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BaianaSystem, Alceu, Barro, Vitor Araújo, Nervosa, Solange, Metallica, Leonard Cohen e Céu, alguns dos escolhidosBaianaSystem, Alceu, Barro, Vitor Araújo, Nervosa, Solange, Metallica, Leonard Cohen e Céu, alguns dos escolhidos

Dois mil e dezesseis começou com um golpe: em 10 de janeiro, o mundo perdia David Bowie, dois dias após o artista inglês ter lançado o que seria seu 25º álbum, mas que se tornou seu último, o belo e soturno Black star. O ano não foi dos melhores para a música, ainda houve perdas irreparáveis, como a de Prince e Leonard Cohen. No entanto, alguns trabalhos se destacaram, como a despedida de Cohen, You want it darker, divulgado um mês antes da morte do poeta, cantor e compositor canadense.

Para fazer um apanhado dos melhores álbuns do ano, convidamos cinco profissionais ligados a de diferentes áreas da música em Pernambucano, que escolheram três dos principais títulos de 2016. Dentre os citados, o vigoroso Duas cidades, do Baiana System, lembrado em três das cinco seleções. Foram apontados também o aclamado Tropix, de Céu, que tem produção de Puppilo, da Nação Zumbi, e algumas estreias impactantes como a de Barro (Miocardio) e Isadora Mello (Vestuário).

Para conhecer melhor o trabalho desses artistas, disponibilizamos links de matérias publicadas na revista e no site da Continente, assim como alguns vídeos. Confira as listas abaixo:


Marina Suassuna
jornalista, escreve sobre música na Outros Críticos




Duas cidades
– BaianaSystem*
A comoção em torno da banda se tornou um consenso nacional depois desse disco. Atraente a vários perfis de público pelo Brasil, o trabalho tem forte posicionamento político, com apelo popular e, ao mesmo tempo, sofisticação. Música que questiona, transcende e também emociona.
*Leia a matéria O carnaval contracultural da Baiana System

Tropix – Céu*
Com hits em potencial, Tropix impressionou o público pela combinação inusitada: o mundo dos trópicos com o digital. É a percepção do Brasil pela ótica da maquinaria, do viço robótico. Embora calcado na repetição do beats eletrônicos, o repertório traz uma rítmica essencialmente brasileira. Precioso.
*Leia a matéria A força da delicadeza

Miocardio – Barro*
Dos trabalhos mais envolventes da música popular pernambucana, Miocardio é ancorado numa ideia de música pop no que ela tem de mais refinada e versátil. Rica nos mínimos detalhes, a sonoridade foi meticulosamente elaborada com letras cantadas em português, inglês, francês, espanhol e italiano.
*Leia a crítica Miocardio, sofisticada estreia solo de Barro


Fábio Passadisco
dono da loja Passadisco

 


Valsas, canções e tudo mais o que há
– Xico Bizerra 
O compositor Xico Bizerra, depois de ter gravado 10 CDs dedicados ao forró e de ter sido reconhecido nacionalmente com canções interpretadas por Elba Ramalho, Dominguinhos, Marinês, Trio Nordestino, Silvério Pessoa e Maciel Melo, dedicou seu novo trabalho a outros ritmos, entre eles o choro, a valsa, o fado e o samba. E provou que o seu talento não tem fronteiras. Para interpretar suas novas canções, convidou Alaíde Costa, Geraldo Maia, Ayrton Montarroyos, Almério, entre outros.

Psicoativo – Zé da Flauta*
Depois de ter passado por grupos como Phetus, Quinteto Violado e ter tocado por anos com Alceu Valença, o instrumentista, compositor e produtor Zé da Flauta lançou, finalmente, seu primeiro CD solo (antes havia gravado um LP com Paulo Rafael e um CD com Fernando Falcão). Psicoativo mostra seu lado roqueiro, com fortes influências do grupo inglês Jethro Tull... Participação especial de Naná Vasconcelos na faixa Nanaturalmente.
*Leia entrevista com o artista sobre o disco AQUI

Vivo! Revivo! – Alceu Valença* 
Revisitando sua obra setentista, Alceu Valença gravou ao vivo, no Teatro Santa Isabel, o CD e DVD Vivo! Revivo!, com canções emblemáticas, como Papagaio do futuro, Sol e chuva e Agalopado. Lançou oficialmente o disco gravado na França em 1979, o Saudade de Pernambuco, e teve um box com quatro LPs lançados na mesma década. E pra fechar o ano com chave de ouro, gravou juntamente com Elba Ramalho e Geraldo Azevedo a edição comemorativa dos 20 anos de Grande encontro.
*Leia o nosso especial sobre os 70 anos do artista AQUI


Ad Luna
jornalista musical e músico



Forte – Bruno Souto*
Caso estivéssemos nos anos 1990, é bem possível que Forte estivesse em alta na programação da MTV e Bruno Souto com agenda cheia. Disco repleto de melodias envolventes, letras sensíveis que não caem no sentimentalismo barato.
*Leia a resenha Bruno Souto lança o disco Forte

Hardwired… to self-destruct – Metallica
O gigante (do metal) acordou. A impressão que se tem é de que a banda passou bastante tempo burilando as ideias. Até o antes criticado baterista Lars Ulrich se saiu muito bem em seu instrumento e como compositor. Melhor faixa: Spit out the bone.

Agony – Nervosa*
No meio metal brasileiro, havia certa desconfiança e má vontade com o trio formado apenas por mulheres. As coisas começaram a mudar com o reconhecimento internacional da banda thrash paulista e com o lançamento do potente álbum Agony, o segundo das moças.
*Leia a nossa reportagem As mulheres e a música pesada


Jarmeson de Lima
jornalista e produtor do Coquetel Molotov



Levaguiã Terê
 – Vitor Araújo
Chegando a uma maturidade de composição invejável em seu terceiro disco, Vitor Araújo nos apresenta, com maestria, uma polifonia orquestral que evoca tanto uma tradição indígena oral perdida quanto o que há de mais fino na música contemporânea.

III – Rakta
Forte, hipnótico, transgressor e cativante. Tudo isso pode ser dito do trabalho das paulistanas do Rakta. Mais do que a música, o simbólico fato de ser uma banda feminina/feminista que vem desbravando fronteiras e tocando em turnês internacionais cantando em português merece por si um grande destaque no ano.

Duas cidades – BaianaSystem
Com este álbum, o BaianaSystem mostra para o Brasil uma nova cara de Salvador tal qual a Nação Zumbi mostrava o Recife há 20 anos. Conciliando a temática e a crítica urbana com o dub, o afoxé e uma batida irresistível, as músicas de Russo Passapusso e companhia vieram pra ficar.


Patrick Torquato
DJ e diretor de programação da Rádio Frei Caneca

Isadora em "Vestuário"Isadora em "Vestuário"


Melhor Pernambucano 


Vestuário – Isadora Mello
Vestuário é um disco com todas as características de um álbum clássico. Isadora Melo apresenta segurança e ousadia em sua performance de estreia, conseguindo trazer o talentoso Juliano Holanda, que assina a produção do disco, para o seu delicado, forte e acolhedor universo feminino.

Melhor Nacional 

Duas cidades – BaianaSystem
Remontando a música pop baiana através dos mesmo elementos que deram base à AxéMusic, o BaianaSystem consegue protagonizar um novo ciclo daquela cena em seu segundo álbum, com o MC Russo Passapusso nos vocais, a guitarra baiana de Beto Barreto e os graves baianos de Marcelo Secco trazendo o peso e o swing dos sound system jamaicano com o tempero do trio elétrico.

Melhor Internacional

A seat at the table
– Solange
O surpreendente disco de Solange, A seat at the table, mostra a liberdade estética que uma artista sem compromissos com o mercado pode fazer.  Em seu terceiro disco, Solange apresenta uma obra complexa, com tom político e que resulta numa sonoridade pop e interessantíssima para ouvidos mais exigentes.

capa 196
CONTINENTE #196  |  Abril 2017

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