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Texto vinculado ao especial de capa da edição 197 da Revista Continente (maio 2017) 

Tchekov (ao centro) lê sua peça "A gaivota" para integrantes do Teatro de Arte de MoscouTchekov (ao centro) lê sua peça "A gaivota" para integrantes do Teatro de Arte de Moscou

Em 1917,
quando aconteceu a Revolução de Outubro, era na Rússia que se fazia o melhor teatro em todo o mundo. Foi o que constatou Oliver M. Sayler, crítico de teatro norte-americano, ao desembarcar em Moscou no mês em que os bolcheviques consolidaram o poder. Pouco tempo depois, Sayler publicou o livro The theatre under revolution (Little, Brown and Company, 1920), no qual afirmou: “O teatro russo, como eu vi, durante o inverno de 1917–1918, era essencialmente o mesmo teatro que nas últimas duas décadas havia ocupado a liderança nos palcos modernos”.

Aos 54 anos, Konstantin Stanislavski já era um nome consolidado. Suas pesquisas redundariam na criação de um método com ênfase na criação do personagem cujas ideias são discutidas até hoje. Naquele momento, a principal voz de contestação ao seu trabalho advinha de um antigo aluno seu, Vsevolod Meyerhold. Os dois, que também eram atores, estiveram juntos no elenco da montagem de A gaivota, de Tchekov. A produção foi montada em 1898, ano em que teve início o Teatro de Arte de Moscou, companhia fundada por Stanislavski e Danchenko, que fora professor de Meyerhold.

Em A gaivota, o consagrado Trigorin e o rebelde Treplev, escritores de gerações diferentes, foram interpretados, respectivamente, por Stanislavski e Meyerhold. Era um prenúncio o que ocorreria na vida real. Em 1904, Meyerhold procuraria seu próprio caminho como encenador. No ano seguinte, houve uma tentativa de conciliação e eles abriram juntos um estúdio. Uma das peças na qual se debruçaram foi A morte de Titangiles, do belga Maeterlinck, cuja dramaturgia simbolista tanto interessava a Meyerhold, que ansiava por outras possibilidades estéticas além do Realismo.

Mas em 1905, ano de abertura do malogrado estúdio, a Rússia presenciou uma série de acontecimentos turbulentos, marcados por protestos contra a monarquia, sendo o mais emblemático deles a revolta do navio de guerra Encouraçado Potemkin. Evento que ficaria famoso, anos depois, quando o cineasta Sergei Eiseinstein transformou o episódio em filme. A frustrada Revolução de 1905, como ficou conhecida, foi o prenúncio da triunfante Revolução de Outubro.

A razão do estúdio não ter prosperado é descrita por Laurence Senelick, em Historical dictionary of Russian theater (The Scarecrow Press, 2007): “Eventos políticos e argumentos sobre ‘este exclusivamente teatro teatral’, no qual ‘a vida era banida do espírito humano’, levaram Stanislavski a dissolvê-lo antes de abri-lo”.

Leia na íntegra na edição 197 da Revista Continente (maio 2017)

capa 199
CONTINENTE #199  |  Julho 2017

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