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"Napoleon Bonaparte", de Benjamin Robert Haydon/Acervo National Portrait Gallery"Napoleon Bonaparte", de Benjamin Robert Haydon/Acervo National Portrait Gallery

[artigo vinculado à matéria de capa dos 200 anos da Revolução de 1817 (mar 2017)]


Depois da sensacional
volta de Napoleão Bonaparte da Ilha de Elba e de seu reinado de 100 dias e com a certeza de que havia ainda um contingente respeitável de admiradores seus que se mobilizaria ao primeiro chamado do imperador deposto, as monarquias europeias mais do que escaldadas, resolveram tomar providências drásticas. Napoleão esperava ou fingiu que esperava ficar na Inglaterra como hóspede da Coroa inglesa. Sua decepção foi grande, quando lhe informaram que ele ficaria prisioneiro para sempre em uma pequena ilha, quase inexpugnável, no meio do Atlântico.

E, de fato, viveria na Ilha de Santa Helena até morrer em 1821, doente e deprimido, desejando antes ter sido executado do que definhar naquele lugar nenhum. No entanto, durante os seis anos em que viveu ali, mesmo sob a maior vigilância, Napoleão e seus admiradores encontraram meios de se corresponder e até mesmo de tramar um possível resgate. Um desses projetos envolveu brasileiros e um momento importante da História do Brasil: a Revolução Pernambucana de 1817.

A CONSPIRAÇÃO
Os Estados Unidos da América, única democracia de fato que então havia no mundo, era um grande atrativo para os antigos oficiais do império francês. Humilhados com a exclusão do exército e com a perspectiva de viver a meio-soldo, poucos meses depois de Waterloo, cerca de mil oficiais franceses de várias patentes tinham partido para os EUA. Além de buscar novas oportunidades, boa parte dessa gente continuava a sonhar com a volta do imperador, nem que fosse para reinar em algum pedaço das Américas. O malogrado rei de Espanha, José Bonaparte, irmão mais velho de Napoleão, também se estabelecera nos Estados Unidos e era um verdadeiro ímã a atrair toda a sorte de conspiradores com planos para o resgate do ex-imperador.

Assim, quando tiveram notícia de que uma revolução republicana estourara em Pernambuco, o ponto da costa americana mais próximo de Santa Helena, as esperanças dos bonapartistas foram renovadas. A notícia dessa revolução que pretendia instalar no nordeste brasileiro uma república chegou aos jornais americanos por intermédio de um de seus líderes, Antônio Gonçalves da Cruz, mais conhecido como Cabugá. Ele promovera em sua casa muitas das reuniões que impulsionaram a rebelião que eclodiria em 6 de março de 1817. Poucos dias depois, em 25 de março, ele embarcava para os EUA como embaixador do governo revolucionário junto às autoridades daquele país. Tal como para os mineiros de 1789, para os revolucionários de Pernambuco, os EUA representavam o modelo ideal de nação. Ainda mais naquele momento em que as monarquias da Europa tentavam destruir a herança da Revolução Francesa e voltar às práticas do Antigo Regime.

Se o ministro dos Negócios Estrangeiros, Richard Rush, que recebeu Cabugá em caráter informal, não prometeu que seu governo daria suporte aos revolucionários, também não impediu suas idas e vindas. Sob o pretexto das leis liberais e democráticas que regiam a vida no país, o governo norte-americano fez ouvidos moucos aos rogos do embaixador de Portugal, o padre José Correia da Serra, para que Cabugá fosse impedido de comprar armas, fretar navios e contratar homens para levar ao Recife.

Leia artigo na íntegra na edição 195 da Revista Continente (mar 2017)

capa 196
CONTINENTE #196  |  Abril 2017

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