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Alexander Deineka/ReproduçãoAlexander Deineka/Reprodução

 

Há 100 anos, insurgia-se uma revolução na Rússia que levaria ao fim o regime czarista, com a deposição e fuzilamento do czar e sua família, e a chegada ao poder dos bolcheviques, liderados por Vladimir Ilyitch Ulianov, o Lênin, em outubro de 1917. Não demorou para o país ser rebatizado de União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS e se tornar protagonista nas disputas mundiais. Para os revolucionários, esse era apenas o primeiro passo no processo que levaria o bolchevismo a todo o mundo.


Os fatos mostram que essas expectativas não se confirmaram. Mas é inegável o papel central da Revolução de Outubro nos acontecimentos que se seguiram (Guerra Fria, Revolução Cubana, Guerra da Coreia…). Essa forte influência ultrapassou as barreiras da política e reverberou nas artes. Maiakóvski, Malevitch, Stravinski, Stanislavski e Eisenstein são alguns dos artistas cujas obras refletem esse contexto. A arte russa foi marcada pela revolução – seja pela adesão ou negação – e este é o ponto de partida da nossa capa.


Como coloca Fábio Andrade, em seu artigo, a despeito do fracasso das grandes revoluções, o homem contemporâneo segue precisando delas, mas, agora, num contexto de micropolíticas. “Com o desgaste das grandes utopias, das promessas de um futuro de justiça social amplo e definitivo, encaramos a dura tarefa de pensar a mudança ao alcance da mão, perto de casa, na relação com o vizinho, com nossos filhos, nossos amantes. Uma revolução diária que parece ser o tom da literatura”, escreve.


Além da discussão desse tema instigante, trazemos para nossas páginas a tradição das parteiras, cujo dia internacional é celebrado em 5 de maio. Viajamos por algumas regiões de Pernambuco e conversamos com mulheres que ajudam outras a trazerem seus filhos ao mundo através de um conhecimento ancestral, carregado de afeto, espiritualidade e rituais.


Nesse olhar para o interior fomos também até a Usina Santa Terezinha, situada no município de Água Preta, na Mata Sul do estado, onde teve início, em 2015, o projeto Usina de Arte, que se propõe a mudar a paisagem dessa região, tomada pela cana-de-açúcar, através de residências artísticas, oficinas e incentivo à economia criativa.

capa 197
CONTINENTE #197  |  Maio 2017

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