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Curtas

Palco Giratório

TEXTO Samanta Lira

08 de Abril de 2019

Foto Leandro Lima/Divulgação

[conteúdo na íntegra | ed. 220 | abril de 2019]

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Além do entretenimento integrando tradição e contemporaneidade, as artes cênicas permitem que o público desenvolva novos olhares para as práticas do dia a dia. A arte tem esse sentido de transformar a vida. Nessa perspectiva, o Palco Giratório, projeto de difusão e intercâmbio das artes cênicas, reconhecido no cenário cultural brasileiro, chega à sua 22a edição, possibilitando a troca de experiências entre artista e plateia, com o objetivo de valorizar a educação dos espectadores, de promover o trabalho de artistas independentes e manifestações diversificadas – como dança, circo, teatro e intervenções urbanas.

A temporada 2019 do evento foi iniciada em Natal, no dia 28 de março, com a intervenção musical dos grupos Folia de Rua e Zambêracatu, apresentação do espetáculo Meu Seridó e o show Batuque-se, de Sueldo Soares. A programação deste ano conta com 642 apresentações de 20 grupos artísticos em todo o país, e uma das grandes novidades é a Cena expandida – Circuito especial, que realizará ações como residências e mapeamento de artistas.

A diversidade de linguagens, regiões do país e faixas etárias são alguns dos critérios para seleção dos artistas que integram a grade de programação do Palco Giratório. A partir disso, a curadoria, formada por 33 profissionais do Sesc, mapeia tendências latentes no contexto atual das artes cênicas brasileiras. “A proposta é destacar questões presentes na contemporaneidade por meio da arte: a importância do diálogo, da empatia, do encontro das diferenças, a visibilidade negra, a cultura indígena, as questões do feminino, a diversidade, são algumas das temáticas presentes este ano”, comenta o analista de artes cênicas do Departamento Nacional do Sesc, Vicente Pereira Júnior.

PROGRAMAÇÃO
Além dos espetáculos, o festival também promove ações formativas, a partir de técnicas e processos de grupos criativos que integram o projeto, como oficinas abertas para todos, encontros para troca de experiências entre um grupo do evento e um grupo local e momentos para reflexão e discussão com o público.

Integrando as ações da Cena expandida, a atriz e professora de teatro Andreza Nóbrega (VouVer Acessibilidade – PE/SC) realizará sessões acessíveis, com recursos de audiodescrição, e uma oficina de teatro que terá foco na relação entre o corpo e a acessibilidade. Além disso, o grupo formado por palhaças de Brasília, Cabaré das Rachas, convocará artistas palhaças locais para a construção coletiva de um espetáculo. Outra atividade da Cena é o Performance preta no Brasil: mapeamento, escuta e mediação crítica (MA), da dupla SaraElton Panamby e Dinho Araujo, que desenvolverá junto aos artistas locais um trabalho de pesquisa e ação formativa.

Os grupos 1Comum Coletivo (RJ), Cavalo Marinho Estrela de Ouro (PE), Chocobrothers (SP), Cia Casa Circo (AP), Manada Teatro (CE), Dramaturgia Diones Camargo (RS), Quimera Criações Artísticas e Teatro Ateliê (RS), Soufflé de Bodó Company (AM) e Teatro Público (MG) também fazem parte da programação deste ano. Para mais informações, com programação e cidades por onde o projeto vai circular, acesse o site do evento: sesc.com.br/palcogiratorio.

SAMANTA LIRA é estudante de jornalismo da Unicap e estagiária da Continente.

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