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Perfil

Um homem e seus bonecos

O sertaniense Sebastião Alves, o Sebá, fez de Caruaru sua casa e transformou sua paixão pelo teatro de fantoches em ofício

TEXTO ERIKA MUNIZ
FOTOS BRENO LAPROVÍTERA

01 de Junho de 2018

O mamulengueiro Sebastião Alves no espaço dele em Caruaru

O mamulengueiro Sebastião Alves no espaço dele em Caruaru

FOTO BRENO LAPROVÍTERA

O sonho de Sebastião Alves sempre foi ser artista, mas de tela grande. Na infância sertaneja, os filmes de super-heróis eram os preferidos, principalmente os do king of the cowboys Roy Rogers. O que gostava mesmo, admite, era da aventura de ir ao cinema. Aos 8 anos, já trabalhava como gaita de padaria (entregador de pão) e enchendo vasilhames de vinagre na venda do compadre Ziro para juntar uns trocados e ajudar sua mãe, Dona Rita. Entretanto, nunca deixou de lado os momentos lúdicos nos seus dias. Desde menino, montava os próprios brinquedos e, nas voltas para casa, pulava o muro do cinema de Sertânia para se imaginar salvando vidas naqueles filmes de bangue-bangue.

Até hoje, Sebá faz do sonho um ofício. Dona Rita escolheu o nome de santo para o caçula por conta do nascimento em 20 de janeiro, dia de São Sebastião. Mas também porque era o nome de batismo de seu pai. Além de ator de “tela grande” – com atuações em filmes como Amarelo manga (2003), do diretor Cláudio Assis – e inúmeros espetáculos de teatro, Sebá apresenta um programa de rádio na Caruaru FM, nas manhãs de segunda a sábado, e tornou-se um dos principais exponentes do teatro de mamulengo no estado. Gosta tanto de manipular os bonecos, que, em 2009, quando comprou sua casa, no Bairro Agamenon, fez questão de que tivesse garagem. Não para pôr um carro, mas para transformá-la no Teatro Garagem Mamusebá, que hoje se desdobrou no Teatro Oficina Mamusebá e funciona na Estação Ferroviária de Caruaru.

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Extra:
Faça um passeio pelo espaço dele em 360º



Nas nossas conversas, o sertaniense, radicado “no país de Caruaru”, como ele carinhosamente se refere, faz questão de salientar a importância da valorização dos artistas populares e, vez por outra, deixa escapar a habilidade de fazer todo mundo rir ou se emocionar, enquanto conta as próprias histórias.

             

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