-curadoria: Ferran Barenblit, Margarida Saraiva, Xiao Ge e Windy Lv         Artistas: A Duo, Alessandra Bergero, Alex Yuan Long, André Azevedo, Armarinhos Teixeira, aruma | Sandra De Berduccy, Barbara Steppe, Bianca Lei Sio Chong, Camilo Echeverri, Carlos Amorales, Che Jianquan, Chen Fenwan, Chen Zhuo, Evandro Soares, Fabianna Gabas Kallas, Fernando Aidar, Froiid, Gao Fuyan, Geng Le, Giselle Beiguelman, Ieda Jardim, Jack Holmer, Jaqueline Duhr, James Kudo, Jessie Kleemann, Joseca Yanomami, Kalman Pool (Liu Jinping), Kira Xonorika, Li Qing, Lin Chenxi, Lu Hang, Luiz Mauro, Luo Xi, Marina Camargo, Matilde Marín, Max de Esteban, Mayara Ferrão, Panmela Castro, Peng Yun, Qian Lihuai, Shen Yuan, Sunjeong Hwang, Tom Lisboa, Tong Kunniao, Wu Guanzhen, Wu Qian, Xia Hang, Xu Bing, Xue Lei, Yang Song, Yin Xiuzhen. 

Camuflagens

Curadoria: Royce W. Smith

Artistas: Abel Barroso, Alejandro Sánchez, Ángel Poyón, Barton Lidice Benes, Bill Burns, Christopher Miles, Daniel Han, Fidel Fernández, Fernando Poyón, Glenda Salazar, Gonzalo García, Guillermo Srodek-Hart, Javier Calvo Sandí, Javier Vanegas, Jason Shulman, Julia Isidrez, Ledania, Levente Sulyok, Lilian Camelli, Mabilón Jiménez, Marcos Ramírez ERRE, Paulo Nazareth, Prospex Park, Regina José Galindo, Ricky Allman, Tavin Davis, Thiago, Martins de Melo, Toni Graton

Rifrações

Curadoria: Massimo Scaringella 

Co-curadoria: Antonella Pisilli

Artistas: Fatima Mazmouz, Genny Petrotta, Michèle Magema, Myriam Mihindou, Nirveda Alleck, Rehema Chachage, Tabita Rezaire, Wanja Kimani

Mais informações:

Instagram: @bienaldecuritiba

Site: www.16bienaldecuritiba.org

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