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Ilustração: Pedro Zenival/ReproduçãoIlustração: Pedro Zenival/Reprodução

 

Em quantos dias se faz uma revolução? Como nos mostra a História, revoluções nunca começam e terminam como registra o calendário oficial, mas são gestadas em vários acontecimentos que a antecedem e repercutem por muito tempo, em várias camadas, numa imagem um tanto gasta, mas eficaz: como uma pedra atirada na água. Assim se deu, também, com a Revolução Pernambucana de 1817, quando muitos defendem que o nacionalismo, a ideia de Brasil, nasceu, porque esse motim emancipatório queria ver esta terra livre dos colonizadores. Foram somente dois meses, mas aquele episódio – também conhecido como Revolução dos Padres – lançou uma importante semente libertária.


São 200 anos desde aquele 6 de março, quando os revoltosos proclamaram o Governo Provisório da então província de Pernambuco. Nesta edição, rememoramos o assunto, direcionados principalmente pelos lançamentos sobre o tema que a Companhia Editora de Pernambuco – Cepe fará ao longo deste ano. Entre as obras em edição, selecionamos os primeiros episódios da HQ 1817 – Amor e revolução, e a trouxemos em primeira mão para você, leitor. O trabalho foi realizado em parceria pelo escritor Paulo Santos de Oliveira, o quadrinista e ilustrador Pedro Zenival e o designer Alex Dantas.


Em outro momento da revista, Pernambuco também encontra protagonismo, dessa vez, por um movimento de fé, que mobiliza cristãos. Em dezembro, acompanhamos a procissão de Nossa Senhora da Conceição, do centro do Recife ao Morro que ganha o nome da santa, no Bairro de Casa Amarela, e contamos um pouco do que vimos e ouvimos pelo caminho.


E a fé que move os devotos pernambucanos da Mãe vestida de azul move também a população indígena andina do Noroeste da Argentina, em torno da Mãe-Terra, a Pachamama, que, sob os preceitos dessa religiosidade, é responsável por nutrir e trazer abundância para esse povo. Num gesto que se repete todo ano (assim como a Festa do Morro aqui mencionada), os pachamamistas reúnem-se em torno da apacheta para depositar suas oferendas, cantar, dançar, pedir e agradecer. Rituais tão remotos como a própria existência do homem sobre a Terra.

capa 196
CONTINENTE #196  |  Abril 2017

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