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Edição #194

Fevereiro 17

Nesta edição

Nova Europa

O homem da foto acima chama-se Camille de Toledo. Além do registro de nascimento francês e do passaporte europeu, ele possui uma série de outros predicados: origem turco-judaica, cidadão radicado em Berlim, artista, cientista político, historiador, escritor… Diz também que acontece de pensar com frequência que é “uma árvore, uma planta, ou uma mulher, ou qualquer coisa que esteja a meio caminho entre várias espécies, várias línguas, várias culturas”. Quando perguntado sobre qual diagnóstico faz da Europa atualmente, responde que é preciso considerar dois conceitos distintos de Europa, afora as distorções das práticas políticas e econômicas dos últimos tempos.

É profunda a análise de Camille de Toledo sobre o continente europeu, que, segundo ele, reflete, ainda se coloca como uma extensão do século XX, na qual permanecem governos e instituições em sua forma de pensar e agir. Em entrevista exclusiva à Continente, concedida à jornalista Olívia Mindêlo, o autor, inédito no Brasil, dá uma aula sobre aquela porção do mapa-múndi historicamente híbrida, mas igualmente turbulenta. Em sua fala, que ocupa 14 páginas desta edição, ele analisa problemas atuais como as políticas fronteiriças, os imigrantes, o Brexit, a crise na Grécia, a União Europeia etc. E, particularmente, as consequências da mudança de uma “Europa aberta” para uma “Europa fortaleza”. Cita ainda a necessidade de transformações vindas do combate em ruas, praças, dos artistas e dos próprios políticos, pois se “as velhas redes” continuarem se defendendo “contra essas transformações, então o estado de guerra não será outra coisa que não reforçado”.

Ainda nesta edição, a repórter Luciana Veras aborda o novo projeto do cineasta Nicolas Klotz, que filmou, em 2016, a vida em Calais, ex-campo de refugiados e imigrantes que desejavam atravessar da França à Inglaterra via Canal da Mancha. Segundo conta, seu documentário nasceu como alternativa aos discursos das agências de notícia internacionais e demais redes midiáticas, dizendo estar ele cansado da imagem fantasma dos imigrantes.

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