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Entrevista

“O que lhe faz liderança é a sua trajetória”

Uma das mais potentes vozes em favor dos indígenas e dos seus territórios no Brasil, Sônia Guajajara rememora sua história de luta e reflete sobre o país

TEXTO Erika Muniz

02 de Agosto de 2021

Sônia Guajajara, nascida no Território Indígena Arariboia (MA)

Sônia Guajajara, nascida no Território Indígena Arariboia (MA)

Foto @UBYTEPRODUTORA/DIVULGAÇÃO

[conteúdo na íntegra nas versões impressa e digital  | ed. 248 | agosto de 2021]

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Pela primeira vez na história do Brasil, em 2018, uma indígena concorreu em uma chapa à presidência da República. Mulher, nordestina, mãe, nascida no Território Indígena Arariboia (MA), Sônia Guajajara é uma das principais vozes que atuam na defesa dos povos originários e do meio ambiente. No Brasil e no mundo. 

Ainda na juventude, Sônia deixou sua terra para cursar o Ensino Médio em Minas Gerais, a partir de um convite da Funai. Já de volta ao seu estado, formou-se em Letras e em Enfermagem, fez pós-graduação em Educação Especial e engajou-se cada vez mais na militância. Por sua trajetória, Sônia Guajajara – que, atualmente, é coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) – foi reconhecida como uma das 100 personalidades mais influentes da América Latina, em 2020, por um conjunto de organizações internacionais que integram o grupo Latinos por la Tierra. Sua luta e a de milhares de indígenas, no entanto, segue, em Brasília, contra o Projeto de Lei 490  – e o Marco Temporal –, que, no último mês de junho, chegou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados, além de outras emendas que fragilizam a vida dos povos e a demarcação de terras indígenas no Brasil.

Do Maranhão, através de uma videochamada, Sônia Guajajara conversou com a Continente antes de partir para a capital federal, onde acontece o acampamento Levante pela Terra, que conta com a participação de milhares de indígenas, representando povos de todas as cinco regiões do país. Entre os temas trazidos nesta entrevista estão sua história de vida, trajetória política, experiência em uma campanha eleitoral junto com Guilherme Boulos, além da situação dos povos indígenas no atual contexto de pandemia e a grande importância deles para a preservação ambiental no planeta. Mesmo com todos os desafios, Sônia agradeceu a entrevista e declarou: “Sou feliz constantemente. Apesar de tudo, sou feliz todo dia”.

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