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Max Martin compõe para artistas como Katy Perry, Adele e Taylor Swift. Foto: Polar Music Prize/DivulgaçãoMax Martin compõe para artistas como Katy Perry, Adele e Taylor Swift. Foto: Polar Music Prize/Divulgação

 

No dia 9 de junho, mais um álbum de música pop chegou ao mundo: Witness, o quinto de Katy Perry. Bastante aguardado por fãs, principalmente após a boa impressão causada pelo single lançado em fevereiro, Chained to the rhythm, o disco dividiu a crítica: enquanto o Pitchfork deu pontuação 4,8 e o Allmusic, duas estrelas, a Rolling Stone concedeu três e o NME, mais generoso, quatro. Em nove das 15 faixas desse lançamento, um nome se repete nos créditos, Max Martin. O compositor e produtor sueco já havia sido responsável por alguns sucessos da cantora norte-americana, uma das best-sellers da música hoje. Dentre eles, I kissed a girl (2008), Hot n cold (2008), California gurls (2010) e Roar (2013) – no YouTube, o hit já ultrapassou a marca dos 2 bilhões de acessos.

O rosto e a voz de Katy Perry são conhecidos por boa parte dos 9 bilhões de terráqueos, enquanto Max Martin pode circular tranquilamente pelas ruas mundo afora, que provavelmente não será reconhecido, mesmo sendo autor de dezenas das músicas mais executadas nos últimos 20 anos, escrevendo e produzindo para artistas e grupos, como Backstreet Boys, Britney Spears, N’Sync, Kelly Clarkson e Avril Lavigne. Seu nome também consta nos créditos dos dois recentes vencedores da principal categoria do Grammy, Álbum do Ano: 1989, de Taylor Swift (2016), e 25, de Adele (2017).

Com 21 hits nº 1 no Hot 100 da Billboard, Max Martin é o compositor com o terceiro número de singles na lista, atrás apenas de Paul McCartney (32) e John Lennon (26). Sua importância na indústria fonográfica é tanta, que ele foi apontado como a terceira pessoa mais influente da Suécia, só perdendo para os membros do ABBA, Anni-Frid Lyngstad e Benny Andersson (2º lugar), e o dono da IKEA, Ingvar Kamprad (em 1º).

Nascido num subúrbio de Estocolmo, Martin Karl Sandberg estudou no programa de educação musical pública de seu país e começou a carreira como integrante da banda It’s Alive, que chegou a lançar dois discos. Em 1993, ao assinar contrato com o Cheiron Studios, afiliado da BMG, o produtor Denniz Pop descobriu em Martin o talento para escrever canções pop e o trouxe para sua equipe de compositores, ao mesmo tempo em que o transformava em seu aprendiz na produção. Trabalharam juntos no segundo álbum do grupo pop sueco Ace of Base, The bridge (1995), que vendeu seis milhões de cópias.

Em 1995, mesmo ano em que deixou sua banda, Martin foi convocado para trabalhar no debut dos Backstreet Boys, uma boy band recém-contratada pelo selo Jive (BMG) para ocupar o terreno do New Kids on the Block, que, entre 1986 e 1994, vendeu 80 milhões de cópias. Para o álbum, lançado em 1996, o compositor e produtor escreveu seus três primeiros hits, As long as you love me, Quit playing games (with my heart) e Everybody – as duas últimas como coautor.

Quando, em 1998, Max Martin criou e coproduziu o primeiro hit de Britney Spears, Baby, one more time, ficou comprovado que os hits iniciais dos BB não foram um lance de sorte. Nesse mesmo ano, Denniz Pop faleceu de câncer, com apenas 35 anos, e seu pupilo assumiu o lugar do mestre, construindo um império na indústria musical e uma metodologia de composição que abandona a ideia romantizada de um compositor criando a partir de uma inspiração divina.

Leia texto na íntegra na edição 199 da Revista Continente (julho 2017)

capa 199
CONTINENTE #199  |  Julho 2017

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