×

Aviso

Please enter your DISQUS subdomain in order to use the 'Disqus Comments (for Joomla)' plugin. If you don't have a DISQUS account, register for one here

Texto vinculado ao especial de capa da edição 197 da Revista Continente (maio 2017)

Pintura "O triunfo do povo conquistador", de 1949, do artista ucraniano Mikhail KhmelkoPintura "O triunfo do povo conquistador", de 1949, do artista ucraniano Mikhail Khmelko

Literatura e revolução.
Essas duas palavras caminharam juntas por infernos provisórios e paraísos nunca alcançados. A associação entre elas se tornou um lugar-comum moderno e contemporâneo. Associação recente – é preciso dizer. Até o século XIX, que presenciou o surgimento e desenvolvimento do movimento romântico, a palavra literatura estava sempre distante da palavra revolução. Tinha as mãos sempre dadas à palavra tradição. Mas foi no século da primeira grande revolução, no sentido político do termo, no século da Revolução Francesa, que o casamento das duas palavras se deu. Sobre os escombros do Velho Mundo, sobre as ruínas da nobreza, sobre os cadáveres dos déspotas, dos reis absolutistas, as duas se encontraram e foi amor à primeira vista. Desde então, caminham juntas em fórmulas e mesmo em linhas teóricas que veem a própria poesia como uma forma fundamental de revolução.

Nossa idade moderna conheceu o uso popular e difuso da palavra revolução. O historiador espanhol Antonio Maravall, especialista na cultura do período barroco, afirmava que fora nesse momento específico que o termo ganhara um significado similar ao que tem hoje. Mudança profunda, capaz de alterar as bases, os alicerces do mundo que conhecemos. Se, na origem, o sentido de revolução política tinha um caráter pequeno-burguês, como ocorreu com a própria Revolução Francesa, pautada pelos valores filosóficos do iluminismo enciclopedista, outras possibilidades de “revolucionar” o mundo surgiram a partir desse mesmo princípio revolucionário liberal. No século XIX, o sentimento revolucionário vai tomando outros caminhos – exemplos disso foram o marxismo e o anarquismo, que são linhas de pensamento e ação políticos incontornáveis para se compreender o mundo ontem e hoje. E se deve a esse bloco de esquerda aquela que pode ser a revolução paradigmática dos tempos modernos: a Revolução Russa, de 1917.

Leia na íntegra na edição 197 da Revista Continente (maio 2017)

capa 197
CONTINENTE #197  |  Maio 2017

banner Suplemento 316x314

publicidade revista

Facebook

SFbBox by casino froutakia