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Artigo vinculado ao especial de capa da edição 196 (abril 2017)

 

Teve um tempo que nós, para viver, precisamos nos calar. Hoje, nós, para viver, precisamos falar”. Pajé Luiz Caboclo – índio Tremembé do Ceará


A língua é como Deus, está em todas as partes, mas ninguém a vê de tão naturalizada que é. É preciso ter muita fé para acreditar nela, inclusive como suporte – não o único, mas seguramente o principal – no qual se estabelecem as relações, organiza-se a luta pela sobrevivência e se preserva a memória. A língua é arquivo da história, é a canoa do tempo, responsável por guardar e levar os conhecimentos de uma geração à outra.

No planeta Terra, são faladas cerca de 6.700 línguas, mais de 5 mil delas ameaçadas, moribundas umas, anêmicas outras. Quando uma língua é extinta, o que acontece com as experiências milenares que ela guardava e veiculava? A cada 15 dias – calcula o linguista David Crystal, que estudou o assunto –, morre uma língua no planeta, entre outras razões porque seus usuários foram forçados a deixar de falá-la.

Essas línguas em perigo, denominadas de línguas minoritárias por terem poucos falantes, foram, na realidade, minorizadas no processo histórico. Se considerarmos a quantidade de línguas, podemos dizer que elas representam 95% das existentes no Atlas linguístico mundial. Por isso, quando se reivindicam os direitos linguísticos, eles se referem a uma minoria de falantes, mas à maioria das línguas existentes no mundo. Trata-se assim da luta pela manutenção da diversidade linguística.

Leia artigo na íntegra na edição 196 da Revista Continente #abril 2017

capa 196
CONTINENTE #196  |  Abril 2017

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