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The Doors: banda de Los Angeles abriu o ano de 1967 com um disco arrebatador. Foto: Joel Brodsky/reproduçãoThe Doors: banda de Los Angeles abriu o ano de 1967 com um disco arrebatador. Foto: Joel Brodsky/reprodução

Há 50 anos, eram lançados os discos de estreia de The Doors, Velvet Underground, Jimi Hendrix e Pink Floyd, que promoveram uma revolução total no gênero


Quando Lou Reed morreu, aos 71 anos, serenamente em sua casa, tendo ao lado sua esposa, Laurie Anderson, era uma manhã de domingo. Ele partiu em 23 de outubro de 2013, no mesmo dia ao qual se referiu em Sunday morning, faixa de abertura de The Velvet Underground & Nico, disco que, lançado há 50 anos, deu início à sua trajetória musical. Embora tenha abordado as drogas em faixas como Heroin e I’m waiting for the man, contrariou o que se esperava dele, morrer jovem e em decorrência do vício, como Jimi Hendrix e Jim Morrison, ícones do rock que também estrearam em disco em 1967, mas morreram precocemente aos 27 anos, fulgurantes e fugazes estrelas de um ano-chave para a música.

Não se sabe se foi uma conjunção astral, uma coincidência ou o resultado da linha evolutiva do rock aliada a uma revolução comportamental, ou tudo isso junto, mas aquele ano ficou assinalado por lançamentos memoráveis, como Sgt. Pepper`s Lonely Hearts Club Band e Magical mystery tour, dos Beatles, Between the buttons e Their satanic majesties’ request, dos Rolling Stones, Younger than yesterday, dos Byrds, Sell out, do Who. Além desses, foram lançados os primeiros álbuns do Kinks, Van Morrison e David Bowie. No entanto, as estreias notáveis ligadas ao rock foram as do Velvet Underground, Jimi Hendrix, Pink Floyd e The Doors.

O álbum de estreia do Doors, autointitulado, iniciou, em janeiro daquele ano, a sequência de discos que transformariam 1967 num marco para o rock. Com nome inspirado no livro As portas da percepção, de Aldous Huxley, sobre suas experiências com drogas psicoativas, título, por sua vez, retirado de uma frase do poeta inglês William Blake (“Quando as portas da percepção estiverem abertas, tudo parecerá como realmente é: infinito”), a banda abria as portas do gênero musical para as possibilidades sonoras que despontariam.

Caracterizado pelo duelo entre o teclado de Ray Manzarek e a guitarra de Robby Krieger sobre a bateria jazzística de John Densmore, o disco começa com a protopunk Break on through, engloba o pop barroco The cristal ship, a música de vaudeville Alabama song (Whisky bar), a sedutora Light my fire, o cover do blues Black door man, e encerra com a psicodelia épica e hipnótica protagonizada pelo canto majestoso de Jim Morrison em The end – faixa que, em 1979, abre Apocalipse now, de Francis Ford Coppola, uma ironia, pois o cantor, antes de montar o grupo, formou-se em Cinema na Universidade da Califórnia.

Após a morte de Morrison, em 1970, a banda ainda lançou três discos, mas sem a mesma repercussão. Em setembro de 1981, a Rolling Stone o estampou, em sua capa – com a manchete “Ele é quente, ele é bonito e ele está morto” – uma prova da crescente adoração em torno da banda e de seu líder. A mística foi estimulada ainda por The Doors – O filme (1991), de Oliver Stone, que angariou uma nova legião de fãs.

Leia matéria na íntegra na edição 195 da Revista Continente (mar 2017)

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EXTRA:

Assista ao vídeo de Andy Wahrol de ensaio da Velvet em 1966: 

 

capa 199
CONTINENTE #199  |  Julho 2017

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