Clique ao lado para visualizar o sumário da nova CONTINENTE.

Depoimento

Uma caçadora de histórias

Educadora explica como ancestralidade e formação amalgamam as histórias que conta às crianças

TEXTO KEMLA BAPTISTA, COM COLABORAÇÃO DE SAMANTA LIRA

05 de Maio de 2020

Nas contações de histórias, Kemla traz ao público narrativas da ancestralidade afro-brasileira

Nas contações de histórias, Kemla traz ao público narrativas da ancestralidade afro-brasileira

Foto Divulgação

[conteúdo na íntegra | ed. 233 | maio de 2020]

contribua com o jornalismo de qualidade

Eu sou Kemla Baptista. Mãe, filha, educadora e contadora de histórias. Ensinaram-me que meu nome significa flor de lótus. Sempre tive orgulho dele, por mais que os outros o achassem estranho.

Sou filha de um carioca, ex-atleta profissional de futebol, que se tornou músico e foi, nos anos 1980, uma das figuras fundamentais na difusão do samba e do pagode no Recife. Jorge, seu nome. Muitos em Pernambuco o chamavam de “Jorge Maneiro”. Confesso que não gostava dessa forma de chamá-lo, mas depois que ele faleceu, em 2008, o apelido passou a fazer muito sentido para mim. Minha mãe, Dona Hercília, é pernambucana e atua como educadora há mais de 30 anos. Fui concebida no Rio de Janeiro, mas nasci em Pernambuco. Além da vivência compartilhada pelos meus pais, por ter morado um tempo no Rio, mais velha, considero-me um misto das referências culturais que pulsam aqui e lá.

Aprendi a tocar por conta de papai, e considero que herdei dele o “DNA artístico”. Ser educadora, decerto, é por influência de mamãe. Essas duas pessoas me deram a base, no sentido de fazer e pensar no outro. Eu lembro que meu pai, quando eu era muito novinha, organizava uma colônia de férias com atividades esportivas em uma escola pública, em Paulista. Ele arrumava camisas e bermudas, para que as crianças pudessem jogar futebol, em fábricas de tecido, que eram bastante comuns naquela região. Uma vez, ele voltou com as costas marcadas, porque estava sem carro e teve que carregar um saco cheio de roupas. Parecia a versão preta do Papai Noel (risos). Minha mãe, por sua vez, se desdobrava em mil para levar recursos criativos aos estudantes. Eu via neles a vontade de fazer, independentemente de qualquer coisa; o desejo de transformar. Isso, numa época em que não existia discussão sobre empreendedorismo social.

Assim eu cresci, presenciando ações desse tipo vindas de meus pais, mas também vendo muitas outras coisas. Eu era a única criança do meu bairro que escutava, por exemplo, A tábua de esmeralda, de Jorge Ben Jor. As referências que eu tinha em casa eram muito fortes. Fui construindo, durante toda a minha vida, pela influência de meus pais, um laço firme de existência e pertencimento. Em tempos que as famílias negras foram sendo cada vez mais extintas nesse país, por conta do mito da democracia racial, quando as formações familiares começaram a ter uma fusão maior de raças, a resistência em ser família preta era algo perceptível para mim. Eu só não entendia bem o que era, mas percebia um estranhamento por parte de outras pessoas, quando íamos a uma loja comprar um sofá bonito. Eu não esqueço. Aos seis anos, vi racismo pela primeira vez, de entender que tinha a ver com a nossa cor. Antes disso, quando falava que meu pai jogou em grandes clubes brasileiros e as pessoas riam, eu achava que era porque não estavam acreditando em mim.

Mais tarde, estudei Pedagogia, e a experiência de ter trabalhado com educação infantil, mediando leitura em escolas e ONGs – tanto em comunidades ditas mais vulneráveis quanto em escolas de classe média, onde tudo era próspero e possível – foi um caminhar muito importante para definir o que eu sou hoje. No processo de transitar por diferentes realidades, identifiquei a necessidade de que nós, pessoas negras, temos de perceber e entender as próprias histórias.

Uma coisa sempre ficou meio oculta, que era a relação com a minha ancestralidade. Como o meu núcleo familiar era voltado para a vida acadêmica, meus pais foram se distanciando da vertente afro-religiosa. Era algo de que eu só ouvia falar. Sabia que existia orixá, sabia que existia uma saudação, mas se tratavam de coisas bem distantes do meu cotidiano. Da família do meu pai, no Rio, apenas o meu tio-avô seguia com o sacerdócio. Do lado da família da minha mãe, existia um certo medo, porque aqui em Pernambuco houve uma repressão policial muito forte às comunidades de terreiro, nos anos de 1940 e 1950, e meus parentes passaram por situações de serem apontados como “a família dos xangozeiros”, por conta de uma prima do meu avô que era ialorixá (depois eu fiquei sabendo que ela tinha uma casa na região da Mangabeira e era muito conhecida na época).

Essa era uma história que eu queria saber, mas ninguém me dava detalhes, ficavam envergonhados, porque dar certo na vida era outra coisa. Imagina… Todas as filhas dos meus avós se formaram, foram professoras, e isso era um grande evento para a época: mulher preta, suburbana, ter acesso à universidade. Os filhos, igualmente, funcionários públicos. Essa era a demonstração de sucesso para as famílias negras, que representava uma ascensão, uma possibilidade de estabilidade e projeção de futuro, coisa que para trás ninguém tinha. Meu avô era de Santo Amaro e estudou só até a antiga quarta série; minha avó, do interior, de uma cidade pequena chamada Jurema, perto de Limoeiro, colhia feijão quando criança.

Mas, veja, essa figura que estudou tão pouco era umas das pessoas mais inteligentes que eu já conheci. Meu avô, Gentil, foi um dos maiores contadores de histórias da minha vida. Ele conseguiu plantar cana no jardim de casa, e, no quintal, construiu uma moenda de madeira. Cinco horas da tarde, se via a cena mais cinematográfica afetiva que existe. Todo mundo chegava em casa e se reunia para fazer um lanche: um comia um inhame, outro um “anguzinho”, e eu, caldo de cana com pão doce. Era um dos melhores momentos do meu dia. Meu avô me contava por horas as suas histórias, contava a história do Brasil a partir de suas próprias memórias. Conceito de classes sociais, de divisão de trabalho, tudo isso que a gente só estuda mais tarde, ele falava com a maior naturalidade.

Com meu pai, uma figura meio materna em relação à participação exercida em minha criação, fui aprendendo outras histórias também. Histórias do samba, do futebol, de um Rio de outro tempo. Essa vivência me moldou. Desde cedo, sendo estimulada a ouvir. As histórias de livros vieram através de minha mãe e de sua irmã mais velha. Foram elas que me apresentaram aos meus primeiros livros. Por sinal, ainda tenho na estante os primeiros que li: Pintinhos e pintinhas, Siri Patola e Se as coisas fossem mães, de Sylvia Orthof.


Kemla Baptista. Imagem: Divulgação

Ainda na graduação em Pedagogia, decidi fazer um documentário. Não entendia nada de vídeo, então contei com a ajuda de um amigo que estudava Rádio e TV. Soube, por minha mãe, da existência de um senhor chamado Zeca do Rolete, da comunidade do Tururu, no Janga, hoje muito conhecido como mestre de coco de roda. Ele é o personagem central do meu doc etnográfico Vamo batê o coco. Foi uma produção amadora, sem nenhuma pretensão. Chamei vários amigos que são músicos expoentes (Guga Rasta, Bruno Vinezof e Carlos Amarelo), e nós brincamos e conversamos em frente à casa do Seu Zeca. Ali, eu fui percebendo que a minha vontade de contar histórias só crescia.

Quando meu pai faleceu, fui morar no Rio e voltei para a área de educação, mas sempre pensando na última referência de trabalho que havia tido, relacionada à produção cultural, teatro e a alguns projetos de narração oral. Passei a contar mais histórias, na medida em que fui notando uma visibilidade maior para contos europeus entre os artistas da narração oral. Comecei, então, minha pesquisa em tradição oral africana e afro-brasileira. Nesse meio tempo em que eu estava recomeçando a minha vida, tentando entender o que precisava fazer, também retomei o contato com a espiritualidade. Meu pai sempre falava que a gente precisa acreditar em alguma coisa para criar motivações na vida.

Muitas vezes, a escolha por uma vida acadêmica, intelectual, nos afasta da questão da espiritualidade, por conta da razão e do pragmatismo. Além disso, essa vida é construída a partir de uma visão eurocêntrica, e isso acaba por embranquecer nosso pensamento e postura. Acredito que a realidade de gerações de famílias negras se afastando de suas origens religiosas, na maioria dos casos, tem a ver com essa questão.

***

Nessa retomada, descobri que sou ekedi (cargo sacerdotal feminino que atua, entre outras coisas, como porta-voz de um orixá na terra). Muita gente pensa que candomblé é uma coisa só: um bando de gente tocando tambor, saias rodadas, pano na cabeça e acabou. E não é assim. Vários grupos étnicos africanos vieram para o Brasil, e cada grupo tinha sua prática religiosa espiritual, com divindades e formas de culto específicas. A tradição da qual faço parte é o Candomblé Ketu, a mais conhecida “nação” do candomblé, que tem origens nas tradições dos povos africanos da região Ketu, incluídos entre os iorubás. Faço parte de uma comunidade que existe há mais de 80 anos, no Rio de Janeiro, no Bairro do Grajaú, bem próximo da Tijuca, a Ilè Asè Nã Má Yó Min.

Na minha trajetória dentro dos espaços escolares, quando voltei ao Rio de Janeiro, várias coisas foram acontecendo, isso tudo alinhado ao que eu estava vivenciando no início da minha vida religiosa. Fui percebendo, aos poucos, nas escolas em que frequentava, uma necessidade de identificação por parte de algumas crianças que também eram da minha religião. No ambiente escolar, elas queriam falar do terreiro, e no terreiro, eles queriam falar da escola. Não eram as mesmas crianças, mas eram as mesmas necessidades.

Normalmente, dentro de ambientes afro-religiosos, tem muita criança. Afinal, são lugares frequentados por grupos familiares. E essas crianças me relatavam situações de preconceito religioso que enfrentavam. Isso mexeu comigo, principalmente por se tratar de uma constante. Foi quando resolvi contar histórias em momentos possíveis para equalizar a expansividade delas com a seriedade dos atos religiosos. Começou assim, muito despretensiosamente.

Com o tempo, percebi que essa era uma demanda de vários lugares. Quando as pessoas tiveram conhecimento de que eu estava fazendo isso dentro da minha comunidade de axé, fui sendo chamada para realizar esse trabalho fora dela também. A atividade consiste na formação de rodas para apresentar contos tradicionais, escolhendo o tema a partir do calendário de atividades daquela comunidade religiosa específica. Assim como na religião católica, nas nossas tradições, também reverenciamos determinadas divindades de acordo com a época. Cada terreiro tem seu calendário litúrgico, digamos assim.

Assim, além de vivenciar outras realidades, passei a conhecer os calendários religiosos de outras comunidades. Mas a minha preocupação nunca foi a de dar ensinamento religioso, porque isso cabe a ialorixá ou babalorixá da comunidade. A minha ideia era falar sobre afetividade, era que a criança tivesse um canal de comunicação naquele espaço, onde ela pudesse colocar para fora as suas inquietações. A infância é uma fase em que você nem entende direito o que é racismo, muitas vezes. Começamos, então, a fazer essas movimentações lá no Rio. Enquanto a coisa crescia, fui percebendo que não daria conta da demanda, por conta da estrutura financeira. Nem sempre os espaços religiosos tinham condições de disponibilizar um carro para o meu deslocamento, por exemplo.

Além disso, fui entendendo que esse trabalho não poderia ficar limitado aos terreiros. Nas escolas e ONGs, de certa forma, eu já trazia um pouco dessa minha perspectiva de trabalho. O projeto de arte-educação Caçando estórias começou a acessar museus, teatros, entre outros centros culturais, como o CCBB – RJ e unidades do Sesc, além de festivais pelo Brasil, como o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), em Pernambuco, e o Festival de Arte Negra (FAN), em Minas Gerais.

Se for para contar história da Bela Adormecida ou daquela princesa valente, a Merida, tem que falar de Oxum, Iansã e Obá também. Divindade é divindade. Mas, para o público infantil, é mais acessível apresentar como reis, rainhas, príncipes e princesas, do que no conceito abstrato de divindade. Todas as crianças falam em Thor, Zeus, Afrodite… Não são divindades? E por que as africanas não são admitidas?

Essa lógica sempre me incomodou, e é a base que forma o que o Caçando estórias é hoje. A origem é esta: de um comprometimento ancestral, com a educação e com a luta antirracista. Eu não falo apenas de religião, falo de experiência cultural, de tradição e memória. Segundo Vanda Machado, escritora, pesquisadora, educadora e notável mulher de axé da Bahia, esses contos, os nossos mitos, educam para a vida. Através de uma história, a gente pode falar sobre a natureza, características psicológicas e sociais, exclusão e representatividade. Uma história é uma demonstração de como essas coisas se expressam na vida.

Quando comecei, via as pessoas contando histórias numa perspectiva artística mais próxima do entretenimento, com roupas e recursos ultracoloridos. Isso é aplicável também, mas eu sentia que elas estavam esquecendo uma coisa muito importante: a palavra. Eu ficava horas ouvindo meu avô contar histórias. Ele com uma bermuda velha, chinelo de couro e uma camisa pendurada no ombro, no máximo. A mesma coisa com o meu pai, enquanto ele limpava seus LPs. Eles tinham cenário e figurino? Não! Mas eles tinham a força da palavra. Cenário e figurino enriquecem o trabalho artisticamente, lógico, eu até uso às vezes, mas o meu foco é a força da palavra, pois ela transmite o axé.

Não me acho “a contadora de histórias dos orixás”. Tem a nossa mestra griô baiana Ebomi Cici de Oxalá, a própria Vanda, que eu mencionei aqui... Elas vieram bem antes de mim e têm uma vida inteira de experiência, tanto no âmbito religioso quanto das relações culturais. Sou uma formiguinha ao lado delas, mas aprendo muito. Considero-me uma divulgadora, apenas. Tenho consciência do meu “tamanho”, religiosamente e dentro desse universo dos contos. Valorizo o que tenho construído, claro, mas entendo que ainda existe um longo caminho a ser percorrido.

***

Sou filha de Obá. Ao identificarmos o nosso orixá, começamos a perceber, de fato, alguns propósitos em nossa vida. E, quando penso em Obá, lembro que ela é mulher, líder da comunidade feminina de Elekô, de guerreiras e caçadoras, de mulheres autossuficientes. É daí que vem a minha ancestralidade. Posso ser muito jovem para realizar certas coisas dentro do âmbito religioso, mas, fora dele, já tenho condições de zelar por essa ancestralidade. O Caçando estórias é isso. Se o pouco que eu posso fazer é trazer uma imagem positiva sobre o universo dos orixás, fazendo com que as crianças praticantes e não praticantes possam coexistir de maneira positiva, já estou satisfeita. É uma forma de resistência, de quebrar o preconceito. E levo isso muito a sério.

Eu mudo meu texto sempre. O texto é uma espécie de guia, mas ele sempre muda. A narração de uma história, mesmo que seja num espetáculo, pode até ter uma marcação cênica, mas ela não é milimetricamente ensaiada, com um texto que não pode sair da linha hora nenhuma. É a essência da narrativa que fica. Se eu estou contando uma história, e tem uma criança que fala: “Na minha casa também é assim”, eu vou fingir que não a escutei? Não, vou interagir com ela, porque eu não estou contando a história sozinha.

Esse é um trabalho que vai além de contar uma história. Tenho a perspectiva de narrar os contos, claro, mas também de fazer um desdobramento disso, através de uma vivência, de um ateliê criativo, onde utilizo técnicas de arteterapia. Ou seja, a proposta do projeto é também fazer uso de ferramentas que possibilitem a criação de um canal expressivo, para que essas crianças se desenvolvam criativamente e emocionalmente.

Ao voltar para Pernambuco, depois que engravidei de Ayòdele, comecei a identificar a necessidade de ampliar ainda mais a experiência do Caçando estórias, gravando vídeos. Quando minha filha nasceu, fui, aos poucos, colocando esse projeto em prática. Com o suporte do meu marido, Raphael, que é produtor cultural e tem um domínio maior de audiovisual, de produção e edição, pude estabelecer meu canal no Youtube, resgatando aquela sementinha plantada em 2006, quando realizei o documentário sobre Zeca do Rolete na graduação.

No meio digital, além da contação de histórias afro-brasileiras, apresento propostas de atividades lúdicas e dicas de livros. A página do projeto no Instagram, inclusive, já passou da marca de 11 mil seguidores. Por conta dessa iniciativa, fui selecionada para participar do Creators Boost, a única aceleração para criadores de conteúdo no Brasil, realizada pela Youpix em São Paulo.

E por que “Caçando estórias”? Eu falei da minha ancestralidade, de Obá, que é uma grande caçadora e estrategista… Mas tem também o ponto de vista de estar desbravando as tradições afro-brasileiras, as memórias, e repassando-as na contação de histórias. E é “estórias”, com “e”, porque tem um sentido lúdico, do que é contado de boca em boca. A partir disso, as próprias crianças são colocadas nesse patamar de desbravadoras. Crianças brancas também, para que desenvolvam empatia e respeito pelo universo das africanidades, considerando que o preconceito vem do não conhecimento.

Em 2018, completei 10 anos de Caçando estórias. Para celebrar, realizei, sem patrocínios, o Aguerezinho, o Festejo dos Contos, no Jardim do Museu da Abolição, no Recife. Trata-se de uma tarde de atividades gratuitas e lúdicas para festejar a infância, os mitos e convivências afro-brasileiras, em comemoração ao Dia das Crianças. A proposta é convidar as famílias a repensarem a ótica eurocêntrica da infância, a inverterem a lógica consumista dominante, trocando o shopping pelo jardim, a excessiva compra de brinquedos pelo compartilhamento de afeto, o celular por um livro e uma boa história. Afinal, o Dia das Crianças pode ser vivido de diversas maneiras, considerando, inclusive, os legados afro-brasileiros.

No jardim, as crianças brincam, aprendem, ouvem histórias e mostram que são agentes criadores de arte. Elas também fazem apresentações artísticas, têm contato com brincadeiras tradicionais africanas, vivenciam a capoeira angola, percussão, pintura, desenho, ioga, além da confecção de turbantes e penteados africanos. Em 2019, a festa cresceu ainda mais. Também tenho caminhado para a escrita de contos infantis. Em breve, lançarei meu primeiro livro, e é uma alegria imensurável poder realizar isso. Hoje, o Caçando estórias integra a RNPI – Rede Nacional da Primeira Infância, e estou na RIC – Rede Internacional de Contadores de Histórias. São muitas realizações.

Nós, negros, tivemos nossa espiritualidade reprimida durante toda a história desse país. Tivemos nossos laços ancestrais destruídos pela escravidão e pelo racismo estrutural. Hoje, vivenciamos um contexto político e social extremamente adverso, então precisamos desenvolver estratégias de enfrentamento. É aí que entra o Caçando estórias, colocando a arte e a educação em função da diversidade.

KEMLA BAPTISTA, educadora, contadora de histórias e empreendedora social.
SAMANTA LIRA, jornalista.

Publicidade

veja também

Thiago Thiago de Mello: ‘Amazônia subterrânea’

Ingeborg Bachmann: ‘O tempo adiado’

Moderno antes do modernismo

comentários