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Depoimento

Gambiarra: por uma ruína que abrigue a palavra amor

TEXTO E IMAGENS COLETIVO GAMBIARRA

01 de Dezembro de 2020

O Coletivo Gambiarra: Hugo Coutinho, Dea Ferraz, Cláudio Ferrario e Olga Ferrario

O Coletivo Gambiarra: Hugo Coutinho, Dea Ferraz, Cláudio Ferrario e Olga Ferrario

FOTO COLETIVO GAMBIARRA/DIVULGAÇÃO

[conteúdo na íntegra | ed. 240 | dezembro de 2020]

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“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.”

Guimarães Rosa, Grande sertão: veredas

Grande sertão: veredas é daqueles livros que a gente lê e que as palavras escolhem um lugar em nosso corpo para morar. Vez por outra, a depender do que andamos a viver, elas se desprendem desse lugar, vivas, como que a nos relembrar o aprendido, exatamente como agora: a vida pedindo coragem. Se já vivíamos o desmonte político das artes e da cultura no Brasil, com a eleição de Jair Bolsonaro, a pandemia fez crescer o abismo ainda mais. Sem incentivos e subsídios, perdemos também as salas e o público. Teatro, cinema, museus, galerias, shows interrompidos e suspensos. O encontro, o corpo a corpo, tornou-se um risco. Crise. Saltamos no abismo sem saber o que nos espera e assim estamos, em pleno voo. A questão é: seremos capazes, como sugeriu Ailton Krenak, em seu Ideias para adiar o fim do mundo, de abrir nossos paraquedas coloridos?

Suely Rolnik, em Geopolítica da cafetinagem, nos diz que é o mal-estar da crise que desencadeia o trabalho do pensamento e da criação. É na crise que nossas vidas nos forçam a criar formas de expressão que sejam capazes de dar conta daquilo que pede passagem, e nessa criação está a arte, produção de linguagem e de pensamento como “invenção de possíveis”. Erwin Piscator, em Teatro político, nos conta uma passagem de sua vida, quando em plena Primeira Guerra, no campo de batalha, um sargento exigia que abrisse trincheiras e fosse rápido, rápido, rápido. Exausto, Piscator responde: “Não posso mais”. E o sargento: “Por que não? Qual era a sua profissão?”. Ao que ele responde: “Ator de teatro”. Essa passagem do livro também é dessas que se desprendem do corpo em momentos específicos a nos relembrar quem somos. Qual o lugar do artista numa guerra? Quais trincheiras queremos e conseguiremos cavar? Estaremos no front ou na enfermaria?

O Cineteatro Gambiarra, para mim, é um pouco do paraquedas colorido, um pouco de invenção de possíveis, um pouco de trincheira e enfermaria. A arte se reinventando a partir da crise, do salto, do tempo presente, porque é disso que vivemos e porque é isso que podemos oferecer ao mundo. Quatro artistas que se juntam num salto. Quatro corpos em relação. Quatro campos em conexão. Quatro pesquisas. Quatro mundos. Não por acaso também somos família. Olga, que é filha de Cláudio, que é meu companheiro, que é sogro de Hugo, que é companheiro de Olga, que é minha enteada. Mais Davi, filho, neto, amor de todes. Um coletivo artístico-familiar, com todas as belezas e desafios que isso pode significar e uma rede de amigues, parceires e apoiadores sem os quais não conseguiríamos fazer nada.

Do ponto de vista prático e concreto, o Gambiarra é resultado do nosso desejo compartilhado de experimentar o encontro entre as linguagens do cinema e do teatro, utilizando as tecnologias e o mundo virtual como plataforma de existência. Do ponto de vista subjetivo, sabemos que cada um de nós se relaciona com essa experimentação de uma forma muito pessoal. Por isso, ainda que o Gambiarra seja um elo de amor e construção coletiva, decidimos que seria importante ter aqui, na Continente, não um único texto sobre o Gambiarra, mas o ponto de vista pessoal e único de cada um de nós sobre ele.

Porque ser coletivo significa, justamente, perceber a singularidade de cada um de nós em relação com os outros. E o olhar de cada um sobre o todo há de nos ajudar a compor um mosaico incompleto, porque a completude não nos interessa, sendo certamente muito mais colorido e interessante sobre o que estamos vivendo e propondo. Relatos, pistas, sensações, lampejos de algo que ainda está nascendo. O amor à arte e ao fazer artístico nos une, mas nossas buscas podem ser e são diversas, o que, para mim, deixa tudo mais bonito. Cada qual com seus saberes e suas potências vai agregando, somando, compondo, criando e recriando, como numa dança circular em transformação.

Quando eu penso no que me motiva a construir o Gambiarra e essa linguagem híbrida que nasce com ele, penso na crise como impulso à criação, penso na arte como contágio e transformação, penso nesse amor que nos une; mas penso também – porque não tem como não pensar – no meu campo de estudo e pesquisa, que é a imagem.

 
Cláudio e a filha Olga nas produções dos elementos cênicos

Há 18 anos penso imagens e sinto-as em meu corpo. Mas o que significa pensar imagens nos tempos atuais? Que tipo de imagens queremos produzir? As imagens do espetáculo das visibilidades? Essas que nos invadem cotidianamente pelas mídias e redes sociais, esvaziando nossas complexidades humanas? Interessa-me pensar e produzir imagens incompletas, lacunares, como lampejos do que somos. Imagens que carreguem dentro delas um espaço de movência (Marie-José Mondzain, 2017) por onde o espectador exercite sua capacidade de preenchimento. A imagem que se completa no outro e na outra, a partir de sua própria história e vida, porque, acredito, é essa imagem que nos permite construir mundos novos, imaginários sociais plurais, mundos outros, expansão.

Para mim, nesse entrelaçamento mágico do teatro com o cinema, que é o Gambiarra, percebo a potência de construção de imagens poéticas, incompletas, assumidamente produzidas, com teatralidade, em plano-sequência, quebrando a quarta parede, na energia da presença. Há um mundo construído a partir de quatro pessoas, e deixar isso claro é assumir que toda imagem é resultado de intenções e verdades específicas, incompletas. O ao vivo do teatro, num plano-sequência narrativo, que nos convoca a adentrar cada cena e cada imagem. Ao meu corpo, acoplamos um equipamento que parece uma extensão de quem sou. Eu e câmera como um único ser. O corpo-câmera em cena, junto com outros corpos, numa dança narrativa entre imagem e gesto. Um corpo-câmera que é olho presente, recortando o que mostrar e como mostrar, sempre a partir de escolhas compartilhadas e ensaios. Cada quadro compondo uma história. Um desafio de pesquisa e experimentação, acontecendo num espaço de amor.

O Gambiarra, portanto, como coletivo, como existência, como arte, como experimentação, como renascimento, na certeza de que a arte, tão perseguida por regimes totalitários e conservadores, como esse que vivemos atualmente no Brasil, haverá de nascer e renascer em cada canto, em cada corpo, em cada fresta, fissura. E assim, como o monge descabelado de Manoel de Barros, haveremos de construir ruínas que abriguem a palavra amor. Porque, sim, acredito, com amor nos salvamos. (DEA FERRAZ)

UM CAMPO DE ENERGIA
Quando estamos diante da cena performática, estabelece-se uma conexão corpórea entre público e artistas. Sinto, assim que um espetáculo começa, como se um campo de energia se formasse. Hoje, nesse universo virtual, tal e qual o real, estamos diante de muitas propostas cênicas, realizadas por muita gente. A ferramenta é aberta para quem quiser experimentar, é livre e está em construção. Para mim, é excitante viver algo nesse campo, que está em processo e se firmando esteticamente.

Sempre fui uma pessoa do audiovisual e confesso que vi poucas peças de teatro na vida. Algumas delas, no Bar do Mamulengo, ao participar da construção do Movimento Marsenal. Em outro contexto, quando trabalhei com Lívia Falcão, no espetáculo Opá, uma missão, entendi a potência do fazer teatral, o se arriscar, atuar, dançar, entrar em sinergia com o palco e lidar com o erro.

Nessa experiência do Gambiarra, apesar de a tela trazer a referência de um filme visto em casa, o controle remoto perde, completamente, o poder. É muito estimulante sentir o preparar-se do público, desde a compra do ingresso à entrada na sala virtual. A partir das 20h, soa o primeiro gongo, seguido por outros dois às 20h10 e 20h15. Não há ninguém na nossa frente, e às vezes fazemos o espetáculo, aparentemente, para uma bela lua cheia e alguns patos que rondam o teatro, grasnando suavemente. Parece um ensaio geral, mas as poucas palavras, o ofegar da equipe que respira junto, o silêncio concentrado, a passagem do texto em voz baixa revelam uma energia que se aproxima da ideia de teatro. Alguns segundos antes do início, o axé com olhos nos olhos. Taquicardia, as mãos suadas: sou o responsável por levar a imagem feita por Dea e encenada por Cláudio e Olga à casa de cerca de 100 pessoas atentas.


Ferrario e Dea Ferraz remontam Martelada no novo formato
entre o teatro e o cinema

O fato de estarmos fazendo um espetáculo via web amplia o risco. A conexão, o cabo preso à câmera, as interfaces de vídeo, o áudio, os softwares utilizados, todos os componentes que nos ajudam a transmitir essa magia também podem jogar tudo por água abaixo. E esse tudo é teatro ou é cinema? Nas conversas que propomos, depois das apresentações, artistas de cada uma dessas linguagens fizeram importantes colocações sobre isso. Porém, muito mais importante que nominar essa experiência é sentir o quão ela está tocando pessoas.

A imagem em sequência produz um estado de imersão, e o contrato de saber que tudo acontece ao vivo também. Durante um dos debates, falaram em Orson Welles, Glauber Rocha… lembrei também de Cassavetes e seu cinema amplificado pelo teatro. Uma das coisas que mais me interessam no cinema tem a ver com o corpo do ator. A dança da câmera com os personagens, os signos trazidos em close-up e a possibilidade da quebra de quarta parede através do olhar para a lente convidam o público para um olhar e uma escuta ativos. É um chamado a respirar fundo e mergulhar.

Na (Re)Invenção da palavra, um dos espetáculos que apresentamos, há essa fala: “Qual vida se pede a vida?”. Trago-a porque essa questão tem me invadido, com mais frequência desde o início da pandemia. Se ela continua sem uma resposta, sei que a vida que se apresentou para ser vivida, nessa quarentena sem fim, começou quando eu, Olga e Davi, nosso filho, nos mudamos da cidade. Há oito meses tivemos o privilégio de mudar de paradigma. O campo tem-me alimentado: cuidar da horta, ver as folhas crescerem, colher frutos, ver nosso filho se relacionar com a terra é um respiro à falta que está fazendo a socialização. E é nesse ambiente de criação onde estamos a manufaturar e empreender arte. Se sempre refutei, veementemente, trabalhar com o que não gosto, agora, passado esse medo que me assombrou no início da pandemia, estou a fazer o que amo, e isso reverbera no que faço. E compartilhar essa energia com o coletivo faz tudo ir ainda mais longe. Vida longa ao Gambiarra e a todas as iniciativas genuínas. Um viva ao risco e à arte! (HUGO COUTINHO)

AMIZADE E AUTOCONHECIMENTO
Uma das coisas das quais gosto muito em ter escolhido viver da arte da presença, da atuação, são os encontros que essa escolha me proporcionou. O teatro me trouxe relações profundas de amizade e sempre foi um caminho de autoconhecimento e observação ativa de mim mesma. Amo e busco incansavelmente, mesmo sem saber, voltar sempre à sala de trabalho para me lançar novamente, coletivamente, e mudar as chaves de um corpo cotidiano, automatizado e individualizado, para uma ação de abertura, diversão e risco. Poder ser protagonista e observadora, atriz e autora, das quedas das máscaras do meu próprio ego, errar, acreditar nas personagens, amar as minhas personagens, ver as pessoas buscando novas formas de ser, enquanto eu, também, invento ficções que passam por minhas verdades. Lanço-me no eterno vazio. Esse processo de busca que envolve muitas emoções – e, com certeza, uma paixão pelo que fazemos – é muito valioso para mim, é um motor e ao mesmo tempo um direcionamento de vida. O Gambiarra, para mim, nasce desse vazio e do terror de não poder encontrar presencialmente as pessoas, nasce de uma dúvida: como seguir?

Depois de um tempo de contenção, de reter, de gestar novos começos, cheia de olhos meus a me mirar cada vez mais para dentro: quarentena, contrações de me gestar, contra a ação, contra presença, remar contra a correnteza do que sempre fui… Meu corpo que era agora feito só de olhos meus pra mim, sentia falta do encontro, da troca, sentia falta do teatro. E aí, como um rio que não cessa nunca de correr para o mar, volta aquela inquietação, aquele rebuliço na alma que procura onde abrir as asas e vai abrindo os caminhos todos pela frente. Como uma divindade da mata, o teatro voltou e, para nascer, ele precisou de máquinas. Misturado, mexido, balançado, como as águas doces e salgadas, como o agora suportava ser, o teatro vivo na presença. Jamais poderia ser engessado, morto, o teatro é imorrível, e ele agora dependia de uma gambiarra tecnológica, muito séria: para nascer? Não! Para me dar a vida.


O minigalpão da casa tornou-se o Cineteatro Gambiarra

Essa dimensão de uma vida em casa, de um tempo longo sem sequer ver meu pai (Cláudio) e Dea foi o início de toda Gambiarra que viria. Cheguei em Gravatá, junto com meu companheiro Hugo, e Davi, nosso filho, nesta casa do meu avô (também chamado Cláudio), carregada de memórias da minha infância. Um reencontro depois de quatro meses com Dea e meu pai e um desejo imenso de articulação, de movimentar as engrenagens do fazer. E o que antes era um espaço para criar carneiros, um minigalpão, uma ruína cheia das marcas dos anos, começou a ser nosso ponto de partida.

Quando a gente se lança verdadeiramente numa construção, nos deparamos com a força da natureza e ali a tínhamos, ao redor, na sinfonia dos bichos, na nossa dança para se escutar. Firmamos uma rede de apoio e aqui volto para os amigos e amigas que falei ter ganho com o teatro: Luciana Raposo, iluminadora maravilhosa, dispondo um jogo de luz; Murilo Corrêa, com quem vinha praticando ioga e meditação online, emprestou sua conta no Zoom para que pudéssemos começar; Dida Maia, fazendo o design das nossas peças gráficas; a Tuiuiú, nos apoiando com comidas deliciosas; a Jacaré Filmes, com equipamentos de filmagem; Lívia, minha mãe, estando com meu filho/seu neto nos dias de espetáculo, para que pudéssemos nos apresentar.

E nós quatro, Hugo, Dea, Cláudio e eu, dividindo funções dessa nova forma de fazer. Dea, numa câmera ativa, corporal, sensorial, se tornou personagem, com mais o corpo dela em cena, nossa dança se transformou: dança é narrativa, a história precisava ser contada de outras formas. Hugo, com seus tentáculos de polvo do mar, fazendo a luz e o som dos espetáculos, além de ser responsável por todo aparato técnico e de streaming. Cláudio e eu, como os dois loucos que iríamos representar, nos olhávamos como que perdidos, sentindo as rupturas que tínhamos que fazer para dar vida às criaturas nesse novo formato.

O teatro, o cinema e a arte são necessidades. Poder voltar a ver os olhos das pessoas que vêm assistir, o desejo, a fé, a necessidade de encantamento, de sonhar, me dá a certeza de que não tem volta, o teatro é a vida que escolhi! (OLGA FERRARIO)

AR, TEAR, ARTE
Confesso que me demorei em começar a escrever este texto. Não porque não sabia ao certo o que dizer, mas, porque havia várias possibilidades de caminhos, que poderiam ser trilhados pelas palavras, para tentar responder à pergunta que me foi colocada: o que é, para mim, o Cineteatro Gambiarra?

Depois de muito matutar, sem muito sair do lugar, percebi que, talvez, a melhor maneira de tentar respondê-la fosse não escolher os tais caminhos, mas permitir que eles se apresentassem livremente e que, de preferência, se misturassem. Para tal, teria que desprezar o tempo cronológico, sempre tão ranzinza, inadequado, e deixar que as mais variadas lembranças fluíssem e me invadissem sem pedir licença. Elas, de certa maneira, seriam os tais caminhos.

 
Cláudio e Olga Ferrario em A (Re)invenção da palavra

Para provocá-las, escrevi as palavras AR, TEAR, ARTE e, magicamente, um filme ininterrupto começou a brotar dos labirintos das minhas memórias. Vi-me no Teatro Bar Mamulengo, a manufaturar, com muita gente amada, o Movimento Marsenal. Vi-me, depois de uma noite de ensaios, a pintar o nome Cara Metade pelos muros do Recife, na companhia do para lá de querido João Falcão. Vi-me no inquebrantável Vivencial Diversiones, a contracenar com o inesquecível e insubstituível Pernalonga. Vi-me com o comparsa irmão Nilton Pereira a desbravar as ruas, a ouvir o povo com a TV Viva. Vi-me com a minha mais que amada companheira de sonhos e vida, Dea Ferraz, a respirar, enquanto fiávamos a série Teia. Vi-me a olhar a minha filha Olga, a mesma que hoje me ensina a reinventar palavras, com os seus três para quatro anos, correndo feliz por lá, por esse mesmo Cineteatro Gambiarra, que há quase 30 anos nasceu como Granja Sabiá, um espaço criado por meu pai.

Apaixonado por bichos, o velho Cláudio queria passar o resto do tempo que lhe foi dado viver a criá-los e cuidá-los, para vê-los voar, cruzar, nadar e andar para lá e para cá, soltos e livres. Patos, pavões, galinhas, faisões, gansos e outros tantos bichos de penas ainda estão por lá, em volta de um barreiro, cheio de tilápias, cágados d’água e em meio a muitas árvores frutíferas. É por lá que nós estamos construindo o Cineteatro Gambiarra e aprendendo a voar com quem sabe. Portanto, para mim, ele é muito mais do que um espaço de experimentação desse atravessamento entre teatro e cinema de que tanto falamos. É um lugar que nos provoca o repensar de quem somos e o que queremos da vida. É um lugar que exige saber como será o mundo que desejamos deixar aos que virão depois de nós.

É como se, por lá, saíssemos do olho do redemoinho e conseguíssemos enxergar, com mais clareza, esses tempos estranhos, obtusos, pandêmicos, reacionários, como uma chance de sermos melhores e de acreditarmos ainda mais na força do coletivo. Nossos corpos, nossas mãos, nossos olhos são AR. Inspiramos TEAR, metabolizamos e expiramos ARTE. (CLÁUDIO FERRARIO)

COLETIVO GAMBIARRA, composto pela cineasta Dea Ferraz, o músico e cineasta Hugo Coutinho, a atriz Olga Ferrario e o ator e dramaturgo Cláudio Ferrario.

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