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 "Angu de canções" reuniu música, literatura e teatro no Santa Isabel. Foto: Pedro Portugal/Divulgação "Angu de canções" reuniu música, literatura e teatro no Santa Isabel. Foto: Pedro Portugal/Divulgação  

“Merece um tiro quem inventou a bala.” Na inconfundível impostação de voz de Marcelino Freire, este verso de Miró da Muribeca abriu o Angu de canções na noite da última quinta (26/1), no Janeiro de Grandes Espetáculos. Antes que as cortinas vermelhas do Teatro Santa Isabel se abrissem, o escritor foi emendando a fala no palco: “E quem inventou Temer e Trump merece o quê?” Em seguida, retornou a Miró com os versos de Reflexões sobre a construção civil: “Cimento na cabeça dos outros é isopor”. Uma miscelânea de textos narrados por Marcelino se intercalavam às interpretações musicais do Coletivo Angu de Teatro e dos convidados Isadora Melo e Almério, com arranjos de Juliano Holanda e execução da banda formada por ele (violão, voz e guitarra), Rafa B (bateria) e Rogê Victor (baixo) dando os tons do espetáculo. As composições musicais são de Henrique Macedo, Carla Denise e Juliano Holanda.


A partir da obra de Marcelino, o coletivo já montou os espetáculos Rasif – Mar que arrebenda, Angu de sangue e o mais recente Ossos, ou seja, é uma figura cujas produções influenciam diretamente a trajetória do grupo. Além de Miró, Bandeira foi outro poeta revisitado na noite. O momento da leitura de Trabalhadores do Brasil, texto do próprio Freire no livro Contos negreiros (2005), se fez tão pertinente quanto atual. 

As escolhas dos textos (e das músicas) foram bem afinadas ao contexto sociopolítico do país – aliás do mundo – atualmente, que é uma característica da literatura feita pelo escritor sertaniense. Por mais que não houvesse a rigidez narrativa de um espetáculo teatral, a maneira que os elementos foram apresentados acabou criando um encadeamento e uma fluência para quem assistia, mérito da direção de cena de André Brasileiro e Marcondes Lima.

Com as cortinas já abertas, a musicalidade se uniu às vozes das atrizes Nínive Caldas e Hermila Guedes, e dos atores Marcondes Lima, André Brasileiro e Ivo Barreto na música de abertura Mi casa é su casa. “Não é um espetáculo de teatro, no sentido clássico, mas como são atores cantando, essa veia teatral acaba aparecendo”, afirma Juliano Holanda em entrevista à Continente.

Do ponto de vista musical, quem conhece a identidade sonora e qualidade de outros trabalhos do músico, sem dúvida, consegue perceber a maneira singular com que explora texturas e timbres nas execuções de guitarra, mas também no modo como os arranjos são apresentados. Em Angu de canções, as músicas das trilhas sonoras ganharam um certo protagonismo. “O grande lance é que ali o aspecto teatral está a serviço da música, no caso das peças, as músicas estão a serviço do teatro”, argumenta Juliano. Como mencionado anteriormente, apesar de ser um show musical, é inevitável a carga dramática trazida às interpretações de atores que cantam e por cantores que têm familiaridade com o âmbito teatral.


Em cena, Marcelino Freire convocou a força da literatura,recitando palavras provocativas. Foto: Pedro Portugal/DivulgaçãoEm cena, Marcelino Freire convocou a força da literatura,recitando palavras provocativas. Foto: Pedro Portugal/Divulgação


A direção de arte do espetáculo, assinada por Marcondes Lima, ressalta o clima de comemoração que é trazido em Angu de canções. No figurino, trajes que outrora fizeram parte das encenações do grupo, como é o caso do vestido usado por Isadora Melo, trazido do figurino da peça Essa febre que não passa (baseada em texto de Luce Pereira), ou a longa túnica de seda usada por Almério para interpretar a melódica Cansei do espetáculo Angu de sangue, contribuíram para que o público que acompanha a trajetória do grupo, iniciada em 2003, relembre – sem tom saudosista – essas e outras montagens do coletivo, mesmo que as canções tenham ganhado novas roupagens.

Por fim, ainda dessas questões da existência que são o amor e a morte, a apresentação contou com a marchinha composta por Juliano, Morrer em Pernambuco, cantada em coro, e um Bonus track, como afirmou o próprio músico no palco, da música Ouriço, que integrou a trilha sonora da minissérie Amor, te amo. Numa perspectiva visceral desse sentimento tão político que é o amor, eis que o texto Amor cristão também foi lido por aquele que o escreveu, já que como “Cristo mesmo disse: se não tiver sangue, meu filho, não é amor”.

"O grito" trata da violência contra a mulher. Foto: Divulgação"O grito" trata da violência contra a mulher. Foto: Divulgação


Eis que é chegado o último final de semana do mês e, com ele, os últimos dias do Janeiro de Grandes Espetáculos. Até domingo (29/1), o festival oferece ao público espetáculos de profundidade histórica, social e humana, mesmo nas peças para a infância. Confira: 

Sexta-feira (27/1)
Embora antigo em data histórica, o discurso permanece atual em h(EU)stória – o tempo em transe, ao abordar as cartas do cineasta Glauber Rocha para o poeta Jomard Muniz de Britto e o ex-governador Miguel Arraes. Roteiro e pesquisa de Junior Aguiar, é o primeiro espetáculo da Trilogia vermelha.

Embora não seja uma necessidade vital, também cabe à arte refletir a sociedade e seus questionamentos mais urgentes. Em Grito, do Coletivo Soma, as questões de gênero e a violência contra a mulher. O espetáculo foi trabalhado a partir de uma pesquisa em dança, a Vai-ter: um olhar sobre sentimentos periféricos, que visitou mulheres de idades e classes sociais diferentes que já sofreram abuso.

A psicodelia nordestina energética, enraizada e bebida da fonte do rock e de sons culturais, é o triunfo dos shows de Zé da Flauta e da banda recifense Ave Sangria. São dois: o primeiro dedicado ao lançamento do primeiro CD solo do flautista, o Psicoativo, apresentando seus novos sons. Ave Sangria, banda formada nos anos 1970, apresenta O novo voo da Ave Sangria, com nova formação, mas ainda trazendo seu som tão marcante.

Angelicus prostitutus. Como o nome sugere, a peça retrata a prostituição, não só em seu campo sexual, mas em outros campos ideológicos que regem a moral humana. Aqui, o personagem Angelicus está perante uma corte de divindades, sendo julgado por seus pecados, ao mesmo tempo em que encena os desejos pulverizantes do ser humano. Espetáculo cômico, ao mesmo tempo em que aborda o circo e a música ao vivo.

Sábado (28/1)
Uma aventura entre uma bolha de sabão e uma rajada de vento narram a peça Vento forte para água e sabão, Giordano Castro e Amanda Torres.

Peça "embaraçada", em que começo, meio e fim se misturam. É assim que Ossos se apresenta ao público, uma história de amor, dor e exílio: a missão é entregar os restos mortais de um amante a seus familiares.

Dom Helder Câmara pode ser chamado de herói contra a ditadura devido ao seu lado progressista, ainda que um padre da Igreja Católica e outrora Arcebispo de Olinda e Recife. O legado desse homem, cuja canonização está sendo estudada pela igreja, é o fio condutor da peça O avesso do claustro. Em cena, três personagens visitam o sacerdote para lher fazer perguntas. Uma oportunidade de reencontrá-lo através de seus ideais. Leia mais sobre a peça AQUI

"O avesso do claustro" traz a figura de Dom Hélder. Foto: Alécio César/Divulgação"O avesso do claustro" traz a figura de Dom Hélder. Foto: Alécio César/Divulgação

Baba Yaga é uma personagem marcante para a mitologia polonesa, assim como para a literatura fantástica. A peça homônima, então, aborda justamente as trevas da bruxa canibal. Chamando por seu filho, Olaf, o público poderá assistir a uma degradante família, ao mesmo em que desvenda as tradições orais russas, onde Baba Yaga é mais forte.

Embora a obra de Georg Büchner Woyzeck seja datada de 1837, em Stereo Franz, a trajetória do personagem Franz apresenta contemporaneidade. Amaldiçoado, sua língua é incapaz de indagar qualquer coisa a seu favor: um homem que reflete a morte, até que a iminência de uma tragédia seja clara.

Originalmente estreada em 1983, Olha pro céu, meu amor é uma das mais elogiadas obras de Vital Santos, dramaturgo e diretor. Bom Cabelo, no espetáculo, tem o sonho de conhecer Roberto Carlos, no entanto – como a maioria dos nordestinos à época – acaba vivendo seu subemprego, ao mesmo tempo em que derrama lágrimas com as cartas da mãe, assistindo à sua própria família despedaçada.


Domingo (29/1)
Numa Alemanha mergulhada pela opressão do Terceiro Reich, erguido através do sangue de judeus, políticos, homossexuais e cristãos, um casal de classe média em busca do filho é a história de O delator, trecho da obra escrita por Bertolt Brecht, entre 1935 e 1938, com recortes de jornais, rádio e outros meios, na tentativa de conduzir a informação para além do império de Hitler. Aqui, Brecht apresenta os horrores de um país, e também de um dos tempos mais sombrios da humanidade.

Simples até no nome, Carolina Maria de Jesus é escritora e, tamanha sua relação com a arte, é catadora de papel e também periférica. Em vida comum com a poesia de Elisa Lucinda, Olhos de café quente é uma peça de alma feminina e, como não haveria de ser, extremamente política.

Performance estruturada a partir de Frida Kahlo e a Festa de Los Muertos, Vila la vida é a simbiose de vida e morte, uma esquina onde o antagonismo humano se encontra. Frida e amigos se reúnem, então, em suas falas por um mundo melhor, ao mesmo tempo em que celebram a vida. O encontro de vida e morte se dá quando a montagem honra os mortos, através de fotos de pessoas que já partiram.

Pode-se dizer que o Rio São Francisco nunca teve tanto protagonismo, seja nas redes sociais ou na televisão, como nos últimos tempos. Nas artes cênicas, na peça Chico e Flor contra os monstros na Ilha do Fogo, Chico é um barqueiro e exímio conhecedor de suas águas "xarás". Quando ancora, conta suas memórias e histórias para quem as quiser ouvir. Imagine, é claro, que ninguém as deva dar crédito. Mas Flor, menina destemida, acredita e parte junto com ele para uma jornada: achar a família de Chico que se perdeu num dia de chuva. Para isso, é preciso enfrentar os monstros na Ilha do Fogo.

Amizade é o alicerce para Brinquedos & brincadeiras, em que cinco crianças discutem os sonhos, anseios, desejos e medos da vida infantil. Cantando cantigas infantis de conhecimento popular, mas também cheios de passos e canções próprias, os brinquedos também compõe o cênico, levando o público à diversão como principal objetivo.

Serviço:
23º Janeiro de Grandes Espetáculos
Até domingo, 29/1
Informações da programação: www.janeirodegrandesespetaculos.com


O ator e professor da Universidade de Campinas (Unicamp) Eduardo Okamoto percorreu alguns anos de uma tortuosa trajetória envolvendo questionamentos acerca da própria ascendência nipônica; a descoberta ao acaso, em meio a uma livraria, de um autor que pouco dizia a não ser de sua nacionalidade – Kenzaburo Oe –; o arrebatamento diante da literatura deste mesmo autor; uma viagem ao Japão para comprovar “a saudade que senti de um lugar em que nunca estive”; o estágio no Kazuo Ohno Dance Studio, onde aprendeu princípios da dança Butô – e a valiosa lição de que “mais que um modo de dançar, é uma maneira de viver” –; a busca um tanto obsessiva por um Kenzaburo Oe recluso; e o projeto de adaptar para os palcos o livro Jovens de um novo tempo, despertai!.


A conjunção de muitos fatores prévios ao espetáculo OE e o fato de ter sido gestado durante tanto tempo, com ensaios sistemáticos por cerca de um ano, talvez expliquem a excelência do resultado entregue ao espectador. Baseado na obra do escritor japonês e ganhador do Nobel de Literatura 1994 Kenzaburo Oe, o solo de Eduardo Okamoto é estruturado em 28 cenas de “imagens-poemas” para cena, como definiu o ator em conversa com o público após apresentação no último sábado (21) no Teatro Apolo, como parte da programação do Janeiro de Grandes Espetáculos. A relação do escritor japonês com o filho, portador de uma deficiência cerebral, e cuja previsão médica era de que viveria praticamente em estado vegetativo, é o mote do bem-sucedido texto da peça, assinado pelo dramaturgo Cássio Pires.



Uma das acepções latinas atribuídas ao termo infância sugere que se trata daquele que ainda não tem acesso às palavras. Para tirar o filho da condição de infante tardio, deformado pela doença, Kenzaburo se propõe a ensiná-lo por meio de uma espécie de catalogação linguística do mundo: palavras como sapato, flor, saudade, boneca, sonho, vazio, música vão sendo reexplicadas, com o auxílio da imaginação, ao jovem, numa tentativa de prepará-lo para o mundo, um mundo que não o acolhe e quase nada pode oferecê-lo, mas no qual é imperativo viver, reconhece Oe. Entre a angústia de não saber o que será do filho quando ele e a esposa morrerem, a revolta de não ter tido um rebento “mentalmente perfeito” e o encantamento diante de uma criança com a audição apuradíssima, capaz de distinguir o canto de 80 pássaros, a relação de Kenzaburo Oe e seu rebento tem qualquer coisa de simbiótica e emociona não só pelos momentos nos quais se sublima a enfermidade para além das limitações que implica, mas também pela lucidez de não tratar o fato apenas pelo viés da romantização tola ou do pessimismo vitimista.


A 28 cenas são fragmentadas na medida em que não obedecem a uma ordem temporal ou temática, e tem-se a impressão de que funcionariam em qualquer ordem na qual fossem dispostas, dialogando, assim, com a própria noção circular que os japoneses têm do tempo e de seus sempre falhos dispositivos de controle total – não só o tempo, mas a vida, os nascimentos e mortes, as doenças, há sempre qualquer coisa que se abate sobre nós. Reflexões sobre a decadência das guerras, os versos de William Blake, a (não) relevância da escrita literária em tempos de crise são alguns dos outros pontos articulados em cena. Como disse o próprio Kenzaburo, por ocasião de uma entrevista concedida à Folha de S.Paulo em 2003, “tento ligar minhas questões pessoais ao cosmos. O ponto de partida, porém, são sempre eu e minhas divagações particulares. Na minha opinião, a literatura deve ser muito pessoal, acima de tudo pessoal”. Em vez de polarizar ou contrapor o que seriam temas pessoais daqueles universais, o espetáculo, dirigido pelo competente Marcio Aurelio, da Companhia Razões Inversas, agrega-os no sentido de valorizar o humano, e nos mostra que o pessoal é necessariamente universal.

Peça "Que muito amou" é baseada em obra de Caio Fernando Abreu. Foto: Rogério Wanderley/DivulgaçãoPeça "Que muito amou" é baseada em obra de Caio Fernando Abreu. Foto: Rogério Wanderley/Divulgação

Para os amantes das artes cênicas, Janeiro de Grandes Espetáculos é uma oportunidade importante para apreciar o que se tem produzido na área não só em Pernambuco, mas também em Portugual, por exemplo, como acontece nesta 23ª edição. Neste final de semana, o Janeiro oferece aos espectadores peças históricas, baseadas em clássicos da literatura, bem como um musical futurista. Confira a programação para o final de semana:


Sexta-feira (20/1)
Na casa máxima do teatro pernambucano, o Teatro de Santo Isabel, a Comuna Teatro de Pesquisa encena a peça Do desassossego. O grupo de teatro é proveniente de Portugal e seu embrião foi concebido em 1971, através do Teatro Laboratório de Lisboa e de nomes como João Mota, Manuela de Freitas, Carlos Paulo, Merlim Teixeira e Francisco Betana. No ano seguinte, já nascia a Comuna. O espetáculo em cartaz se baseia em O livro do desassossego, de Fernando Pessoa, que apresenta, de forma fragmentada, a paixão, moral e a psique de um de seus heterônimos, Bernardo Soares. A partir das 20h.

No Teatro Hemílio Borba Filho, o Coletivo Lugar Comum, do Recife, reapresenta o espetáculo Segunda pele, a partir das 20h. O trabalho, como faz referência o próprio nome, navega nas roupas e nos repertórios culturais, sociais, políticos e pessoais que se misturam àquilo que adornamos em nosso corpo. Um espetáculo no qual a identidade é a protagonista.

A pedagogia da libertação sobe aos palcos através da peça pa(IDEIA), dos coletivos Grão Comum e Gota Serena, também do Recife. Obviamente, falar sobre a pedagogia da libertação é falar do educomunicador Paulo Freire. O espetáculo, a ser apresentado no Teatro Arraial (20h), narra justamente os 70 anos de prisão do professor após a eclosão do golpe militar em 1964, além de mais de uma década de exílio mundo afora de Freire.

Música, teatro e tecnologia se unem no Estesia, espetáculo de Pachka, no Teatro Luiz Mendonça. De acordo com dicionários, o verbete "estesia" está ligado à sensibilidade para se perceber o entorno.

Na historia mundial, Auschwitz é um sinônimo de morte, um farol apontado para a falha da humanidade. Em O churrasco, espetáculo nascido do ventre do ENTREtanto Teatro, de Valongo (Portugal), o homem – que trabalha como um churrasqueiro, pois carrega o nome do campo de concentração como um peso de uma cruz. A peça será encenada no Teatro Marco Camarotti, também a partir das 20h.

Por fim, o espetáculo Histórias bordadas em mim, realizado através de financiamento coletivo na web, da recifense Agrinez Melo, sugere um convite a uma autobiografia. A peça será encenada no espaço O Poste, com reapresentação no sábado (21/1).

Assista ao vídeo do trabalho:



Sábado (21/1)
Novamente no Teatro de Santa Isabel, a cantora Cristina Amaral presta homenagem à cantora Núbia Lafayette no show Para Núbia, com amor, Cristina – a intérprete de Lama morreu há 10 anos.

Palhaços, cuja profissão se baseia na diversão, são – não raro – associados também à tristeza, à solidão e ao medo (lembra-se de It – a coisa?). No espetáculo Saudosiar… a noite insone de um palhaço, com texto de Walmir Chagas, presenciamos a noite às claras de um palhaço e seus devaneios, ao conhecer sua solidão, sua melancolia e também sua trajetória biográfica recheada de amores, sonhos e tragédias.


Os dragões não conhecem o paraíso, de Caio Fernando Abreu, escritor que adentrou o cânone dos principais nomes da literatura brasileira, serviu de inspiração para a resposta cênica de Antônio Rodrigues, com o espetáculo Que muito amou. Como é característico do autor, o livro tem como “personagem principal” o amor e as sub-relações, como sexo, morte, independência, mas igualmente o abandono.

Domingo (22/1)
Inteiramente coreografado, o espetáculo Amor segundo as mulheres de Xangô nasceu em comemoração aos dez anos do Grupo Grial, também influenciado pelo estudo Um corpo que conta, fazendo ainda referência às tradições religiosas africanas, ao relatar amores de Iansã, Oxum e Obá por Xangô.

Teatro mudo. Somente estas palavras já poderiam caracterizar o espetáculo infantil DORalice, da recifense Companhia 2 em Cena de Teatro, Circo e Dança. Alice é uma menina que ama brincar com sua boneca Cidinha e, feliz, gosta de se divertir com outras brincadeiras que, por sua vez, nos levam de volta à nossa própria infância.

DORalice é opção infantil na programação. Foto: André Ramos/DivulgaçãoDORalice é opção infantil na programação. Foto: André Ramos/Divulgação

Circo é teatro e, como não poderia deixar de ser, o espetáculo Picadeiro Pernambuco – a tradição milenar é composto por artistas criados dentro de toda a peculiaridade circense. De circo tem não só o enredo, mas também o número – palhaçaria, acrobacias, mágicas e música.

Serviço
23º Janeiro de Grandes Espetáculos
Em cartaz até 29 de janeiro de 2017
Para detalhes da programação e outras informações, acesse: www.janeirodegrandesespetaculos.com

capa 197
CONTINENTE #197  |  Maio 2017

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